Faça de 2010 o seu ano!

Como se autodesenvolver?

Se você aguardava o momento propício para mudar certas coisas em sua vida, ele já chegou! Não se permita adiar projetos importantes que farão uma enorme diferença para sua carreira. Firme a ideia na cabeça, organize-se e mãos à obra! Todo começo dá trabalho, mas sempre vale a pena, afinal, os bons resultados normalmente são fruto do empreendimento que se operou com esforço e dedicação. Entretanto, convém lembrar: só você pode se autorizar a tamanha possibilidade de sucesso, ninguém mais pode fazê-lo.

 

Este ano pode ser o seu ano crucial, que o fará se levantar de vez da acomodação que trava e que frustra em razão da mesmice. Eis a hora de romper drasticamente com alguns comportamentos do passado a fim de se lançar definitivamente ao futuro. Se você quiser, podemos percorrer as linhas deste texto e, juntos, analisarmos passo a passo alguns pontos que devem ser levados em conta por meio de um simples plano de carreira pessoal que lhe dê suporte para alçar voo numa jornada sem precedentes e sem volta, pois aquele que anda pelo caminho do desenvolvimento jamais intenta retroceder diante das belezas evolutivas que reconhece florir no jardim da própria vida.

 

Tomemos como ponto de partida a sua história, ou seja, tudo quanto você conquistou para seu autodesenvolvimento até agora. O seu passado é o marco iniciador da autoavaliação a ser realizada. Então, conceda-se o privilégio de fazer tal apreciação pessoal com o que há de melhor. Lembre-se de que dela resultarão informações preciosas a serem utilizadas em seu planejamento de carreira, portanto, dedique uma quantidade suficiente de tempo a ela e preste atenção nestes quesitos:            

 

  • Honestidade – Analise os aspectos favoráveis e desfavoráveis presentes em si mesmo, como: seu nível de formação acadêmica, outros cursos, capacidade de se relacionar com as pessoas, criatividade e inovação, marketing pessoal, agressividade em vendas, espírito de liderança, análise crítica das diferentes situações, visão dos acontecimentos futuros, responsabilidade pessoal, maturidade, empreendedorismo, aceitação de desafios e transformações, entre outros itens que julgar necessários. Mas muito cuidado com o autoengano, haja vista ele ser o instrumento psicológico que nos acompanha, cuja intenção é sempre criar defesas que nos mantenham distante do mal-estar – crer-se melhor do que se é, por exemplo, ou descrer-se pior, mesmo diante da gritante realidade. Quando você se pegar justificando todas as derrotas e desistências pessoais, puxe o freio de mão. Desconfie de si mesmo. É o autoengano dando as cartas no jogo da autocomplacência. Quem tem pena de si mesmo se acomoda e avança bem pouco. Por outro lado, aquele que se encara, conhecendo as próprias deficiências, ainda que desgostoso com as evidências encontradas, incomoda-se e tem a chance de se mexer e virar o jogo. Logo, seja honesto consigo mesmo durante a autoavaliação, senão você já sabe quem perde, não é? Confie em sua capacidade de lidar com os obstáculos evolutivos.

 

  • Profundidade – Se a apreciação é para valer, então cave fundo. Não se deixe levar por impressões superficiais, contentando-se com pouco. Queira mais para si mesmo e aprofunde sua busca acerca dos aspectos que devem ser melhorados. A profundidade determinará, em boa dose, o grau de autodesenvolvimento que se pode alcançar.

 

  • Frequência – Realizar a autoavaliação uma única vez, com a necessária qualidade, já é digno de louvor. Todavia, empreendê-la frequentemente proporcionará crescimento atrás de crescimento. O céu é o limite. Qual é o seu? Afinal, quem determina nosso próprio limite?

 

Pois bem, até aqui analisamos como empreender a autoavaliação sobre a sua história, o passo firme inicial que permite o caminho à frente. Agora, trataremos do futuro, ou melhor, do planejamento que pode abrir as portas da possibilidade a qualquer projeto que você tenha em mente. Transformar ideias em atos, sonhos em realidade. Para tanto, é preciso recorrer a todas as informações obtidas por meio da autoapreciação. Elas são os pontos a serem trabalhados e alinhados aos objetivos que precisam ser estabelecidos, considerando-se:

 

  • O objetivo maior (pode ser mais de um) – O qual permanecerá na linha do horizonte das perspectivas, estimulando constantemente a sua perseguição. Lembre-se de pensar seriamente a respeito do que você quer, pois querer por querer só leva à desistência e ao desânimo.
  • Os objetivos menores – Os quais servirão de base para se atingir o objetivo maior. Parece simples, mas é nesse ponto que observaremos alguns detalhes fundamentais para prosseguir adiante. Definir os objetivos é uma etapa relativamente fácil para quem sabe aonde quer chegar. Contudo, a exigência cresce quando se impõe a necessária definição dos prazos (a autocobrança é maior) e das mudanças comportamentais correspondentes (advindas gradativamente por meio da autoavaliação). Sem tais informações, o projeto se enfraquece e não há motivação que permaneça em pé sem o devido apoio que a fortaleça.

 

Portanto, é relevante tratar acerca dos recursos motivadores em nós existentes. Se você ainda aguarda um golpe de sorte que mude o rumo de sua vida, não está na hora de rever alguns conceitos e crenças? Que tal a partir de 2010? Transforme-o no ano que irá oferecer tal abertura e mudança em relação ao autodesenvolvimento e, consequentemente, à carreira.

 

Emergem, pois, algumas perguntas para sua reflexão: “Quantas vezes você testemunhou grandes transformações em si mesmo que tenham ocorrido graças ao acaso?”, “Quem, na verdade, pode desenvolver a importante motivação para gerar sustentabilidade em cada projeto?”, “Os outros podem controlar sua motivação ou apenas estimulá-la?”, “Deixar sua motivação nas mãos de terceiros, por ventura, não é uma maneira de se justificar (e aos demais) sobre aquelas desistências e fracassos particulares?”, “Autoengano?”, “Para se motivar, não é necessário que a própria pessoa encontre em si mesma os motivos que a impulsione a agir?” e “Quem pode desenvolver a sua própria motivação?”.

 

Autoavaliação dos aspectos favoráveis e desfavoráveis, minimizando o autoengano e reconhecendo as próprias deficiências (das quais ninguém escapa); investimento no próprio aperfeiçoamento; estabelecimento claro de objetivos maiores e menores e o necessário detalhamento de como atingi-los e identificar a maneira pela qual a motivação pessoal se desenvolve pode ser o caminho dourado para se ampliar a chance de crescimento, amadurecimento e proporcionar vaga no pódio do sucesso. Mas é preciso destacar: só você se autoriza a tal transformação! Se for o seu desejo, reflita com honestidade, profundidade e de modo frequente, perguntando-se: “O que eu desejo para mim mesmo a partir de hoje?”.

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