Incentivo. A palavrinha parece mágica quando o assunto é incendiar a equipe de vendas. E, como num incêndio de verdade, a correria é geral. Primeiro, das pessoas que idealizam e estruturam a campanha e depois, dos candidatos a faturar o prêmio. Incentivo. A palavrinha parece mágica quando o assunto é incendiar a equipe de vendas. E, como num incêndio de verdade, a correria é geral. Primeiro, das pessoas que idealizam e estruturam a campanha e depois, dos candidatos a faturar o prêmio.
A campanha
Elaborar uma campanha de incentivo não é algo tão simples assim. Se não for bem planejada o prêmio pode ser um antiincentivo. A principal dica dos especialistas ouvidos pela VendaMais é para que as empresas elaborem planos com metas atingíveis. Nesse caso, quando a cultura da empresa vai ao encontro da automotivação, a campanha de incentivo serve como um grande ?empurrão? para aumentar as vendas.
A campanha que dá certo
A Pirelli já faz campanhas de incentivo há mais de dez anos. A ?briga? pelo prêmio ocorre entre os revendedores dos pneus. Gustavo Cesário, gerente de comunicação da Pirelli conta que as viagens são prêmios que jamais o ganhador esquece. ?Contratamos empresas que elaboram roteiros, passeios e festas que não podem ser desfrutadas em pacotes adquiridos diretamente em agências. São exclusivos?.
As campanhas duram em média seis meses e são levados em conta alguns objetivos específicos da empresa e o cumprimento da meta de vendas. A Pirelli patrocina duas viagens por ano, uma para revendedores brasileiros e outra para os latino-americanos. Cerca de 35 revendedores desfrutam da viagem, que sempre é para fora do Brasil. Os ganhadores podem levar um acompanhante e toda a despesa (transporte, hospedagem, alimentação e passeios) é bancada pela empresa.
Cesário não revelou o valor que a Pirelli investe em campanhas de incentivo e nem quanto gasta em cada viagem, mas afirma que o retorno compensa, principalmente por ser inesquecível e servir de estímulo para ganhar o prêmio novamente no ano seguinte.
Por que viagem?
Renata Franco, sócia da G-I, empresa especializada em elaborar roteiros e organizar viagens de incentivo, acredita que o prêmio tem de ser algo diferente, único e inédito, e que o ganhador não possa comprá-lo de forma convencional, com o bônus de desfrutar seu prêmio apenas com pessoas vencedoras como ele. De acordo com pesquisas da Associação de Marketing Promocional, as viagens ficam durante 12 anos na memória das pessoas.
Quanto custa?
Segundo Renata as viagens pelo Brasil custam entre R$ 1.500 e R$ 2.000 por pessoa. As internacionais não saem por menos de dois mil dólares. E qual é o retorno da empresa? ?Funcionário/cliente encantado?, afirma Renata.
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Para a viagem fazer sucesso e ficar para sempre na memória do contemplado é preciso:
– Que o ganhador possa levar um acompanhante (se for sozinho pode não aproveitar).
– Que o roteiro seja compatível com o perfil dos contemplados.
– Ótimos hotéis, transporte, passeios e alimentação (todos sem custo).
– Ter diferenciais como passeios, jantares e festas criados especialmente para eles.
– Preparar os contemplados antes de embarcarem. Informar sobre a temperatura do local de destino, roupas adequadas, hábitos e cultura.
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Principais erros cometidos pelas empresas ao montarem o plano de incentivo:
– Achar que com o plano de incentivo às vendas vão aumentar ?ao natural?.
– Pensar que todos vão trabalhar mais porque desejam os prêmios.
– Não analisar o perfil de quem está participando da campanha ao escolher o prêmio.
– Estabelecer metas impossíveis de serem cumpridas.


