Faça da inovação sua maior competência

Confira o melhor do Fórum Mundial de Inovação da HSM Inovação é a palavra de ordem no mundo dos negócios. Uma empresa inova quando modifica alguma característica de produtos, serviços ou processos já existentes. Inova também quando coloca no mercado, com sucesso, produtos, serviços ou processos que não existiam anteriormente. Para obter vantagem competitiva, o processo de inovação deve ser permanente.

Pensando em inovação como fator essencial para o sucesso, a HSM promoveu em São Paulo o Fórum Mundial de Inovação, reunindo algumas das empresas e executivos que mais entendem do assunto inovação no mundo: Lyn Heward (Cirque du Soleil), Tom Kelley (Ideo), Clayton Christensen (Harvard Business School) e Brian Muirhead (Nasa).

Confira a seguir alguns dos principais conceitos e idéias apresentadas.

Libere o poder da criatividade

Fascínio para as pessoas em todo o mundo, o Cirque du Soleil é uma das empresas mais inovadoras e criativas que existem hoje. Misto de idealização, competência, dedicação e intensidade criativa, tem como fonte de grande parte dessa criatividade Lyn Heward. Ela é responsável pelo grande alcance das apresentações e atua como embaixadora do envolvimento da companhia de espetáculos em outras produções e organizações.

Na companhia, os profissionais trabalham sozinhos ou em conjunto e aprendem a comover pessoas e a se relacionar com elas de novas maneiras, buscando sempre reinventar a si mesmos. E que relação podemos estabelecer entre o Cirque du Soleil e o mercado de vendas?

O vendedor pode se tornar uma pessoa mais criativa, enxergar maiores possibilidades e conceber sua própria visão para o futuro. Para isso, é preciso aproveitar as oportunidades para praticar a criatividade e se perguntar sempre: ?Sou capaz de enxergar e fazer coisas aparentemente comuns de maneiras novas??. Claro! Desde que você confie em sua intuição, em seus sentidos e em si.

Tudo isso está relacionado ao processo de transformação criativa, que consiste, basicamente, em atuar fora da zona de conforto. ?É preciso correr riscos, experimentar coisas diferentes, nunca repetir a si e aplicar criatividade às tarefas e aos problemas do dia-a-dia. Correr riscos pode ser definido como o equilíbrio de poder entre o sucesso e o medo do fracasso?, ensina Lyn.

Um ambiente de trabalho favorável tem grande importância em todo esse processo, uma vez que a criatividade precisa de estímulo e colaboração. Daí a importância de um líder também criativo e aberto a novas idéias.

Inove através do design

Tom Kelley é gerente-geral da Ideo, empresa de design e desenvolvimento de produtos como o mouse da Apple, a câmara instantânea I-Zone da Polaroid e o Palm V. Autor do livro As 10 Faces da Inovação, ele afirma que o design pode levar uma empresa a novos níveis de sucesso nos negócios. Partindo do princípio de que não se trata de algo superficial, mas sim estratégico, ele aponta sete motivos para acreditar no poder do design:

1. O design pode afetar diretamente os resultados financeiros ? O design acrescenta valor ao produto e à experiência proporcionada por ele. Afinal, empresas que assumiram um compromisso firme com o design foram recompensadas com sólida competitividade. Nos últimos anos, o preço das ações de companhias como Palm, Starbucks e Ferrari superou o índice médio do mercado de 200%.

2. As empresas promovem a lealdade dos clientes com experiências mediadas pelo design ? Na pirâmide da experiência da economia, cada degrau conquistado é um passo rumo à lealdade do cliente. Confira: desenhar pirâmide

» Commodity ? A mãe decide fazer um bolo de aniversário para seu filho. Então sai para comprar os ingredientes. É o modo mais barato, mas dará trabalho e existe muito risco.

» Produto ? Aqui os ingredientes são vendidos já misturados. Para fazer o bolo, basta acrescentar leite, ovos e bater. Reduz os riscos, é melhor para a mãe, mas custa duas vezes mais.

» Serviço ? A mãe vai à panificadora, compra o bolo e gasta apenas cinco minutos. O único risco é derrubar o bolo no caminho, mas gasta quatro vezes mais.

» Experiência ? O ápice para essa experiência, um lugar exclusivo para fazer a festa completa, um bufê com todos os produtos e serviços necessários para o aniversário.

3. Técnicas para visualizar o design podem fazer o futuro acontecer ? A visualização do design pode dar vida a idéias de produtos e serviços. Akio Morita, presidente da Sony, usava um bloquinho de madeira no bolso como protótipo do walkman, que foi um produto de sucesso mundial. Na indústria automobilística, os carros são conceitos. Não se tratam apenas de veículos, mas de visões do futuro.

4. O design pode agregar personalidade e ?beleza com um sorriso? ? As pessoas estão dispostas a pagar a mais pela graça, por acharem seu produto simpático e bonito. Cria-se uma afinidade com o cliente, como no caso do saca-rolhas Anna G, da Alessi.

