Formado em economia e com experiência em implantação de sistemas,Moroni prestava serviços para a Grendene,entre eles a aplicação do programa de administração de vendas. O bom relacionamento rendeu um convite para trabalhar na área de informática da indústria de calçados. ?Comecei na empresa na mesma semana em que um diretor comercial estava indo embora e me solicitaram que desse uma atenção ao departamento até contratarem outro profissional, mas isso já faz vinte anos ?, lembra.
De substituto provisório passou a diretor de vendas e hoje comanda uma equipe com quase duzentas pessoas, entre vendedores, representantes e outros colaboradores. Teve a meta de faturar um bilhão e cem mil reais em 2003,juntamente com os demais profissionais da Grendene. Para atingir seus objetivos Antonio diz não acreditar em vendas difíceis e sim em circunstâncias,como as que já enfrentou em sua carreira. Ele conta que certa vez um de seus clientes disse à secretária que não atenderia nenhum representante ou gerente de fábrica. Apesar de ter um bom relacionamento com aquela empresa precisava furar o bloqueio para efetuar a venda. Moroni ligou e disse à secretária que era da Receita Federal,ela prontamente transferiu a ligação. ?Emiti os pedidos de um lançamento de acordo com o potencial do cliente nas numerações e cores que eu entendia serem adequadas. E somente quando ele atendeu disse quem era. Ele riu e confirmou o pedido ?, conta.
Para Moroni é cada vez mais necessário que o profissional de vendas seja um vendedor-consultor para levar respostas e sugestões de compras ao consumidor. ?Um supervendedor é um profissional motivado e consciente da sua responsabilidade em gerar resultados para a empresa e para o cliente ?. Ele entende que realizar as tarefas do dia-a-dia da melhor maneira possível e com motivação é certeza de resultados positivos. ?O futuro não é previsão,será conseqüência da nossa maneira de perceber,sentir e principalmente de agir ?, conclui.


