Quando éramos crianças, tínhamos certas dificuldades em alcançar várias coisas que queríamos porque, muitas vezes, estavam em cima dos armários ou das mesas. Quando éramos crianças, tínhamos certas dificuldades em alcançar várias coisas que queríamos porque, muitas vezes, estavam em cima dos armários ou das mesas. Chorávamos para que nossos pais pegassem um brinquedo na prateleira de cima, onde ainda não podíamos alcançar, e tinha de ser naquela hora, não dava para esperar. Era um problema.
Crescemos e, aos poucos, fomos conseguindo pegar sozinhos algumas coisas. Engraçado que, depois de poder tocá-las, elas já não nos causavam tanto interesse assim. Eram nossos problemas que sumiam aos poucos.
Aí crescemos mais um pouco e começamos a ter um obstáculo maior: o da manutenção das coisas. Aqueles problemas para manter um relacionamento, um emprego, o bom humor, o coração perdoando, a fé, a compreensão, a boca aberta para engolir sapos (que evoluíram para crocodilos), os clientes, o sucesso, a situação financeira, os nossos negócios, o desejo sexual, a paciência e tudo o mais que faz parte da onda de existência.
A verdade é que viver pode ser interessante desde que desenvolvamos competência para administrar os problemas. São eles que preenchem nosso vazio à espera de um suspiro de atividade. São eles que nos ensinam a crescer a cada dia, fazendo com que encontremos soluções criativas.
Por muitas vezes nos sentimos pequenos com tantos e tão grandes problemas que precisam de uma solução. E olha que não é uma solução simples. Tem de ser uma que evite o sofrimento e cause felicidade.
Soluções simples para problemas complexos é uma missão quase impossível. Temos tão pouco tempo para atuar… Parece até uma corrida contra o relógio da vida. O que fazer quando os problemas parecem grandes e sem solução? Pode parecer uma resposta mágica a que vou falar agora, mas não é não!
Pense em um dos maiores problemas que teve na vida dez anos atrás. Pensou? Como você o resolveu? Talvez ainda nem o tenha resolvido. Talvez ele tenha apenas passado ou então você teve uma evolução como pessoa e terminou por ficar maior que seu problema.
Quando parecem não ter solução, é porque ainda não temos informações suficientes sobre eles para solucioná-los ou, ainda, porque somos pessoas fechadas ao nosso crescimento interno para nos colocarmos acima daquilo que nos afeta.
Aos dezoito anos, era capaz de descer do carro e discutir se levasse uma buzinada no trânsito. Hoje? Não desço do carro nem se levar uma batida. Preciso ser arrancado.
O trânsito melhorou?
Não. Muito pelo contrário. Piorou bastante. Hoje tem mais gente dando buzinadas do que naquela época. Nem zona hospitalar consegue escapar do barulho.
Quem mudou: o trânsito ou eu?
Nós é que temos de mudar.
Quando achávamos terríveis aquelas aulas de matemática, era a matemática muito ruim ou nós que tínhamos dificuldade em lidar com os números?
A dificuldade em lidar com determinados fatos nos torna impotentes diante deles. A partir daí, eles tomam a forma de um problema. Acredito que, se criamos essa circunstância, temos também a chance de desvendá-la.
É mais ou menos como pensavam os antigos incas que viam os espanhóis como deuses vindos do mar montados sem seus cavalos. Até o dia em que um inca viu um espanhol sangrar e disse:
? Ele sangrou! Deuses não sangram. Se eles sangram podem ser combatidos.
Todo problema também sangra! E, se sangra, pode ser combatido e vencido.
Nossos problemas não são grandes, nós que ainda somos pequenos para enfrentá-los.
Aperfeiçoar o fluxo de informações sobre os assuntos que nos afligem pode nos colocar na situação de grandes pessoas com pequenos problemas.
Veja o que digo: pequenos problemas, não sem problemas.
Frase: Mantenha sua face voltada para o sol e você não verá as sombras ? Helen Keller
Para Saber Mais: Tudo Vai Dar Certo ? Editora Arx (www.edarx.com.br), de Cesar Romão.


