Em 1926, saindo da Faculdade de Medicina, o Dr. Gastão Fleury da Fonseca comprou um pequeno laboratório no centro da cidade de São Paulo. Dez anos depois, ingressou na sociedade o Dr. Walter Sidney Leser. Em 1926, saindo da Faculdade de Medicina, o Dr. Gastão Fleury da Fonseca comprou um pequeno laboratório no centro da cidade de São Paulo. Dez anos depois, ingressou na sociedade o Dr. Walter Sidney Leser. E, finalmente, em 1951, fundiu-se com um outro laboratório pertencente a um grupo de médicos também jovens, complementando o ?cardápio? de exames do Fleury. De lá para cá não parou de inovar, sendo sempre irrepreensível na sua forma de atuar, e, por isso, benchmark (referência) obrigatório em termos de qualidade em prestação de serviços.
Enquanto outros laboratórios da mesma época ficavam pelo caminho, muitas vezes, em decorrência de uma estrutura familiar e falta de profissionalização, o Fleury também inovou em termos de gestão, referenciando-se nos partnership adotados por outros prestadores de serviços, muito especialmente os escritórios de advocacia, dividindo a totalidade do capital entre 19 médicos-sócios, com aposentadoria compulsória aos 65 anos e sem a intromissão das famílias e herdeiros.
Recentemente vem ampliando o espectro de sua atuação, sem em nenhum momento colocar em risco sua especialização, mas ocupando com sensibilidade e consistência todos os espaços suportáveis por sua emblemática marca. Enfim, seguindo as recomendações de Ries e Trout, que dizem que mais vale referenciar-se um ?laser? do que ambicionar ser o ?Sol?.
Anos atrás, falando aos alunos da terceira turma do MBA em Marketing da Madia Marketing School, o diretor-superintendente do Fleury, Ewaldo Russo, deu um excepcional exemplo do moderno e verdadeiro conceito de preço.
Contou que anos atrás foram chamados por um renomado hospital da cidade de São Paulo, que desejava confiar ao Fleury seu laboratório, porque estavam insatisfeitos com os terceiros que o administravam. Quando o Fleury apresentou a proposta, o custo dos exames era quase 50% mais caro. Assim mesmo, a proposta foi aceita, e no final do primeiro ano, o total desembolsado pelo hospital foi 20% menor que no ano anterior, mesmo os exames sendo muito mais caros. E a razão exclusiva é que cada exame era feito uma única vez, ou seja, como nos ensinou o fundador da Tetrapack há mais de 70 anos, Ruben Rausing: ?Não importa quanto custa um produto desde que economize mais do que o a mais que custa?.


