No dia nove de abril de 1891, há 113 anos, começava a história do Jornal do Brasil. Fundado pelo ex-ministro do Império, Rodolfo de Sousa Dantas, com o apoio do escritor e político Joaquim Nabuco, a publicação tinha o nome de Jornal do Brazil, ainda com ?z? no lugar do ?s?. No dia nove de abril de 1891, há 113 anos, começava a história do Jornal do Brasil. Fundado pelo ex-ministro do Império, Rodolfo de Sousa Dantas, com o apoio do escritor e político Joaquim Nabuco, a publicação tinha o nome de Jornal do Brazil, ainda com ?z? no lugar do ?s?. A primeira edição continha oito páginas, impressas em papel branco com letras pretas. A situação política do País não era nada tranqüila naquela época. Por determinação do então presidente Floriano Peixoto, o jornal foi fechado, e assim ficou por mais de um ano. Em 15 de novembro de 1894, os irmãos Mendes assumiram o controle da empresa e colocam o jornal em circulação novamente, com a proposta de fazer um veículo de comunicação preocupado com questões populares.
Em 1905, o Rio de Janeiro, na época capital da República, estava passando por uma reurbanização e a sede do Jornal do Brasil, conhecido também como JB, passou a operar na Avenida Rio Branco. No dia primeiro de agosto de 1906, a primeira página foi totalmente ocupada por classificados, mudança que durou mais de 40 anos. Nessa época, o JB ficou conhecido como ?jornal das cozinheiras?. Com o início da Primeira Guerra Mundial, em 1914, começou também uma nova crise financeira e solução encontrada foi hipotecar a empresa para o Conde Pereira Carneiro.
Contornando crises
A mídia em geral sofreu muito com a ditadura militar e os problemas políticos do País. Muitos jornais não resistiram às crises e faliram. O JB conseguiu contorná-las e continuou com sua publicação. Em 1954, o então diretor do jornal, Conde Pereira Carneiro, e o diretor-tesoureiro, José Pires do Rio, falecem. Assume a direção do jornal a esposa do Conde, Maurina Dunshee de Abranches Pereira Carneiro, seu genro Manuel Francisco do Nascimento Brito é quem colabora em sua gestão. Com sua ajuda, novos equipamentos são adquiridos e mudanças importantes são feitas, por exemplo, a ampliação de páginas para os noticiários.
Para continuar no mercado e garantir o futuro da instituição, a marca Jornal do Brasil foi arrendada à CBM (Companhia Brasileira de Multimídia), da qual Nelson Tanure é o acionista majoritário. Depois de meio século de presença no comando do jornal, em fevereiro de 2003, Manuel Francisco do Nascimento Brito falece. Assume a direção da empresa Nelson Tanure. A família Nascimento Brito continua associada ao jornal e José Antonio do Nascimento Brito foi nomeado presidente do conselho editorial, no comando da redação, ficou jornalista Mário Sérgio Conti.
Visão de mercado
Ficar atento às mudanças tecnológicas é essencial para manter-se no mercado. O JB foi um dos primeiros jornais a colocar seu conteúdo na Internet. De acordo com José Antonio, a mídia em geral tem passado por uma crise devido à criação da Internet. Todos perderam muito em número de circulação, para aqueles, porém, que souberam acompanhar as mudanças, a perda foi menor. Segundo conta, a mídia jornal perdeu muito nos últimos cinco anos: de quase 25% de publicidade, hoje está com quase 18%. ?É uma perda muito forte e os mercados de jornal estão muito afetados por toda essa crise do mercado publicitário. Além disso, a queda no número de circulação de todos os jornais são brutais?, afirma José Antonio. Atualmente o JB é uma empresa holding, controla a publicação da Gazeta Mercantil e o título da Forbes, no Brasil. ?O grande desafio é tentar superar-se todos os dias, para que o leitor fique satisfeito lendo um jornal somente?.
Credibilidade é tudo
Ter credibilidade é essencial para qualquer empresa ou produto, e esse é um atributo que o Jornal do Brasil acredita ter. O jornal já cobriu 16 eleições presidenciais da República, desde a sua primeira edição. O JB é voltado para as classes A e B; a maioria dos leitores tem mais de 40 anos e diploma universitário. Uma das estratégias atuais é tentar atrair um número maior de jovens leitores. Uma segunda estratégia é publicar edições diárias em regiões onde acreditam ter mais renda. ?Nós temos uma edição específica em Brasília, que é um local onde tem muita renda. Acabamos de implantar uma edição diária na Barra da Tijuca, um local com renda semelhante?, afirma. ?O foco principal do jornal é, aqui no Rio de Janeiro, a Zona Sul e a Barra da Tijuca, Minas e principalmente Brasília. São mais de cinco mil exemplares em Brasília, é uma coisa inacreditável?, conclui José Antonio. Uma novidade que está sendo introduzida, é classificados com fotografia. As primeiras respostas dos leitores são animadoras, principalmente nos classificados de automóveis.
BOX
5 dicas para manter-se no mercado:
· A maior força de um produto é a credibilidade.
· Qualidade é melhor que quantidade.
· Esteja sempre atento as mudanças do mercado.
· Reciclar o tempo todo é essencial.
· Descubra qual é o seu público-alvo.


