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Você quer o melhor para si? Será que quer mesmo? Acredito que 99,9% da população do mundo não hesitaria um segundo sequer em responder “sim” à pergunta inicial. Mas quantos estão fazendo algo novo e melhor para si mesmos?

Nas palestras que realizo, procuro sempre mexer com a vontade das pessoas. Verifico que o discurso é maravilhoso, pois todos se dizem dispostos a “ir à luta, deixar para trás os erros cometidos e buscar a própria felicidade”. Na prática, porém, muito poucos são os que realmente fazem algo por si próprios.

O comportamento mais comum é procurar desculpas e justificativas para provar, a si mesmo em primeiro lugar, e depois aos outros, que fez de tudo mas, infelizmente, não foi possível atingir o resultado almejado. A quase totalidade, ou até mesmo a totalidade das pessoas deseja o melhor para si mesmas, no entanto não querem fazer nada, ou quase nada, para que esse melhor aconteça. A maioria não aprende e não cresce simplesmente porque não consegue nem pensar nem agir.

Entre outros maravilhosos pensamentos, Teillard de Chardin nos deixou este: “O que paralisa a vida é não crer e não ousar”. Portanto, não é possível ter o melhor para si mesmo sem acreditar em si mesmo e, principalmente, sem desafiar a si mesmo o tempo todo. Nosso grande desafio não está em vencer os outros ou em querer ser melhor do que eles. Essa é a atitude típica do ser humano medíocre. Nosso grande desafio está em vencer a nós mesmos.

Quando tivermos 80 anos, com certeza vamos nos sentar numa varanda e repassar o que vivemos. O que será que vamos dizer nesse momento? Talvez digamos: “Puxa, valeu a pena! Eu fiz a diferença. Que maravilha é a vida e, principalmente, saber viver!” Ou “Puxa, que pena. Não deu tempo, mas também… com essa falta de sorte que eu tive, não era mesmo possível”. Saiba que, depois dos 40 anos de idade, cada ano passa duas vezes mais rápido e, após os 50, dez vezes mais depressa. Quando nos dermos conta, não dará mais tempo.

Você é 100% responsável por sua própria felicidade ou infelicidade. Eis algumas sugestões para fazermos e, portanto, termos o melhor para nós mesmos:

1) Uma das regras para o sucesso é quebrar regras. É claro que elas foram feitas para serem respeitadas, mas também para serem substituídas, o tempo todo, por outras melhores.

2) Na dúvida, aja. Quem age pode errar (ou não), porém quem não age já errou. É claro que bom senso e planejamento nunca fizeram mal a ninguém – mas aja.

3) Faça da vida e do trabalho uma aventura, um show particular, só para si mesmo, e pelo qual valha a pena renascer todos os dias.

4) Tenha a humildade de aprender a vida toda. Isso se chama sabedoria. O primeiro passo para ser sábio é ter ousadia e coragem de pôr em dúvida o que se sabe, pois, enquanto ficamos dizendo “já sei”, paramos de aprender.

5) Não deixe a vida passar, ficando comodamente no que é apenas razoável. O que é razoável nem sempre é sábio, e o que é sábio quase nunca é razoável. Há pouco amor na razão, mas há muito na sabedoria.

6) Se você acha caro investir em si mesmo e na melhoria da sua cultura, então experimente a ignorância.

7) O sonho é o motor e o contrato. Quem não sonha, não é uma pessoa sadia. Precisamos de um sonho que nos energize e nos faça lutar, tanto quanto precisamos do ar para viver.

8) Errar é bom, desde que não se torne um hábito. Se erramos e não aprendemos, errar é burrice. Mas, se aprendemos, errar torna-se um dos caminhos para alcançar o sucesso.

9) O que prevemos raramente acontece, mas o que plantamos sempre colhemos. É impossível obter o melhor para nós mesmos se não o fizermos existir. Saiba que quem aceita a mediocridade recebe mediocridade. Não aceitá-la nunca de si mesmo é garantia de sucesso.

10) Não deixe que sua mente crie ou aumente as dificuldades. Temos a tendência de encontrar desculpas para justificar nosso fracasso. Procure o sucesso, não as desculpas. A razão e a lógica jamais venceram o coração e a emoção (e, acredito, nunca vencerão).

Você quer, realmente, o melhor para si mesmo? Ou tudo o que diz a si mesmo é exatamente igual ao discurso do político em campanha, às vésperas da eleição? Ao longo da vida, algumas pessoas desenvolvem o terrível condicionamento de enganar a si mesmas. Acreditam que nunca ficarão doentes, nunca serão assaltadas ou que em sua casa nunca alguém irá morrer. Esses indivíduos só evoluem após a ocorrência de algum trauma, ou seja, precisam sofrer para mudar. Será que podemos chamá-los de seres inteligentes?

O Alienado

Você conhece alguém que pensa da seguinte forma?

– Quem tem de me treinar é a empresa. Afinal, é para ela que trabalho e produzo.

– Quem deve me motivar é o chefe. Afinal, ele é o maior responsável pelos resultados que tenho de apresentar. E tem mais: se eu não produzir, quem se ferra é ele, não eu.

– Quem vai decidir qual será minha cota de vendas neste mês é meu chefe. Afinal, é ele quem tem de decidir quanto devo vender.

– Quem precisa pesquisar o mercado e descobrir clientes é minha empresa. Afinal, é ela que fatura mais quando há mais clientes.

