A pergunta certa 1 – A busca do sucesso: Na vida profissional ou pessoal, se algo sair errado, nunca cometa o erro de perguntar “O que foi que eu fiz para que isso me acontecesse?”. A pergunta certa é: “O que foi que eu deixei de fazer para que isso me acontecesse?”.
A resposta a essa pergunta será bem mais esclarecedora. “Para que isso me acontecesse eu deixei de investir em minha profissão, ou deixei de acreditar e lutar pelos meus objetivos na vida, ou deixei de dar atenção à minha família, ou deixei de dialogar com as pessoas… Enfim, deixei de fazer alguma coisa importante que poderia decididamente ter alterado para melhor o rumo das coisas”.
A pergunta certa 2 – Vocação x Carreira: Não cometa o erro de perguntar: “Qual é a profissão que me trará uma carreira de sucesso?”. A pergunta certa é “Qual é a minha verdadeira vocação, que fará com que eu tenha uma carreira de sucesso?”.
A carreira é algo externo, que poderia trazer-lhe fama, fortuna e poder, mas não o tornará necessariamente feliz ou realizado. Seguindo sua vocação, você estará concretizando algo que já está naturalmente dentro de você, e que terá sempre alegria e prazer em fazer. Com isso, carreira, fama e fortuna poderão surgir automaticamente, com menor esforço, sem que você se dê conta disso. A diferença é que, seguindo sua vocação, você será feliz e realizado, porque estará amando o que faz. Seguindo apenas a carreira, estará somente perseguindo um objetivo externo, sem sintonia com sua vocação. Todo dia será uma luta desgastante para você se impor a si mesmo e preencher o vazio interno.
Quanto tempo você agüentará uma vida de aparência e de sucesso superficial, às custas de sua verdadeira vocação?
A pergunta certa 3 – Motivação e Felicidade: Não pergunte “Para que estou neste mundo injusto?”. Nunca haverá uma resposta satisfatória a essa questão. A pergunta certa é: “Como posso contribuir para que o mundo melhore?”.
A primeira pergunta é passiva. A segunda, positiva, leva à ação, sem filosofar muito sobre os ””””””””porquês””””””””. Parte do princípio de que ””””””””já que estou neste planeta (e este é um fato concreto e imediato), devo fazer algo para torná-lo um lugar melhor para se viver. Afinal, nós – seres humanos -, temos duas coisas principais em comum: estamos todos no mesmo barco (chamado planeta Terra), e possuímos todos a mesma chama divina crepitando em nosso interior. Como seres humanos, temos muito mais coisas em comum dos que as que nos separam.
A pergunta certa 4 – Administração de conflitos: Não pergunte “O que devo fazer para ganhar essa discussão?”. A pergunta certa é “O que devo fazer para que a melhor solução seja encontrada?”.
Você pode ganhar a discussão e, nem por isso, estar certo; ou pode estar certo e, nem por isso, encontrar a solução mais adequada.
O que é realmente importante para você: ganhar a discussão ou resolver o problema? No primeiro caso, só colecionará ressentimentos e inimigos. No segundo, terá de aprender a negociar, a se comunicar e a ouvir os outros, a administrar conflitos. É mais trabalhoso, mas a solução certamente será a melhor para todos. Você crescerá e fará amigos – estará plantando em terreno fértil.
A pergunta certa 5 – A busca da competência: Não pergunte “O que devo fazer para sobreviver no mercado?”. A pergunta certa é “O que devo fazer para ser um sucesso?”.
No primeiro caso, você estará buscando apenas a segurança, evitando que o seu barco ””””””””faça água””””””””, e tentará trabalhar dentro de uma faixa de normalidade ilusória. Qualquer circunstância diferente romperá esse aparente equilíbrio e você estará novamente à mercê da situação. É uma atitude passiva e amedrontada.
No segundo caso, você é um buscador de desafios, procura novas oportunidades, investe em si e na organização, cria novas possibilidades. Jamais submergirá, não importa quais sejam as circunstâncias, porque seu comportamento ativo sempre descobrirá novas opções e atrairá alianças positivas.
