JOVENS VETERANOS

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Proponho que façamos um saudável exercício visando definir, com profundidade e seriedade, o que é ESTAR jovem e o que é ESTAR veterano. Para isso precisaremos utilizar algumas referências que, como acabaremos vendo, têm muito pouco a ver, ou nada mesmo, com o aspecto idade registrada mecânica e infalivelmente na nossa já idosa (esta sim idosa) carteira de identidade.
Veja que não estamos tentando definir o que é SER jovem ou veterano, mas sim, o que é ESTAR jovem ou veterano.
Por que esta distinção é importante? Porque, a partir dela, podemos chegar a várias e importantíssimas conclusões que, a nosso ver, nos ajudarão a rever muitos, ou pelo menos alguns, dos nossos procedimentos, atitudes e comportamentos.
O que caracteriza um comportamento jovem? Ou, melhor dizendo, o que caracteriza ESTAR jovem? Entendo que é o seguinte:
1. O arrojo e a coragem, às vezes até meio inconseqüentes e quase irresponsáveis.
2. A busca de um objetivo claro e definido, em certos momentos até muito mal definido, mas com uma determinação inabalável.
3. A crença de que, embora seja difícil, seremos capazes de conseguir chegar aonde pretendemos.
4. A humildade de ouvir os mais velhos e mais experientes e com eles aprender a corrigir os nossos erros o mais rapidamente possível.
5. A superação de todos os obstáculos e dificuldades; “caindo aqui” e “levantando logo ali” cada vez mais fortes.
6. A capacidade para surpreender até aqueles que achavam que nos conheciam e que, por isso mesmo, duvidavam da nossa vitória.
7. O otimismo gerado pela nossa crença na vitória, que era tão forte que até não nos deixava ver com clareza todas as dificuldades que surgiriam e que, por isso mesmo, acabavam por ser superadas sempre.
8. A nossa fé de que a vitória era tão somente uma questão de tempo e de muito trabalho e que a felicidade existe e é perfeitamente possível de ser alcançada.
9. A alegria (o riso fácil) sentida a cada vitória por menor que fosse, ou por mais insignificante que pudesse ser para os outros, mas que para nós, era sempre importantíssima.
1O. A escolha de alguém que iria nos servir de padrão. Alguém que já havia conseguido fazer o que, naquele momento, nós também queríamos conseguir. Alguém que nos serviria de inspiração nos momentos mais difíceis.
Conforme você vê, claramente, nada disso está diretamente ligado ou sequer pode ser atribuído àquela data que a nossa “já idosa” carteira de identidade teima em manter registrada.
Vejamos agora o que caracteriza um comportamento veterano. Ou, melhor dizendo, o que caracteriza ESTAR veterano? Entendemos que é o seguinte:
? Entender que tudo o que precisa ser mudado é sinônimo de problema e que vai ser impossível fazer o que esta sendo conversado ou proposto. Falou mudança, falou problema.
? Achar que o que a vida já nos ensinou é o suficiente e o bastante para resolvermos todo e qualquer problema que venha a surgir; ou seja, entender que “já sabemos tudo”.
? Não ter mais paciência para ouvir qualquer opinião que não seja igual à exatamente igual à nossa.
? A perda da coragem e da ousadia, ou melhor, a falta de disposição para enfrentam as dificuldades, entendendo que não precisa mais disso, depois de tudo o que já enfrentado e superado ao longo da vida. “Os que estão começando que façam o que eu já fiz!”
? Olhar multo mais para as dificuldades e obstáculos que existirão para chegar à vitória, do que para as vantagens e benefícios que serão, conseguidos com ela.
? Não vibrar mais com as conquistas, por menores que sejam, entendendo que, no passado, já foram feitas coisas muito mais difíceis do que estas e que, portanto, elas não são realmente importantes.
? Apegar-se aos hábitos, vícios e condicionamentos adquiridos ao longo do tempo e assim perder a capacidade de mudar a si mesmo.
? Não estabelecer novos desafios e parar de sonhar com algo que faça valer a pena lutar o tempo todo com todas as suas forças.
? Não sentir mais a mesma alegria (o riso ficou difícil) que sentia nas pequenas coisas e nos mais tímidos triunfos do dia-a-dia.
? Jogar sempre sobre os ombros dos outros e sobre as mais variadas circunstâncias todas as culpas por não atingir vitórias, como se fossemos semideuses, ou até mesmo deuses e, portanto, um poço de virtudes e competências.
Parodiando um personagem da televisão que fala em tolerância zero, podemos aqui dizer: “erro zero”. “Eu errei? Você está maluco; eu sei exatamente como se faz isso…”
Mais uma vez você vê que nada disso está diretamente ligado àquela data registrada no seu “já idoso” RG.
Eu sei que você, como eu, conhece pessoas que ESTAO jovens e outras que ESTÂO veteranas em todas as idades. Mas e você? Está mais pra lá do que pra cá, ou…
Fico desejando que a única coisa idosa na sua vida seja o seu RG e que na sua cabeça resida aquele tesão fantástico pelo novo, pela conquista e pela superação de si. E que todas as dificuldades que possam surgir sejam vencidas com a mesma alegria do jovem de idade que todos nós já fomos.
Eduardo Botelho – Autor, consultor e diretor do IPEB – Instituto Profissionalizante Eduardo Botelho. Telefone: (0**11)3057-0787 Home page: www.eduardobotelho.com.br

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