Mario Quintana sempre dizia que nada substitui a comunicação direta, muito especialmente, quando existe o contato físico. Mario Quintana sempre dizia que nada substitui a comunicação direta, muito especialmente, quando existe o contato físico. E, de certa forma, esse pensamento continua prevalecendo nas organizações, ainda que não com a mesma intensidade do passado. Hoje os executivos ainda continuam viajando muito; mais do que se prognosticou 20 anos atrás em função dos avanços tecnológicos. Os mesmos prognósticos furados que diziam que muito rapidamente o consumo de papel nas empresas estaria em declínio.
Diante dessa constatação, e procurando corresponder melhor às expectativas e necessidades de seus clientes executivos, a cadeia Hilton de hotéis decidiu pesquisá-los, tendo como objetivo identificar sua possível contribuição para que melhorassem suas performances nos negócios realizados durante suas viagens. Depois de uma primeira triagem, o Dr. Mark Rosekind, responsável pelo trabalho, concluiu que o principal fato de queda de desempenho desses executivos era a bagunça que acontecia com suas horas de sono.
Durante seis meses, usando aparelhos eletrônicos para as medidas e acompanhando 25 executivos que viajavam com freqüência, enfrentando as conseqüências de diferentes fusos-horários, o especialista em fadiga e sono da NASA concluiu que:
1 ? Independente de qualquer outra consideração, esses executivos alcançam o ponto máximo de seus desempenhos próximos da hora do almoço, e, sendo assim, deveriam evitar as reuniões pela manhã.
2 ? Naturalmente, tendem a superestimar a percepção a respeito de seus próprios desempenhos nessas viagens, porque sua capacidade de avaliação e análise está comprometida (pelo cansaço).
3 ? Quase todos, inconscientemente, dormem mal na noite que precede a viagem, e assim, quando chegam, já o fazem com um déficit de horas de sono, portanto, e se possível, deveriam evitar reuniões no primeiro dia.
4 ? A melhor noite de sono da viagem, independente se ela vai durar dois, três, cinco dias ou mesmo uma semana, é a primeira, e assim, reuniões no dia seguinte à chegada são as que o executivo alcança seu melhor desempenho.
5 ? Muitos executivos chegam a apresentar uma queda de até 30% em seus desempenhos devido ao consumo de álcool e aperitivos que antecedem às refeições, do vinho que bebem durante e dos digestivos do depois.
6 ? Executivos que conseguem ?contornar? o álcool ? para não serem indelicados ? e ainda se exercitarem durante a viagem, chegam a apresentar uma melhoria em suas performances de até 61% em relação aos que não conseguem.


