Finanças Pessoais em Equilíbrio – Como administrar suas contas conciliando receitas e despesas

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Administrar finanças pessoais consiste na arte de conciliar receitas e despesas. Enquanto o profissional de vendas, possivelmente trabalha com remuneração vinculada a resultados, as receitas podem ser reforçadas mediante novos negócios e clientes, conquistados com habilidade, simpatia e criatividade. ?A parte mais sensível do corpo humano é o bolso.?
Delfim Netto

Administrar finanças pessoais consiste na arte de conciliar receitas e despesas. Enquanto o profissional de vendas, possivelmente trabalha com remuneração vinculada a resultados, as receitas podem ser reforçadas mediante novos negócios e clientes, conquistados com habilidade, simpatia e criatividade.

Mas é no campo das despesas que este jogo acontece. E o segredo está em relacionar todas os gastos possíveis, dividindo-os em categorias e monitorando-os, conforme ilustrado a seguir:

– Grupo da Habitação: prestação da casa ou aluguel, IPTU, seguro residencial, condomínio, água, energia elétrica, gás, telefone fixo, manutenção da casa;

– Grupo da Saúde: assistência médica e odontológica, farmácia, academia de esportes;

– Grupo da Alimentação: gastos com alimentação básica em geral, despesas em supermercado (inclusive produtos de limpeza e higiene pessoal);

– Grupo da Educação: escola e material didático dos filhos, cursos, seminários, congressos, livros técnicos ou não;

– Grupo do Transporte: prestação do carro, IPVA, seguro obrigatório, seguro do veículo, combustível, multas, transporte coletivo, estacionamento pago, manutenção do carro;

– Grupo da Cultura e Lazer: cinema, teatro, restaurantes, bares, assinatura de revistas, TV a cabo, provedor de acesso à Internet;

– Grupo das Despesas Financeiras: tarifas bancárias, juros de cheque especial e empréstimos;

– Grupos dos Diversos: telefone celular, vestuário e acessórios, empregada doméstica, previdência privada.

Ainda que eu tenha deixado de contemplar algumas contas, os itens relacionados são suficientes para demonstrar como nos enganamos na administração de nossas despesas pessoais, pois estamos habituados a considerar apenas aqueles gastos mais próximos e palpáveis, negligenciando outros como medicamentos, multas de trânsito e manutenção. Assim, algumas sugestões mostram-se pertinentes:

1 – Monte sua própria planilha de despesas com base em sua realidade. Você poderá concluir, por exemplo, que não é o momento para adquirir um carro ou trocar o modelo atual.

2 – Analise quais gastos podem ser eliminados, substituídos ou reduzidos. Com os olhos voltados para sua receita, você poderá eliminar certos serviços de sua cesta, evidentemente reduzindo seu padrão de vida atual. Isso pode simbolizar o cancelamento da assinatura da TV a cabo, uma visita a menos por mês a um restaurante ou o uso mais regrado do telefone celular.

3 – Evite comprar por impulso ou através de financiamento com juros. Opte por comprar à vista, quando for possível. Um exercício interessante é aguardar uma semana para adquirir algum novo bem. Após este prazo, pergunte-se com franqueza se ainda precisa daquele objeto.

4 – Ataque de frente e sem piedade suas despesas financeiras. Saia do crédito rotativo do cartão de crédito. Cancele-o e busque um juizado de pequenas causas para efetuar o pagamento do saldo devedor sem a incidência atroz de juros que se aproximam de 15% ao mês. Faça o mesmo com seu cheque especial, negociando seu parcelamento com taxa máxima de 3% ao mês.

Em suma, tome as rédeas de sua vida financeira e tenha na disciplina sua maior aliada.

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