A pergunta certa 6 – A busca do valor: Nunca pergunte “O que fazer para eu poder viver com meu salário?”.A pergunta certa é “Quanto eu realmente valho?”.
Pode ser que a resposta seja desanimadora, e você descubra que vale ainda menos do que o salário que recebe. Neste caso, você ainda estará no lucro, mesmo sem sabê-lo. Mas se você acha que vale dez, vinte vezes ou mais seu salário atual, você certamente:
– deve fazer algo significativo e diferente do que a grande maioria faz – porque qualquer trabalho no qual você possa ser facilmente substituído não lhe dará futuro.
– deve investir muito em sua capacidade profissional, e na habilidade em relacionar-se com pessoas e equipes.
– deve estar decidido a correr riscos.
– deve desenvolver uma poderosa iniciativa e capacidade de decisão.
– deve investir em seu Marketing Pessoal, em sua auto-confiança e motivação.
Se você fez tudo isso e continua recebendo um salário minguado, falta-lhe então apenas um único e mais importante passo: a coragem de mudar. Se lhe falta isso, aprenda a viver com seu salário atual e, por favor, não se queixe do seu emprego: ele é o reflexo exato – não das suas intenções -, mas do trabalho que você está realmente fazendo.
A pergunta certa 7 – Liderança e Visão: Se quiser saber o futuro de uma empresa, não pergunte “Por quanto tempo ela conseguirá sobreviver com estes produtos ou serviços?”. A pergunta certa é “Qual o grau de genialidade ou mediocridade de quem comanda esta empresa?”.
Empresários e diretores medíocres não saberão como motivar e formar uma equipe competente, nem saberão tomar as decisões certas na hora certa. Também não saberão capitalizar as oportunidades que aparecem – por melhores que sejam – pois sofrem da Síndrome da Miopia Empresarial. Eles conseguem fazer mais estragos em seus negócios do que os concorrentes.
Empresários e diretores dotados de visão e genialidade conseguem enxergar oportunidades onde elas aparentemente não existem, motivar equipes a fazer o impossível, transformar sonhos em realidade e converter derrotas em sucessos. Nenhuma empresa é maior do que a mentalidade do líder que a comanda. Esta equação nunca falha.
A pergunta certa 8 – Motivação e fé: Não pergunte “Como superar meus temores e dúvidas quanto ao êxito do meu negócio (ou idéia)?”. A pergunta certa é “Qual o meu grau de comprometimento e fé que tenho no êxito do meu negócio (ou idéia)?”.
Sem comprometimento total, as ervas daninhas do fracasso se encarregarão do seu insucesso. Muitas pessoas julgam que basta estar comprometido para se ter êxito. Nada mais errado. Você pode trabalhar com afinco 16 horas por dia (portanto, comprometido com o negócio), e nem por isso acreditar realmente que ele será um sucesso.
A maioria das empresas falidas teve gente que se esforçou e trabalhou muito nelas antes de afundarem. Logo, além do comprometimento, o êxito exige também uma fé inabalável, pois sucesso é, antes de tudo, um ato de profunda fé: fé no êxito e em sua própria capacidade. A fé não admite acordos cem a dúvida. Ela é como a gravidez: ou você tem 100%, ou não tem.
Assim como na vida pessoal, nenhum negócio de sucesso floresceu em meio a dúvidas e temores. Não que elas não surjam ao longo do percurso. É que elas são prontamente superadas quando aparecem. O segredo aqui é duvidar da própria dúvida, isto é, duvidar que ela tenha qualquer poder de nos obstruir em atingir nossos objetivos.
A pergunta certa 9 – Em busca do cliente: Não pergunte “O que devo fazer para vender mais?”. A pergunta certa é “O que devo fazer para satisfazer mais as necessidades dos meus clientes?”.
