Todos nós, uma vez ou outra, temos nossa fase de procrastinação, só não podemos deixá-la nos dominar. A procrastinação consiste em atrasar ou adiar sistematicamente a realização de atividades relevantes. Procrastinar implica deixar que as tarefas de baixa prioridade (menos importantes) antecipem as de alta prioridade (mais importantes), o famoso ?empurrar com a barriga?.
Por exemplo: sair com os colegas quando temos um projeto para entregar na próxima semana, ver televisão ou jogar no computador em vez de estudar ou trabalhar, conversar sobre coisas superficiais com o parceiro (a) em vez de aprofundar os assuntos e preocupações relacionadas com a relação, arrumar o quarto ou escritório e organizar tudo até o mais ínfimo pormenor, mas não estudar ou trabalhar.
Qualquer tipo de procrastinação envolve a decisão de adiar, e essa decisão pode levar a um alívio temporário imediato, mas a médio ou longo prazo pode conduzir a uma baixa sensação de eficácia, sentimento de culpa, inadequação, autodepreciação, depressão, incerteza, ansiedade, além das conseqüências óbvias advindas da não-realização das tarefas (oportunidades desperdiçadas, fraco desempenho, aumento do stress, sensação de pânico, falta de domínio ou controle, etc.).
Os resultados da procrastinação podem facilmente interferir com o sucesso profissional e pessoal das pessoas, pois é ligada ao conceito físico de inércia: uma massa em repouso tende a permanecer em repouso. Assim, são necessárias mais forças para iniciar a mudança do que para mantê-la, o que convida ao maior adiamento do início das tarefas. Por sua vez, esse adiamento ou evitamento, ao proporcionar uma sensação de conforto temporário, reforça a própria procrastinação, o que torna ainda mais difícil começar a agir no sentido inverso. Estamos, portanto, diante de um ciclo vicioso, que como um redemoinho se alimenta das atividades ao seu redor consumindo cada vez mais energia e ganhando mais intensidade.
Todos nós, uma vez ou outra, temos nossa fase de procrastinação, só não podemos deixá-la nos dominar, já que se trata de um comportamento aprendido, pode ser desaprendido ainda que, por vezes, não seja muito agradável. O primeiro passo para a mudança é se conscientizar dos nossos processos de procrastinação, as desculpas para não fazer alguma coisa. Uma dica é começar o dia com as tarefas mais chatas, já que geralmente temos mais energia nesse período. Não desista, às vezes é fácil, às vezes é difícil, mas depende de você.


