LIDERANÇA – Construa times ágeis

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Quando você tiver de passar as regras de um novo projeto para a sua equipe, siga estas dicas:

1. Frise bem os projetos e seus processos mais do que as tarefas. Evite ditar as divisões de trabalho ou gerenciar cada membro da equipe; em vez disso, desafie-os a estabelecer prioridades e cooperação para alcançar objetivos.

2. Não espere que seja fácil. Equipes positivistas e dinâmicas são mais difíceis de criar do que uma relação estática de gerência/subordinados. Prepare-se para passar algum tempo ajudando algumas pessoas a obter harmonia e visão de equipe. Tente fazer com que trabalhem através de acordos ganha-ganha.

3. Estabeleça relações pessoais com os membros da equipe. Altos índices de confiança e um senso de espírito de corporação são essenciais para o sucesso do bom clima da equipe.

4. Deixe de fora o capricho de alguns. Se você está participando de uma equipe somente para tirar vantagem da força do grupo, saiba que os membros da equipe têm direitos iguais para expressar a sua opinião e dividir as tarefas igualmente.

5. Busque o comprometimento. Dê aos participantes liberdade para apresentar novas idéias – quando as pessoas se sentem mais fortes elas são motivadas a encontrar soluções criativas e práticas.

Forte: The Journal of Personal and Professional Success Priorities – EUA

Dica do mês
Como ouvir atentamente
Ter habilidade para ouvir pode acabar com o conflito antes mesmo dele começar. Tornando-se um ouvinte ativo você pode evitar desentendimentos. Tente utilizar estas técnicas para ouvir atentamente:

1. Expresse a mensagem do apresentador. Dessa maneira você saberá se captou o significado da mensagem. Tente: “Então, o que está tentando dizer e…”.

2. Entenda os sentimentos da pessoa que fala. Mostre que você entende a situação. Por exemplo: “Você deve ter se sentido muito ofendido”.

3. Faça uma pergunta. Essa tática prova que você está realmente interessado no assunto. Pergunte: “O que você fez?” ou “O que aconteceu depois?”.

Os conflitos ocorrem e fazem parte do ambiente de trabalho. Você não tem como evitar argumentações, mas com essas dicas em mente estará apto a tê-las sob controle.

COMUNICAÇÃO & RESULTADOS
CARREIRA
Perfil dos que fazem sucesso
Atente aos detalhes para compor o todo
Por Antônio Ribeiro

No conjunto de traços da personalidade e do caráter que compõe a silhueta de quem faz sucesso e nos permite ter uma medida mais exata de quem já está no patamar almejado dos que o mereceram e conquistaram não tem perfil. Serve para se ter em conta, como forma de preparação e composição para sua candidatura ao sucesso.

> Educação – Resultado de ações para desenvolver aspectos intelectuais, psíquicos e morais de uma pessoa, envolvendo conhecimentos, hábitos socialmente aceitos e boas maneiras. Por meio dela se despertam aptidões naturais e se as orienta segundo padrões e exigências da finalidade proposta. Num aspecto que se traduz pela linguagem e com vistas ao sucesso, recomenda-se evitar gírias e palavrões, ao tempo em que a comunicação deve ter por meio o uso de frases bem construídas. No aspecto da etiqueta, o conhecimento das formas mais cerimoniais deve nortear a conduta, sendo recomendado o conhecimento de suas regras e estilos.

> Discrição – Considerada como qualidade, que bem pode se constituir em condição para os que pretendem não se arriscar no caminho do sucesso pelo fato deste envolver convívio social. Denota prudência e sensatez dos efetivamente preparados, na medida em que envolve comportamento recatado e guarda de segredos. Não precisa chegar a extremos como circunspecção, mas constitui-se bom tino manter sempre alguma reserva, não se expondo em demasia e deixando-se à vontade quando possível e controlado quando necessário.

> Moderação – Enquanto alguns se arriscam com petulâncias e arrogâncias, imaginando-se isentos de crítica pelo sucesso pretensamente conquistado, outros inteligentemente usam sua capacidade de permanecer na sua exata medida. Alguns, com altruísmo e comportamento destemido, diminuem-se, isentando-se de falsas imagens ou interpretações. Ser regrado, comedido e sem exageros minimiza a possibilidade de se expor por exageros, demonstrando prudência. Na aparência, são suaves e amenos, os que fazem verdadeiramente sucesso, sem afetações.

