Quanto vale uma nova idéia? Nada. Ou tudo, dependendo da execução. Se capital intelectual é a nova moeda do sucesso, então certamente podemos dizer que a criatividade e a inovação são os grandes diferenciais que separam as empresas da Nova Economia umas das outras. Mas falar de criatividade sem resultados práticos é pura perda de tempo no mundo empresarial. Aliás, sempre foi assim – e só agora é que a coisa realmente começou a ganhar status de ciência.
A dificuldade toda da inovação começa no próprio comportamento do ser humano, principalmente dentro do ambiente corporativo. Arno Penzias, Prêmio Nobel de Física, resumiu isso bem quando disse que as pessoas estão sempre procurando motivos para “tirar um sarro” e divertir-se às custas dos outros. Qualquer pessoa que seja um pouco diferente é sempre um alvo fácil. A ameaça de ser ridicularizado mantém todo mundo dentro das normas. Isso acaba criando fortes barreiras à criatividade. As empresas gastam fortunas e muitas horas teoricamente encorajando as pessoas a serem criativas, enquanto na realidade fazem o contrário, com pequenos gestos e comentários.
Falando nisso, como funciona a Internet? Seu computador? O forno de microondas? A injeção eletrônica do seu carro? Seu relógio de pulso? Seu cérebro? A criatividade e a imaginação são o que nos permite aproveitar as coisas sem realmente compreendê-las. Não temos de entender tudo.
A criatividade surge quando aceitamos que não estamos seguros, quando temos consciência absoluta disso e deixamos de tentar controlar tudo. Não importa quantos gráficos, relatórios e pesquisas você tenha – não dá para prever o futuro. Sempre teremos surpresas. Coisas que eram para dar certo falharão e coisas que pareciam perdidas serão um sucesso.
Muita gente fica presa na armadilha da inovação, quando na verdade deveria estar simplesmente procurando novas idéias. Uma boa parte da inovação é estar aberto. Você tem de estar pronto para receber o inesperado, entendendo que muitas mudanças são positivas e não negativas. Muitas pessoas vêem algo diferente e já acham que isso está errado. Inovar é ter a habilidade de ver algo diferente e enxergar sua essência, reconhecendo que o valor está justamente nessa diferença.
Se você é realmente criativo, sabe que sentir-se sozinho e inseguro faz parte da vida. Você não pode ter tudo – não dá para ser criativo e conformista. É preciso reconhecer que o que faz de você uma pessoa diferente é justamente o que o faz criativo também.
Todos têm a habilidade de fazer algo inovador. Acontece que a maioria das pessoas pensa em inovações como algo complexo, um processo científico reservado para alguns poucos iluminados. Mas a verdade é que todo mundo tem à sua volta as ferramentas necessárias para melhorar alguma coisa em sua vida. Não é preciso ser extraordinário – na verdade, as melhores inovações são geralmente as mais simples. Lembre-se: você não pode ser criativo amanhã – o presente é a única coisa que temos.
Pense nisso: seja criativo e Venda Mais.
Raúl Candeloro – Editor
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