Lição de casa

Pense nas conseqüências que uma reestruturação em sua carreira pode trazer e veja como é possível crescer profissionalmente com isso

Na vida e nos negócios nada acontece por acaso. Por trás de um grande sucesso, há sempre um plano estratégico que aponta a direção a ser seguida funcionando como bússola. No mundo do conhecimento em que vivemos, saber que caminho tomar e fazer as escolhas certas já representam metade da longa trajetória a ser percorrida na história de uma empresa ou na vida de uma pessoa.

Especialistas em carreira, coaches, palestrantes e consultores recomendam que o profissional faça um balanço de suas competências com certa periodicidade para enfrentar com inteligência e em tempo hábil as mudanças que nunca param de acontecer. Transformações – uma das poucas certezas que temos na vida – ocorrem cada vez mais rápido.

Devemos ser rigorosos na revisão geral de conhecimentos. Para isso, algumas perguntas são fundamentais: fazemos o que realmente gostamos? Trabalhamos no setor que conhecemos, cujos produtos, serviços e informações dominamos com profundidade e segurança em todo o processo? Os atributos e diferenciais que apresentamos são os que o mercado precisa mesmo?

Caso não sejam, devemos providenciar os devidos ajustes a fim de continuar sendo competitivos, rever conceitos e se livrar de velhos paradigmas. Consumidores buscam soluções e satisfação, enquanto patrões querem resultados.

A idéia central não é procurar mudar o mercado, mas se amoldar a ele. Insistir, fazer uma rota inversa ou esperar que as coisas mudem a seu favor é correr um risco muito grande que pode chamuscar sua carreira ou provocar perda de participação de mercado da sua empresa. Portanto, é melhor seguir os conselhos dos especialistas e iniciar logo o mapa de competências antes que seja tarde.

Saber lidar com as pessoas, compreender como elas funcionam e se comportam diante da compra e entender relacionamentos inter e intrapessoais são algumas habilidades que você precisa ter e utilizar com muito cuidado, pois a comunicação é fundamental para que qualquer empreendimento seja bem-sucedido. Para vender com sucesso, inspirar e liderar equipes, é necessário esse conhecimento psicológico do ser humano.

Sem entrar no campo da futurologia, cuja expertise pertence aos mais iluminados, a capacidade de antecipar-se aos acontecimentos é de extraordinária importância para trabalhar em sintonia com o mercado, assim como ter visão 360 graus, analisando o passado, observando o presente e projetando o futuro. Focar nas mudanças do consumidor e pensar o aparentemente impensável, livre de preconceitos, também é relevante.

Grandes empresas também sofrem desse mal por terem, muitas vezes, uma visão distorcida do mercado. Acham que ele deve se ajustar a elas e às suas marcas. Foi o que a General Motors não fez. Rick Wagoner, presidente mundial da organização, visivelmente constrangido, demonstrou preocupação ao analisar o mercado automobilístico no Salão Internacional do Carro em Detroit, Estados Unidos.

O fato é que a Toyota, que há tempo vinha pressionando ultrapassagem, acaba de anunciar a produção mundial de 9,37 milhões de veículos, tornando-se líder do mercado. Acostumados a carros gigantes, os norte-americanos assistem surpresos a uma mudança no comportamento dos consumidores globais, sem rever conceitos internos.

Bastaria analisar a escalada de aumento do petróleo para promover ajustes nos modelos de carro. Foi o que os japoneses fizeram. E continuam tirando o sono, mercado e lucros dos norte-americanos.

Há ainda outras ameaças. Tratam-se dos carros compactos como o que a Índia acaba de apresentar por US$2,5 mil. Outros surgirão, não tão baratos assim, mas com muitas vantagens, como tecnologia, economia, movidos a biocombustíveis e outras alternativas de energia.

Percebe-se, então, que a reestruturação não apenas de produtos ou serviços prestados, mas também de pensamentos – que levam as empresas a agirem de forma diferente – gera uma evolução e torna as corporações mais competitivas. Reestruturar-se é bom. Portanto, reestruture-se você também.

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