> Responsabilidade – Obrigação assumida ,por aqueles que se sabem responsáveis pelos seus atos e conseqüências, capacitando-se a prestar contas de seus compromissos e obrigações. É própria do caráter de quem foi treinado ou educado para assumi-la. Atualmente conta, afora as responsabilidades de cunho pessoal e profissional, a social, diferencial dos que estão em dia com o seu tempo. Cresce aquele que, além das próprias, assume também as relativas a seu grupo de colaboradores.

> Idoneidade – Qualidade ou capacidade de quem é suficientemente capaz de exercer sua função de forma correta e competente. Aptidão e facilidade de desenvolver as coisas corretamente. Por instrução e treinamento se conquista a condição de estar apto para atitudes idôneas. E um valor com o qual cada vez mais se julgam os candidatos ao sucesso, em virtude de tendências de degradação moral, cada vez mais presente em nossos dias.

> Agilidade – Engloba ligeireza, presteza e desembaraço. Pela primeira, os que perfazem o perfil se mostram rápidos e velozes, chegando próximo da esperteza, sem sua conotação pejorativa. Pela segunda, se percebem a prontidão e a disponibilidade com que rapidamente se manifestam. Finalmente, pelo desembaraço se percebe a facilidade e desenvoltura de lidar com coisas difíceis ou importantes.

Antônio Ribeiro é palestrante doutorando em Administração de marketing e mestre executivo em Marketing. É autor vários livros. E-mail: ribeiro@odontex.com.br

COMUNICAÇÃO
Comunicação falha

Muitas pessoas culpam a empresa pela sua “comunicação pobre”. Contudo, a comunicação – ou a falta dela – nem sempre é a culpada. Veja alguns exemplos de problemas na empresa que não têm nada a ver com a comunicação e estão amarrados nela:

-> Desentendimentos: por exemplo, digamos que os funcionários discordem da decisão do gerente em relação ao preço de um novo produto. Isso não é um problema de comunicação; os funcionários provavelmente entendem a estratégia – eles apenas não concordam com ela. Chamar esses desentendimentos de “problemas de comunicação” somente serve para tornar a situação mais confusa. Comunicar-se mais não resolverá a questão. Usar estratégias para resolução de problemas seria mais apropriado.
-> Desconfiança: se os gerentes falam uma coisa a seus funcionários e fazem outra, isso não deveria ser chamado de problemas de comunicação. Toda a comunicação do mundo não resolverá esse tipo de problema. O gerente deve ser mais aberto e direto com os funcionários, comunicando-se. Mas se a comunicação é falha e desonesta, ela fará mais mal do que bem.

-> Excesso de informação: bombardear os funcionários com relatórios e outras informações é comum nos dias de hoje. Porém acarreta em alguns problemas: com tanta informação, os funcionários dificilmente encontram o que estão procurando. Mais comunicação certamente não é a resposta. Os gerentes devem filtram e direcionar a informação para as necessidades dos funcionários.

LIVROS
Como as Mulheres Compram
Martha Barletta
Nesse livro, a autora apresenta um interessante estudo de caso que mostra por que os profissionais de marketing, tanto homens quanto mulheres, devem alocar dinheiro e atenção concentrada para o maior mercado ainda não explorado do mundo: as mulheres.
Editora: Negócio
Número de páginas: 336
www.campus.com.br

A Melhor Empresa
Maria Amalia Bernardi
Criadora da lista das 100 melhores empresas para você trabalhar, a autora dá dicas de como as organizações de sucesso atraem e mantém quem faz a diferença.
Editora: Negócio
Número de páginas: 168
www.campus.com.br

Gestão de Patrimônio Pessoal
Helcio Kronberg
O autor aborda questões referentes ao patrimônio pessoal, dando uma série de dicas de como garantir a tranqüilidade da família após a morte do titular, evitando surpresas de ordem econômica.
Editora: Hemus
Número de páginas: 248
www.hemus.com.br

50 Poderosas Idéias para Você Ganhar Novos Clientes
Paul R. Timm, Ph.D
Se você tem uma empresa que está começando ou tem um negócio estabelecido, Paul Timm o ensinará vários métodos atualizados e testados para se tomar um imã de clientes.
Editora: Alta Books
Número de páginas: 92
www.altabooks.com.br
CARREIRA
A arte do “quebra-gelo” nos relacionamentos
Por Luiz Botelho

