Vamos empregar toda a energia positiva em nossa área de influência, tentando reduzir a área de preocupação. Não podemos deixar de acreditar em nossas potencialidades e em nossa força de trabalho e de realização. A boa prática corporativa nos remete à ética nas relações, seja com os trabalhadores empregados, com parceiros fornecedores e clientes, com as esferas de governo, com acionistas e até mesmo com os concorrentes.
Algumas organizações trabalham formalmente esse tema, com reuniões internas para discussão, compondo uma verdadeira cartilha editada como balizadora dessas relações.
Vivemos um momento muito turbulento em relação à exata noção do que é certo ou errado, pois o noticiário da mídia nacional está projetando o que há de mais sórdido nas entranhas do poder; afetando partidos políticos, nascedouros dos entendimentos sobre candidaturas e estratégias de campanha e governo.
A cada dia, surgem revelações preocupantes, e muitas delas partem de pessoas acusadas, portanto, igualmente suspeitas, enlameando definitivamente o panorama. Uma pena!
No entanto, o que pretendemos debater aqui é o reflexo desse cenário espúrio junto às relações de trabalho e na própria motivação e moral de uma tropa. Quem administra a força de trabalho já convive com situações de desencanto dos empregados pela injustiça social e pela má distribuição de renda, que afeta diretamente a maioria, ou seja, as camadas inferiores da estrutura hierárquica.
Além disso, o aparato previdenciário, social e de saúde é limitado, não oferecendo serviços socialmente justos quando os trabalhadores mais precisam. Esses fatos, associados ao atual festival de trapalhadas e trapaças podem contribuir para interferir no ânimo das pessoas ao acreditarem no Brasil e na forma com que embalamos os sonhos.
Isso nos parece um efeito concreto e lamentável. Um dano, talvez, não mensurável, mas que existe de fato, e exige, das lideranças, um empenho ainda maior para a continuidade da caminhada pelas trilhas do trabalho, deixando as crises de lado, porque se perdermos a esperança, o fardo será mais pesado.
Vamos empregar toda a energia positiva em nossa área de influência, tentando reduzir a área de preocupação. E que esse pacote de notícias ruins sirva, apenas, para embasar nossas decisões no momento de eleger os dirigentes, afinal, nos omitir será ainda pior.
Não podemos deixar de acreditar em nossas potencialidades, em nossa força de trabalho e de realização.