5. O design pode usar a simplicidade como atributo e atrativo de venda ? Mesmo em produtos tecnicamente sofisticados, a simplicidade do design pode ser um trunfo e um atrativo para a venda.
Por exemplo: a página do Google.

6. Uma ?mentalidade de design? pode resolver problemas comerciais e sociais mais amplos ? Não se trata de criar um produto, mas de unir duas empresas que não estavam se dando bem. Pode-se utilizar esse conceito para fazer atendimento hospitalar, para revitalizar uma vizinhança degradada e explorar novos métodos de ensino.

7. Empresas esclarecidas usam o design como ferramenta estratégica ? O design é a alma de uma operação produzida pelo homem. Empresas como Apple, BMW e Nike, que se dedicaram ao design como ferramenta de estratégia, estão aumentando o seu valor em curto tempo.

Domine mercados com inovações de ruptura

Clayton Christensen é conhecido mundialmente pelo seu trabalho em inovação e ruptura. Professor da Harvard Business School, é consultor de negócios e autor do livro O Crescimento pela Inovação.

De acordo com ele, empresas de sucesso em todo o mundo vêm criando, ao longo dos anos, as mais diversas inovações. Entretanto, após certo período de tempo, acabam perdendo mercado para empresas que vieram depois.

É nesse cenário que aparece a chamada inovação de ruptura, uma maneira de criar oportunidades que se manifesta de duas formas distintas. Na primeira, uma empresa menor adota um modelo de negócio mais econômico para servir clientes menos sofisticados, já atendidos pela líder de mercado. Com produtos mais simples e baratos, a pequena empresa começa a ampliar seus negócios, chegando a concorrer com a líder, mas com menores custos.

A outra forma de inovação de ruptura se dá quando uma empresa começa a investir produtos de baixo custo e fáceis de usar em um mercado que até então não consumia. Isso abre um mercado completamente novo para a empresa.

O grande dilema é como se manter na liderança e manter o processo de inovação, uma vez que outras empresas menores repetirão o feito. ?A única forma de se manter no topo é por meio de um capital de risco e do espírito de empreendedorismo por parte dos gestores da companhia.?

Outro modelo de inovação apontando por Christensen aparece quando as empresas segmentam seus mercados pela tarefa e não pelo produto e cliente. Entenda por ?tarefa? aquilo que os clientes esperam que o produto ou serviço faça por eles. ?Os produtos só encontram um mercado certo quando ajudam os clientes a realizar tarefas que eles já estavam tentando realizar.?

Quando isso acontece, surge a oportunidade de a empresa criar uma purpose brand. Trata-se de uma marca que está vinculada à tarefa a qual se propõe a realizar. FedEx, Google e Xerox são bons exemplos de purpose brands, geralmente, mais valiosas do que marcas com qualquer endosso corporativo.

Inove na liderança de equipes

Em duas missões históricas, Brian Muirhead, engenheiro-chefe da Nasa, liderou equipes que avançaram significativamente na exploração do espaço, apesar de limitações aparentemente insuperáveis de orçamento e prazo, sem deixar de usar tecnologia de ponta. Mas o que gerentes e empresários podem aprender com as últimas missões ao espaço?

Para alcançar o sucesso nas missões, foi preciso superar desafios como o de criar uma equipe sintonizada e de alto desempenho, tecnologias de ponta e equipamentos específicos. Entretanto, resultados extraordinários não vêm apenas da tecnologia, mas de pessoas.

Uma empresa propícia à inovação precisa de uma atmosfera de integridade por meio da transparência e da honestidade, em que a comunicação dentro da equipe é essencial. ?O talento pode ser trabalhado, a pessoa pode ser treinada, mas a confiança entre as pessoas, no líder e na equipe é fundamental. As pessoas têm de ter uma relação aberta e a comunicação é a chave de tudo?, recomenda. A diversidade é a melhor forma de estimular a criatividade de uma equipe. Um grupo de pessoas que pensa da mesma forma e tem os mesmos objetivos tende à acomodação. No entanto, quem não se encaixar no grupo deve ser afastado.

O papel do líder tem grande importância em todo esse processo. ?O líder fornece a ?cola?, aquilo que mantém a unidade da equipe; e o ?lubrificante? que apara as arestas, as diferenças, e a mantém trabalhando no mesmo ritmo?, finaliza.

Agradecimento: HSM Inspiring Ideas e FSB Comunicações.

Para saber mais

Título: Cirque Du Soleil ? A Reinvenção do Espetáculo
Autores: John Bacon e Lyn Heward
Editora: Campus

Título: As 10 Faces da Inovação ? Estratégias para Turbinar a Criatividade
Autor: Tom Kelley
Editora: Campus

Título: O Crescimento pela Inovação
Autor: Clayton Christensen
Editora: Campus

Onde encontrar: www.livrariascuritiba.com.br

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