Recentemente, fiquei muito satisfeito com um e-mail recebido de um “colega-cliente”, a meu ver um potencial “CEO do futuro”, profissional júnior de RH em uma conceituada instituição financeira nacional, que já se rendeu ao conceito de que cultivar o relacionamento com colegas (pares, superiores, subordinados) em momentos de descontração fora do trabalho, através de happy-hours e reuniões equivalentes, é extremamente positivo para o fortalecimento dos laços de companheirismo e cooperação no trabalho.
Via e-mail, ele me repassou um estudo conduzido por economistas da Universidade de Sterling (em Edimburgo, Escócia) sobre os impactos positivos que a convivência social pós-trabalho traz para os participantes, tanto no nível pessoal como coletivo.
Neste estudo, conduzido pelo governo escocês, foram entrevistados 17 mil participantes nascidos em diferentes regiões da Grã-Bretanha e em uma determinada semana de 1958. Os pesquisadores avaliaram o progresso profissional desses indivíduos a partir de entrevistas regulares, iniciando os levantamentos em 2000 e concluindo suas análises em agosto/2003.
Os resultados são muito interessantes: segundo a imprensa britânica e a France Press, que reportaram o sumário da pesquisa, “as pessoas que saem depois do trabalho para beber com os amigos têm mais chance de serem promovidas no emprego do que as que não gostam de happy hours”. Outro dado curioso é que “os trabalhadores que bebem álcool com moderação ganham, em média, 17% mais do que seus colegas que não bebem”.
Mas que ninguém entenda aqui, inadvertidamente, nenhuma conotação de apologia ao comportamento etílico “desgovernado” ou prestígio de uma situação casual e descompromissada em detrimento da conduta profissional responsável. Isso fica muito claro nos resultados apurados: “os grandes bebedores ganham em média 6% a menos que seus colegas moderados. Mas ainda assim continuam recebendo 5% mais do que os que não bebem com os amigos”.
Com tudo isso, é interessante verificar quão surpreendente o conceito de “quebra-gelo profissional” pode ser para a maioria das pessoas que sempre visualizaram a situação de trabalho e o ambiente empresarial como instituições respeitosamente sérias e “avessas” a comportamentos de congraçamento e descontração.
A verdade é que cultivar os relacionamentos em bases mais informais, procurando entender as preferências e características próprias de cada indivíduo, ajuda a personalizar os contatos interpessoais e a manter o bom humor nas situações de crise e a aumentar a flexibilidade, suavizando suficientemente as reações emocionais para aceitar críticas e feedbacks vitais para o crescimento pessoal e profissional de todos os envolvidos.
Mas lembre-se: não será entre um chopp e outro que resolveremos todos os nossos problemas estratégicos e operacionais, que sedimentaremos conceitos de gestão e completaremos o processo de abertura gradual dos canais de comunicação entre todos os níveis envolvidos no mesmo ambiente empresarial. Mas certamente através desse processo poderemos entender melhor nossas característica s pessoais, descobriremos afinidades e divergências, buscaremos formas inclusivas de atingir maiores níveis de participação, comprometimento e consenso.

Luiz Botelho é head da Prática de Human Talent Development da E-Consulting(r) Corp. E-mail: luizb@ec-corp.com.br

COMUNICAÇÃO NA EMPRESA
Todo mês uma história real de comunicação empresarial com final feliz

Com o intuito de formar e desenvolver novos talentos na Gestão dos Negócios, a Bristol-Myers Squibb (B-MS), uma das mais importantes companhias do mercado farmacêutico brasileiro, criou a Universidade Corporativa, cujo reitor é o presidente da empresa, Mário Grieco. Essa iniciativa pretende oferecer oportunidades de aprendizagem que dêem suporte para a empresa atingir seus objetivos críticos do negócio. Inicialmente o foco da Universidade Corporativa será proporcionar cursos para os funcionários e estagiários da companhia. Em um segundo momento, os cursos serão abertos a distribuidores, médicos, profissionais de enfermagem, hospitais, farmácias, balconistas e redes de varejo.
As aulas são ministradas nas instalações da Bristol, geralmente durante o horário de trabalho. A duração do treinamento é definida de acordo com a carga horária planejada para aquela disciplina. A empresa deseja ter de 20 a 25 alunos por curso/sala. Para se candidatar, o funcionário ou estagiário precisa preencher uma ficha de inscrição. A aprovação da participação será realizada pela diretoria e pelo departamento de recursos humanos da empresa. Todos os cursos da Universidade Corporativa são 100% subsidiados pela B-MS.

Que tal você também contar o que está fazendo em sua empresa para melhorar a comunicação interna? Estamos esperando sua história. Basta escrever para o e-mail: rodrigo@vendamais.com.br, que entraremos em contato para fazermos uma entrevista.

