Leia uma história esta noite

Poucas coisas são tão preciosas quanto os momentos e oportunidades que você tem agora para construir uma vida repleta de realizações. Poucas coisas são tão preciosas quanto os momentos e oportunidades que você tem agora para construir uma vida repleta de realizações. Assim como as boas coisas do passado e a esperança no futuro, o presente pode se revelar muito prazeiroso, basta ficar alerta.

O autor norte-americano Richard Speight conta uma história baseada neste princípio, especial para comemorar o Dia das Mães deste ano. Segundo Richard, certo dia uma mulher decidiu que precisava de um lugar calmo e silencioso, onde pudesse escrever em paz. Àquela altura de sua vida, seus filhos já estavam crescidos e haviam seguido seus destinos. Sua sala de jogos, embaixo da escada, a mesma que outrora esteve preenchida com sons das brincadeiras infantis, agora parecia bastante apropriada. Um cantinho era tudo de que precisava, e durante os anos que se passaram, ela reservou pelo menos uma hora por dia para estar naquele lugar repleto de paz.

Isso não mudou nem mesmo quando sua neta Molly nasceu, em outro estado. Quando vinha visitá-la, encontrar um lugar para trabalhar em silêncio não era tão difícil. Entretanto, quando Molly entrou na tenra idade dos dois anos e meio, ela e sua família voltaram a morar na cidade de sua avó.

Um sábado pela manhã, pouco tempo depois da mudança, pediram para ela cuidasse de Molly por um dia. A avó queria ajudar, mas estava exatamente no meio de um projeto. Deveria recusar? ?Claro que não?, pensou. Afinal, elas poderiam descer as escadas e ficar na sala de jogos. A menina poderia se divertir bastante enquanto ela ficaria no seu canto trabalhando. Estariam juntas caso a neta precisasse de alguma coisa. Cada uma faria o que tinha de fazer e tudo ficaria bem.

Molly e sua mãe chegaram na hora marcada. As duas desceram as escadas. A menina correu logo para a caixa de brinquedos, e a avó seguiu direto para o seu brinquedo, o computador. As duas mergulharam no prazer daquele momento. Cada uma estava feliz com o que fazia.

Porém, aquele ambiente utópico não durou muito tempo. Numa questão de minutos, a avó sentiu a silenciosa presença da neta ao seu lado. Olhou por cima de seu trabalho para ver aquela doce menina a dois metros de sua mesa, esperando pacientemente, observando-a com aqueles olhos cheios de esperança.

Ela segurava um livro.

? Lê para mim, vovó?!

Ela pegou o livro, enquanto a menina deitava em meu colo. Então, usando nada além de palavras e figuras que tinha à mão, ela as levou ao mundo da imaginação. Quando a jornada terminou, a criança deu um pulo, foi até a prateleira, pegou outro livro, e correu de volta.

? Lê pra mim?! ? pediu ela, novamente.

Nem a mente e nem o coração daquela mulher voltaram para o projeto em que estava trabalhando, mas, mesmo assim, aquele foi um dos melhores dias de sua vida. Ela lembrou-se de uma frase que havia sido escrita à mão por uma de suas filhas, muitos anos antes, em uma das paredes de seu quarto. Sua filha utilizara as palavras de um poeta. Na verdade, ela nem se lembra mais quem era o autor original, mas o sentimento era, e continuava sendo, muito significativo. O poema terminava assim:

?Rica como uma rainha eu nunca serei, mas eu tenho uma mãe que lê para mim.?

Essa é uma situação que muitas mães e avós passam todos os dias. E histórias como essa nos fazem lembrar que projetos como aquele em que a personagem trabalhava logo são esquecidos, mas o tempo que passamos com nossos filhos e netos vivem para sempre. Nunca esqueça o que é realmente importante, porque disso serão feitas as boas memórias no futuro.

Como já dizia Goethe, todos os dias deveríamos ler um bom poema, ouvir uma linda canção, contemplar um belo quadro e dizer algumas bonitas palavras. E se isso puder ser compartilhado com alguém que amamos, mais ainda a vida valerá a pena.

Frase: ?Nos preocupamos muito com o que nossos filhos serão amanhã, e esquecemos que eles já são alguém hoje? ? Stacia Tauscher

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