Motivação é fundamental na vida de qualquer um, mas cuidado ao sair por aí falando ?motiva eu? Poucos fazem idéia da sensação que temos ao ver um livro de nossa autoria exposto em uma livraria. Se vende ou não, se as pessoas gostam ou não gostam, não faz a menor diferença. O orgulho é grande e a alegria, então, nem se fala.
Depois de 113 tentativas junto a editoras em nível nacional com livros de poesia, contos e crônicas, a natureza divina finalmente teve compaixão de mim e resolveu premiar meu esforço e persistência por uma razão muito simples: a motivação esteve sempre comigo.
Eu tive enormes desapontamentos como escritor e, se dependesse da arte das palavras para sobreviver, estaria morto e talvez nem fosse lembrado, porém, graças ao poder da motivação, da perseverança e da conexão direta com a sabedoria divina, consegui dar a volta por cima e fazer parte do seleto universo dos escritores.
Kemmons Wilson, empresário do ramo hoteleiro americano, afirmou: ?Uma pessoa bem-sucedida reconhece sua responsabilidade em termos de (auto) motivação. Tudo depende dela porque somente ela possui a chave da sua própria ignição?. Você pode obter uma pequena ajuda aqui e outra ali, mas é o único responsável pela criação de riquezas ao seu redor.
As circunstâncias favorecem os que mantêm os sonhos vivos na mente e exercitam o ?hábito de caminhar um quilômetro extra?, segundo Napoleon Hill, autor de A Lei do Triunfo. Estamos acostumados a ver o triunfo apenas nas grandes ações, porém o êxito é obtido através de pequenas ações repetidas todos os dias.
A maioria das pessoas é essencialmente condicionada desde criança a limitações do tipo ?você não merece?, ?não perca tempo com isso? e ?isso não enche barriga?, impostas por seus pais, colegas e professores. São necessárias décadas de motivação e leitura para que elas se livrem dessas aberrações.
Toda vez que penso ou falo sobre motivação minha mente estabelece automaticamente um paralelo com a sabedoria do professor Dante Quadros, uma figura singular do mundo educacional em Curitiba, do qual tive o privilégio de ser aluno nos cursos de especialização e mestrado. Quando se trata de natureza humana, todo mundo aprende muito com ele.
Uma das situações abordadas freqüentemente pelo ilustre professor é a origem da motivação. Se vem de dentro ou de fora, se é hereditária ou pode ser ensinada, se você acredita ou não em motivação e o que ela pode fazer por você somente o tempo dirá. O fato é que a (auto) motivação é uma virtude determinante para o bem-estar do ser humano.
Em todos os cantos da Terra existem indivíduos carentes de motivação. Nas empresas, nas escolas, nas igrejas e até mesmo nas famílias mais abastadas é possível encontrar pessoas tristonhas do tipo ?motiva eu? ? como o cachorrinho que aguarda o estalar de dedos do dono para abanar o rabo. Basta olhar para eles e captar em seu semblante um inusitado pedido de socorro: ?Motiva eu?.
O mundo nunca esteve tão carente de motivação como nos dias de hoje, por coisas simples e banais, cuja onda de estímulo ao consumo até consegue solucionar temporariamente, mas nunca se sustenta se a própria pessoa não tem consciência de que a (auto) motivação é uma necessidade permanente.
Parafraseando o professor Dante, não existe esse negócio de ?motiva eu?. Enquanto você se deixar abater por todas as notícias tristes que poluem sua mente ou por todas as sanguessugas que se apresentam no caminho para tomar seu tempo e energia com freqüentes pedidos de ?motiva eu?, dificilmente alguém poderá ajudá-lo.
Ser ou estar motivado é uma questão de atitude, algo que vem de dentro, do coração. E quando você aprende a combinar atitude e talento, misturada com otimismo, surge a fagulha que cria a motivação e, naturalmente, um mundo de oportunidades se abre.
Viver eternamente carrancudo, mal-humorado ou cabisbaixo e sair pelos quatro cantos afirmando coisas do tipo ?esse é o meu estilo e ninguém tem nada como isso? é um caminho que tende a levar você do nada para lugar algum. Comportamentos assim servem apenas para inibir as qualidades do ser humano, considerando que cada um é digno de um talento singular.
Portanto, faça da (auto) motivação uma bandeira pessoal. Adotar o estilo ?motiva eu? é optar pelo sofrimento e, se esse for eu real desejo, pelo menos seja autêntico, sofra sozinho e pare de culpar o mundo pelo que acontece na sua vida.