Cuidado com o Português
Alguns assinantes de VendaMais já tinham falado sobre aquele barzinho. Um lugar agradável para relaxar e com duas grandes figuras atrás do balcão. O barman Machado, sempre pronto a ajudar; e o garçom, vindo de Portugal. Ele é muito simpático e prestativo, mas extremamente desajeitado. Vive derrubando coisas nos clientes. Por isso, é que naquele bar o que mais se ouve é:
– Cuidado com o Português
Depois de muitas sugestões, de muita cerveja derramada nos capôs dos carros pelo Português, o Machado resolve fazer uma pequena reforma na área externa de seu bar. Só a pintura no chão não era suficiente para separar as mesas de fora do pequeno estacionamento. Por mais que gritasse “cuidado com o Português”, o garçom fazia tantas que os clientes acabavam invadindo a área dos carros e vice-versa.
Parece que a conversa com o carpinteiro foi mais ou menos assim:
– Então, seu Machado, posso fazer essa cerca por cerca de…
O dono do bar riu.
– Mas eu ainda nem falei o preço.
– Não, é que você usou uma frase interessante, acerca da cerca.
– Acerca da cerca?
– É, você falou há cerca de um minuto.
– Espera um pouco, seu Machado, estou confuso.
– Pois é, dá para confundir, mesmo. “A cerca de”, separado e sem “h”, ou “por cerca de”, significa perto de. “O cliente ficou a cerca de cinco metros do carro”, por exemplo. “Há cerca de”, com “há” do verbo haver, com “li”, indica tempo decorrido. Assim, algo “aconteceu há cerca de dois anos”. Já “acerca”, tudo junto, significa “sobre”, “a respeito de determinado assunto”. “Fizemos uma reunião acerca das novas garantias”, por exemplo.

Machado, de Assis, Interior de São Paulo, dá suas dicas sobre a Língua Portuguesa todos os meses aqui na VendaMais.

PENSAMENTOS

“Ousadia nos negócios é a primeira, segunda e terceira coisa mais importante”
Thomas Fuller

“Se funcionar, copie”
Tony Schwarz

“Sábia é a decisão que proporciona um futuro melhor”
C. Robson

“Nada há mais terrível do que a ignorância ativa”
Goetle

“Os obstáculos não servem de desculpa para o fracasso”
Doroty

“Saber esperar é o grande segredo do sucesso”
De Maistre

“Vencer a si mesmo é a melhor vitória”
Jesus Cristo

“Com paciência e tempo, vai-se muito longe”
Abraãs Clara

“O tempo é o berço da esperança e o túmulo da ambição”
Charles Caleb Colton

“O que merece ser feito, merece ser bem feito”
Nicholas Poussin

DIA-A-DIA
Adaptação ao novo emprego

Quando você começa em um novo emprego ou assume uma nova posição, pense que tem 60 dias para a sua adaptação. Aqui temos uma sugestão para esses primeiros dias:

-> 14 dias – Conheça quatro pessoas que podem dizer como fazer para ter sucesso – trabalhos em equipe, mentores em potencial, líderes em projetos. Almoce com eles pelo menos duas vezes na semana. Possíveis perguntas: “Como eu posso interagir melhor com o chefe?”, “Qual é a cultura da empresa?”.

-> 30 dias – É perigoso assumir que você está fazendo o que o seu chefe espera. Então, perto do final do primeiro mês, pergunte ao seu chefe: “Como estou me saindo?”.

-> 45 dias – Reveja as suas funções. Elas estão diferente do que você está fazendo? Você vê outros caminhos que devem ser percorridos? Os seus principais projetos são o que você esperava? Com essas perguntas, peça para ter uma conversa com o seu chefe e reveja algumas das suas funções e responsabilidades.

-> 60 dias – Não se agarre em uma lista de pequenos feitos para mostrar o que você fez. E não tente ser um herói aceitando uma tarefa titânica que pode afundá-lo. Em vez disso, procure por uma mistura de quantidade e qualidade, e faça o possível para mostrar o seu potencial.

Fonte: Communication Briefings – EUA

HISTÓRIAS DE TRABALHO
Negociando aumentos
Se você receber uma oferta de emprego, não vá correndo até a sala do seu chefe “chateando-o” com um aumento de salário. Essa é uma estratégia bastante perigosa, pois na maioria dos casos a tática não é usada efetivamente. O que normalmente acontece com as pessoas que querem se aproveitar desse tipo de situação é que elas acabam sendo dispensadas do emprego atual.

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