Intuir e transpirar para criar

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A intuição favorece captar, antecipadamente, possibilidades futuras, inventivas e por vezes engenhosas. Descubra como desenvolvê-la. Tenho observado e trabalhado muito com o tema criatividade e inovação nos negócios e nesse caminho constato cada vez mais, que ser criativo exige passos largos da intuição e da transpiração.

Todos sabem da divisão do cérebro (razão x emoção) e o processo criativo envolve sua utilização do cérebro como um todo; é preciso sentir, imaginar, criar, pensar. É pensar com a cabeça na lua, mas com os pés no chão, trazer para a realidade o que foi sonhado. Só que nesse espaço entre criar e realizar há uma lacuna que deve ser preenchida e que envolve mais ainda a criatividade, porque nem sempre o que criamos, como criamos, é compatível com a realidade, pois envolve custos, tempo, além de outros fatores concretos.

Não devemos deixar de ter em mente o pensar e o agir de forma inovadora, o que, por vezes, causa uma certa revolução, mas se pesássemos a intuição e a transpiração, qual levaria vantagem? Conforme os ensinamentos de Thomas Edison, criar envolve muito mais transpiração do que inspiração, pois exige também uma boa dose de disciplina. Isso pode parecer exagero, mas a sistematização, o seguir a cartilha, no processo de criação, é tão importante quanto o ato de criar em si.

Esse processo necessita de etapas distintas, pois exige pessoas com dominâncias cerebrais complementares, entretanto, podemos encontrar também pessoas que se diferenciam por possuir as duas habilidades, a de criar (lado direito do cérebro) e a de fazer acontecer (lado esquerdo do cérebro). É claro que falar em criatividade sem resultados práticos é pura balela.

Percebemos que, geralmente, a necessidade é a mãe da invenção, que surge diante de situações que envolvem competitividade, ameaçam valores básicos, assim como diante da busca de auto-realização, ou frente à colocação: ?não gosto disso?, ou ainda, ?temos de melhorar?, ? não sei se inventei algo?.

O que podemos afirmar é que a inovação abre novos caminhos, novas perspectivas, abre a mente e favorece a transformação pessoal e social, não se restringindo, portanto, ao lançamento de produtos e serviços. Ou ainda, buscar fazer mais barato, sem perder a qualidade, fazer mais rápido, agregar valor, fazer mais com menos.

Criar é também repensar, é reavaliar decisões, observar se não estão sendo repetitivas e até, em alguns casos, deixar de fazer. É preciso investigar, ver a criatividade não somente como estratégia de sobrevivência ou crescimento, mas como processo de transformação. A disciplina entra exatamente na hora de transformar a idéia em ação, transformar a ilusão em atitudes.

Até então estamos falando de assuntos de fácil entendimento, mas e a intuição? Ah! A intuição, esse ingrediente tão difícil de explicar. Vamos começar explicando o que é uma pessoa intuitiva.

As pessoas intuitivas são:
&raquo Dotadas de idéias.
&raquo Aptas a lidar com assuntos intangíveis.
&raquo Propícias a ter os famosos ?cliques?, também difíceis de explicar.
&raquo Prontas a lidar com possibilidades, que são seu grande desafio motivacional.
&raquo Experimentais e imaginativas.
&raquo Idealistas e, às vezes, ?desligadas?.
&raquo Capazes de ver conexões e amarrações e, às vezes, desenvolvem fórmulas complexas.
&raquo Pouco práticas.
&raquo Hábeis em pular de um assunto para o outro.
&raquo Desenvolvedoras de idéias originais que geram mudanças no conceito global.
&raquo Propensas a sentir dificuldade de expressar suas idéias, o que as coloca em desvantagem em uma roda de conversa, principalmente de negócios.
&raquo Muitas vezes, aquelas com quem nem todas as pessoas têm paciência para lidar.

A intuição é muito mais veloz que o nosso pensamento comum. Você intui algo e depois, pensando bem ou pesquisando, constata que estava com um certo feeling, que deve ser entendido como um sentimento interior, visceral, acerca de qualquer situação e que se alimenta de nossa profunda sabedoria e verdades pessoais.

Refere-se a uma resposta involuntária, não-racionalizada, opondo-se às respostas pensadas surge espontaneamente, tal como o pressentimento. O pressentimento, o estado de humor, seus flashes ou suas imagens mentais, podem ser considerados como intuições ou insights.

Ela favorece captar antecipadamente possibilidades futuras, inventivas e, algumas vezes, engenhosas. A criação é fruto de observação, investigação e a resposta poderá surgir, através da intuição, pela famosa expressão: Heureca! E não está diretamente ligada aos gênios nem tão pouco aos ?diplomados?. Sabemos de inúmeros casos em que a solução de problemas foi trazida por pessoas mais simples do ponto de vista intelectual, social, mas foi fruto de forte observação, experimentação, baixo senso crítico, favorecendo uma pequena idéia de grande resultado.

É possível desenvolver a intuição? Além de ser um tipo psicológico, é possível desenvolvê-la, utilizando ativadores, tais como: exercícios de relaxamento plástico criativo, mandalas, analogias inusuais, imagem guiada, atividades com figuras, formas, música, dança, exercícios sobre a arte de fazer perguntas, criação de metáforas, meditação e várias outras técnicas. Agora, você já sabe como aprender a transpirar, basta arregaçar as mangas.

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