No primeiro caso, você estará se concentrando apenas em vender mais, isto é empurrando seu produto ou serviço. No segundo, seu foco é o de satisfazer, em primeiro lugar, a necessidade do cliente através de algum benefício específico como: rapidez, economia, segurança qualidade, praticidade, prazos de pagamento, conforto, status, etc. Clientes satisfeitos trazem muito mais lucros do que a mera ””””””””empurroterapia””””””””.
A pergunta certa 10 – A rota do êxito: Não pergunte “O que devo fazer para eliminar meus pontos fracos?”. A pergunta certa é “Como posso explorar e maximizar meus pontos fortes?”. A mesma quantidade de energia gasta para eliminar seus pontos fracos pode ser utilizada para maximizar seus pontos fortes. Só que, no primeiro caso, com muito esforço e tempo você eliminará as deficiências para, quando muito, igualar-se aos outros.
Investir em seus pontos fortes será a única coisa que poderá torná-lo um sucesso e fazê-lo sobressair-se aos demais, sem tanta perda de energia e tempo. Não que você não deva tratar suas deficiências – só não perca muito tempo com elas. Ninguém é um sucesso sendo igual aos outros. Só a singularidade poderá fazê-lo. Portanto, aplique o diferencial naquilo em que você já é muito bom, e aperfeiçoe-se cada vez mais. Esta é a rota do êxito.
A pergunta certa 11 – As oportunidades da crise: Não pergunte “Quando acabará esta crise?”. A pergunta certa é “Quais são as oportunidades que esta crise traz?”.
Se esperar acabar a crise, para só então agir, irá se decepcionar. Ela poderá terminar o ano que vem, ou daqui a cinco ou dez anos. Não depende só de nós. Mas depende só de nós aceitarmos o desafio de nos adaptarmos às circunstâncias e darmos a volta por cima.
Um navio é feito para navegar, tanto em mar tranqüilo quanto em meio à tempestade. Qualquer que seja o tempo, ele chegará a seu destino. Uma empresa que não tenha sofrido ao menos uma crise não saberá se defender quando ela acontecer. Uma crise, quando tratada a tempo, reforça os anticorpos da organização e das pessoas, tornando-as mais atentas e ágeis. As que forem medíocres sucumbirão.
A empresa inteligente saberá tirar proveito disso, encarando a crise como uma oportunidade. Oportunidade de mudar sua forma de atuar, de enxugar custos, de livrar-se do obsoleto, de lançar novos produtos ou serviços, de racionalizar métodos e processos, de estabelecer novas alianças e parcerias, de incursionar em novos mercados, de redirecionar seus objetivos e estratégias.
A crise lhe dá a chance de transformar a anta gorda da ineficiência no veloz cavalo de corrida da eficiência. Agradeça à crise por fazê-lo ver melhor quem você é. E aproveite o presente oculto que ela lhe traz: a oportunidade de mudar para melhor.
A pergunta certa 12 – O segredo do crescimento: Não pergunte “Como posso ganhar dinheiro com o que sei?”. A pergunta certa é “Que coisas novas devo aprender para ganhar mais dinheiro?”.
Na era da globalização da economia, o saber estagna rapidamente. Aprender é mais importante do que saber. Permanecendo só no saber, sem a reciclagem constante, logo o conhecimento estará obsoleto.
O saber é vaidoso e arrogante, julga-se auto-suficiente e auto-satisfeito, pois acha que sabe mais que o necessário para toda a vida, e não precisa de nenhum novo conhecimento. É um círculo vicioso que se perpetua a si mesmo. O aprender é humilde, está sempre aberto às inovações, é criativo, curioso e maleável. Quanto mais sabe, mais quer aprender. Quanto mais aprende, mais quer aplicar o que sabe. Quanto mais aplica o que sabe, mais quer aprender – é um círculo virtuoso, que se perpetua a si mesmo. Estamos na era do Homo sapiens sapientissimus.
Ernesto Artur Berg, autor do Manual do Chefe em Apuros (a ser lançado em agosto pela Editora Makron Books), é consultor em gestão de empresas, treinamento gerencial, negociação e criatividade. Para contatá-lo: telefax (041) 264-6451.