– Quem tem de pensar em custos e fazer controles estatísticos de meu trabalho é a empresa. Afinal, é ela que paga tudo. –

– Quem deve me dar todas as condições para que eu possa realizar o trabalho é minha empresa e meu chefe. Afinal, são eles que criam os produtos e serviços e entendem dessas coisas.

– Quem tem de tratar bem os clientes é a minha empresa. Eu só preciso tirar os pedidos. Afinal, é ela que vai receber o dinheiro.

– Quem deve fazer pré-venda e pós-venda é meu chefe e minha empresa. Afinal, são eles os responsáveis pela manutenção da carteira de clientes.

– Quem precisa entender minhas dúvidas e dificuldades é meu chefe. Afinal… ele é chefe para quê?

Você conhece alguém que pensa assim? Claro que essa pessoa não é, nem nunca foi, você. É ou não é? Chamo essa pessoa de “alienada”. Sabe por quê? Porque ela está inteiramente fora do mundo e, portanto, alheia a todas as novas realidades à sua volta. É mais um seríssimo candidato ao desemprego. Esse tipo de indivíduo apresenta as seguintes características:

– Adora fazer o papel de vítima e está sempre sofrendo. Na história dele, o urubu de baixo cospe no de cima.

– Tem sempre uma (ou mais) justificativa para tudo o que fez e faz – nunca erra.

– Odeia mudanças, embora viva falando que elas precisam ser feitas – sempre nos outros.

– Está sempre ausente quando é preciso tomar uma iniciativa. O que deve ser mudado nunca é com ele, e muito menos nele.

– Vive no passado e para o passado. O futuro é seu inferno, enquanto o passado é seu paraíso. Sua frase típica começa assim: “Antigamente…”.

– Não aprende nada novo, por julgar que já sabe tudo de que precisa. Afinal, ele já é vendedor, ou supervisor, ou gerente, ou dono – seja lá o que for, há mais de “x” anos.

– Nem a vida profissional nem a vida pessoal e familiar são equilibradas, porque ele não é um ser equilibrado e seu autocontrole já está fora de controle há tempos.

– Acha sempre um culpado para tudo o que lhe acontece. Nunca é responsável por nada. Conseqüência? Vive permanentemente estressado.

– Não toma nenhuma iniciativa visando melhorar a si mesmo. Odeia livros, palestras e cursos. Pensa que tudo isso é coisa para quem não tem mais o que fazer.

– É incapaz de divagar, filosofar, “viajar em idéias”, a não ser aquelas referentes aos próprios problemas.

Esse tipo de pessoa custa muito caro para a empresa, que não pode mais investir nela, pois precisa reduzir seus custos ao máximo para poder competir com os concorrentes e manter-se no mercado. O menor custo que essa pessoa traz é o seu salário, pois por vezes ela custa muito mais do que isso. As empresas precisam de pessoas que:

1) Assumam a si mesmas e sejam, portanto, donas de seu destino. Em outras palavras, pessoas que enfrentem a si próprias.

2) Invistam em si mesmas, buscando o autodesenvolvimento o tempo todo. Portanto, capazes de olhar e ver para fora e além da sua realidade atual.

3) Não necessitem ser dirigidas como crianças atravessando uma avenida cheia de carros. Isto é, pessoas que não delegam seus destinos.

4) Estejam dispostas a rever o que o passado lhes ensinou, mudando tudo o que for preciso e, se possível, na velocidade que se fizer necessária.

5) Tenham energia e coragem para fazer as mudanças que precisarem ser feitas (ou que pelo menos não atrapalhem).

6) Sejam ativas, e não apenas reativas. Capazes de viajar pelo futuro e, assim, evitar alguns problemas, quebrando paradigmas e compromissos com o passado.

7) Estabeleçam desafios para si mesmas por meio de novas metas a ser alcançadas. Pessoas que vivam se perguntando “Por que não?”.

8) Discordem, com educação e criatividade, do que estiver errado, e corrijam esses desvios.

9) Sejam sinérgicas e, portanto, capazes de ver e trabalhar tanto para o coletivo quanto para seu departamento, sendo leais com todos.

10) Saibam ser humildes e sábias para ouvir e aprender sempre, tudo o que for possível, venha o ensinamento de onde vier, com autêntica automotivação.

Você conhece alguém assim? É claro que conhece, pois essa pessoa é… você mesmo. Aliás, sempre foi. Ou não. O mundo e as pessoas é que ainda não descobriram a maior maravilha que está na frente delas. Sabe como eu chamo o indivíduo que pensa e age assim? “O superalienado”. Você conhece alguém assim?

Que tal uma visitinha ao espelho mais próximo e, sozinho, fazer um exercício de auto-avaliação, para romper com essa postura de vítima e passar a ser o agente da sua própria felicidade? Saiba que toda a energia que você está gastando para ser vítima poderia ser canalizada para transformá-lo em um campeão. Mas… será que você quer ser um campeão?

Texto extraído do mais novo livro de Eduardo Botelho: Você quer ficar rico? Aprenda a vender bem – Editora Gente. www.editoragente.com.br

Eduardo Botelho é consultor e diretor da Treinamento Eficaz S/C Ltda. Realiza cursos de vendas para iniciantes e demais níveis – vendedores, supervisores, gerentes e diretores comerciais. Para contatá-lo, ligue para (0**11) 262-2124 ou para (0**11)262-7581.

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