Leilões virtuais: mais uma arma para quem quer vender mais

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Nos últimos anos não se fala em outra coisa a não ser nas transformações que a Internet vem causando. Seja na vida das pessoas, na forma de realizar negócios entre as empresas, entre elas e os consumidores e, agora, entre os próprios consumidores. Nunca estiveram tanto em voga siglas como B2B (business-to-business), B2C (business-to-consumer) e C2C (consumer-to-consumer).

Os negócios entre as empresas (B2B) na Internet explodem e devem movimentar US$ 124 bilhões só na América Latina até 2003, segundo o Gartner Group. Já o comércio eletrônico, que envolve também as vendas para consumidores finais, é a grande aposta dos mais diversos segmentos da economia e nesse momento não há no mercado brasileiro empresário tradicional que ouse não ter ao menos planos para vender também pela rede.
De perfil mais jovem, mas não menos importante, estão as empresas de leilões pela Internet. Um modo de negócio antes restrito a sofisticados eventos de arte, antigüidades, animais ou liquidação de bens não quitados, o leilão está se transformando em febre entre consumidores que agora dispõem de canais para negociar com outros consumidores. Em alguns casos, os negócios se sofisticam e há lojas colocando seus produtos para vender também em site de leilões. Não há quem não tenha algo para vender. Ou comprar.

“Algumas pesquisas mostram que 70% das compras online são feitas por impulso”, diz Marcelo Toledo, diretor de marketing do Arremate.com. Mas para assegurar que a febre aumente e que a compra e venda pelo leilão se torne um hábito entre os consumidores, Toledo optou por, inicialmente, não cobrar pelos serviços no site. “Estamos construindo uma indústria nova, onde um mesmo vendedor sempre encontra vários possíveis compradores”, explica Toledo.

O Arremate.com foi um dos 15 sites de leilão lançados no Brasil no último ano. A maior parte deles com base no modelo de muito sucesso do norte-americano eBay.com. E o surgimento desse tipo de pontocom foi muito prestigiado também pelo capital de risco internacional. O Mercado Livre, por exemplo, com alguns meses de vida conseguiu só na primeira rodada de investimentos levantar US$ 46,5 milhões. Já o Arremate.com tem completadas duas rodadas de financiamento. Na primeira delas conseguiu U$12 milhões e na segunda, no inicio deste ano, levantou 30% de seu valor total (não revelado) com o Terra Networks.

O Arremate.com tem operações em nove países da América Latina e o Mercado Livre está também na Europa e na América do Norte.

“Nosso modelo trabalha 100% em C2C”, diz Toledo, que não aceita o cadastramento de pessoas jurídicas, mesmo sabendo que algumas microempresas têm utilizado o site para realizar negócios.

Até o momento, o Arremate.com não cobra mesmo absolutamente nada pelos serviços prestados aos consumidores, mas isso não deve durar muito tempo. “Nossa estratégia foi construir o hábito, antes de cobrar”, diz Toledo. “Mas vamos começar a fazer isso rapidamente”, adianta. Indício de que o hábito já foi implementado são os 850 mil usuários na América Latina e mais de 25 mil itens cadastrados.

Toledo não dá números locais, soma os resultados das nove operações internacionais. “Há muita mentira no mercado. Falaremos quando formos auditados”, diz, sem explicar quando nem por quem. Ele também não revela o quanto vende o Arremate.com, mas oferece um exemplo pessoal. “Coloquei quatro produtos à venda e vendi três”. Por seu lado, o Mercado Livre anuncia aos quatro ventos seus resultados de vendas. “Desde o lançamento do site já realizamos mais de 50 mil transações no valor acima de US$ 15 milhões”, conta Stellio Tolda, diretor presidente do Mercado Livre do Brasil.

Nenhum dos dois revela também sua verba de marketing. Como a concorrência é muita alta nesse segmento, essas cifras são guardadas a sete chaves, o que se sabe do Arremate.com, por exemplo, é que duas destacadas agências atendem a conta dividida entre mídia tradicional e online.

A Carillo Pastore Furo RSCG responde pela verba offline e a premiadíssima Agência Click, interativa, responde pelas campanhas na própria Internet. “Estamos construindo nossa marca rapidamente”, diz Toledo, contando que em estudo recente da IPSOS sobre sites de leilão da América Latina, o Arremate alcançou 14% das respostas dos brasileiros e 37% no total pesquisado. O Mercado Livre teve 3%.

Pessoas como Gelson Luiz Riboli, de Porto Alegre, estão bastante animadas com a ampliação dos seus negócios depois do advento dos sites de leilão. “Tenho vendido para pessoas de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Brasília e Curitiba através do Arremate.com” conta Riboli.

Ele costuma expor suas peças e antigüidades em feiras e galerias de arte de Porto Alegre, mas hás dois meses entrou no Arremate e colocou suas peças em leilão. “Vendi 30 peças em dois meses”,garante.

Com uma estratégia mais sofisticada, André Guarisse, também de Porto Alegre, está usando o site de leilões para “preparar o consumidor para a compra virtual”, como ele explica. Dono do antiquário Antique Gallery Guarisse conseguiu vender 22 peças pelo Arremate.com em duas vezes.

“Estou vendendo 65% do que coloco”, diz. Seu site, www.antigue.com.br tem link para o Arremate.com e os clientes da loja física podem encontrar no site peças por preços inferiores aos praticados na loja.

Ou seja, é mais uma arma virtual disponível para vender mais: se esse pessoal pode vender assim, você também pode – basta experimentar.

Tenho vendido para pessoas de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Brasília e Curitiba através do Arremate.com

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