Fábio Ramos garante: quanto mais amigos, mais vendas!

Como Fábio Ramos se tornou um supervendedor e passou esse espírito para sua equipe

 

Sorvetes, verduras, materiais de limpeza, queijos, sanduíches, entre outros. Difícil descobrir um produto que Fábio Ramos não experimentou vender em Americana, interior de São Paulo, SP, antes de entrar para o ramo das motocicletas e descobrir sua verdadeira paixão. Ele é bastante extrovertido, criativo e um devorador assumido de livros e revistas.

 

Ramos era apenas um garoto de oito anos quando iniciou sua carreira em vendas. Atualmente, ostenta o título de gerente de melhor performance da Embracon, uma das maiores administradoras de consórcio do País. Questionado sobre o segredo de seu sucesso, ele atribui o feito a sua facilidade de se relacionar com as pessoas.

 

O início na empresa foi bastante difícil: “Quem vende consórcio, vende qualquer coisa, mas quem vende qualquer coisa, não vende consórcio. Isso porque não é uma coisa que você possa expor”, explica nosso supervendedor, que complementa: “Foi então que comecei a usar o meu conhecimento sobre pessoas. Uma foi indicando para outra, o ciclo de amizade começou a aumentar e eu consegui vincular meu nome ao que vendo”. Nesse momento, Ramos passou a ser “o Fabião do consórcio”, o que facilitou muito suas futuras negociações.

 

Aliás, venda para ele é, antes de qualquer coisa, “uma grande amizade”. “Se a gente tivesse de traduzir o que é venda, seria um grande ciclo de amigos. Tenho grandes amigos que são meus clientes e eu ainda consigo ligar para o meu primeiro cliente e desejar bom dia, parabéns ou um feliz natal”, revela. Coincidência ou não, esse é o slogan da empresa em que trabalha: “Sempre fazendo amigos”.

 

Embora atualmente gerencie um grupo de 50 vendedores, Ramos ainda se considera um supervendedor. Para ele, o título faz jus ao profissional “que possui tempo para fazer tudo o que tem de ser feito e ainda curtir bem a vida. Eu acho que, em um futuro muito breve, rica não será a pessoa que conseguir juntar dinheiro, mas aquela que conseguir usufruir do que ganha”, opina. Tal visão é compartilhada com toda a equipe: “Eu incentivo meus vendedores a reagendarem uma visita, mas não perderem a festa na escolinha de seu filho. Acredito que essas coisas criam um ambiente mais propício para desenvolver talentos”, afirma.

 

Incentivos

 

Para motivar seus funcionários, Ramos aposta em duas palavras que costumam causar agonia em muitas empresas: cobrança e reuniões. Diariamente, a Embracon realiza dois encontros: um pela manhã, focado em motivação, e outro à tarde, utilizado para verificar como foi o dia dos vendedores. Entretanto, longe dos gráficos e salas frias, as reuniões da sede de Ramos são regadas com muita música: “Todos os dias, a gente tem um café da manhã e um bom-dia coletivo. Essa é uma reunião motivacional, em que, literalmente, cantamos as vendas do dia anterior. O pessoal traz instrumentos musicais e fazemos uma bagunça”, revela.

 

Às 9 horas, os vendedores saem para as visitas com uma meta principal: a de fazer um amigo. “Todos vão a campo com a missão de conhecer alguém, fazer amizade, divertir-se e voltar à tarde para contar uma história feliz ou triste para nós”, explica. Na segunda reunião, o tom é mais particular e de cobrança. “O vendedor gosta de ser cobrado, ele não se importa. O dia que eu passo sem cobrar meus vendedores, eles se sentem abandonados. A cobrança é saudável, positiva”, garante o gerente.

 

Diálogo

 

Estar em paz, na visão de Fabião, é crucial para um bom dia em vendas. Por isso, quando um vendedor está com algum problema, ele só precisa avisar e ir para a casa. “Gerente de pessoas acaba administrando conflitos familiares, problemas conjugais, financeiro, entre outros. E, com isso, a gente acaba sendo um pouquinho de tudo”, constata Ramos, que compara a profissão de vendedor com um aspirador de pó. “Tudo o que existir de bom ou ruim o vendedor aspira. Se não tiver ninguém para limpar o seu filtro à tarde, ele irá queimar”, diverte-se.

 

“A contratação, na Embracon, é simples. Muita gente vê um ambiente saudável, profissional e onde as pessoas estão prosperando, ganhando dinheiro e melhorando suas vidas”, conta. Entretanto, Fabião faz uma exigência aos aspirantes: falta de experiência. “100% de nossos vendedores são fabricados. Nós não contratamos profissionais com experiência”, esclarece.

 

Dose dupla

 

Além de gerente da Embracon, Fábio Ramos é dono da Moto Faro, uma empresa de motocicletas que também comercializa consórcios. Ele sonha alçar voos mais altos com sua empresa, mas não cogita a hipótese de deixar a Embracon. “Eu tenho um monte de objetivos e almejo um dia substituir meu diretor, e por que não? Ainda não possuo todas as ferramentas, mas trabalho para isso, para que, na hora em que precisarem de mim para qualquer cargo dentro da empresa, eu esteja preparado”, afirma.

 

“Eu tenho sempre de preparar meus vendedores para assumir uma supervisão, meus supervisores para uma gerência e preciso estar preparado para assumir uma diretoria”, complementa. As formas de gestão de Ramos já estão sendo aplicadas em outras sedes da rede de consórcios pelo Brasil. Sua forma de estimular a competitividade, promover as vendas entre os próprios vendedores através de canções, motivar e cobrar atitudes, entre outras ações, levaram-no a ser escolhido, em 2008, o gerente de melhor performance entre as 45 filiais da Embracon.

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