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Participei da última Expo Management ? o melhor e maior evento de gestão do Brasil, se não do planeta. Com as maiores ?feras? do mundo corporativo. Participei da última Expo Management ? o melhor e maior evento de gestão do Brasil, se não do planeta. Com as maiores ?feras? do mundo corporativo. Participaram desta edição: Ram Charan, Abílio Diniz, Jack Welch (com participação especial de Richard Withley), Regis Mackenna, Kenich Ohmae, Tom Peters e muitos outros. Tudo maravilhoso, mas algumas coisas do mercado corporativo não mudaram muito. Minha opinião pessoal sobre algumas palestras:

· Ram Charan pediu atenção no giro. Quanto mais se gira o estoque, mais dinheiro se ganha, desde que mantenha a margem. Falou muito do Wal-Mart, que fez a diferença girando mais seus produtos. O giro já foi de 70 vezes ao ano, hoje é de 115 e a meta é chegar a 300. A média mundial é 45 ou menos.

· Roger Merrill falou sobre prioridades. Quando você tem uma prioridade, a chance de cumpri-la é de 80%. Quando tem cinco, a chance de cumprir apenas uma é de 30%. As cinco você dificilmente irá cumprir. Imagine isso em uma organização.

· Tom Peters falou que é mais importante dar um sentido a toda uma organização do que fazer com que todos cumpram suas ordens. Fazer com que cada um crie e faça o que sabe fazer melhor. Segundo ele, não dá mais tempo de ficar tentando controlar tudo nesse mundo de mudanças rápidas.

· Abílio Diniz falou da história do grupo e também do seqüestro. Lembrou a todos da importância de praticar esportes. Valeu pelo exemplo pessoal e profissional.

· Kenich Ohmae falou do mundo globalizado, algo que ele tem mencionado desde o seu primeiro livro. Quem já leu sabe disso.

· Jack Welch, ainda que por videoconferência, passou toda sua energia, quase que raivosa, um pit bull dos negócios que impôs uma já questionada estrutura militar na sua organização, que funcionou muito bem. Porém, só existe um Jack no mundo. Por isso, esse sistema corre sério risco quando as pessoas ?normais? tentam fazer uma liderança baseada nesses princípios. Ah, ele também falou do Wal-Mart, que todas as semanas os gerentes visitam três concorrentes e as informações trazidas ? quando interessantes ? são debatidas e aplicadas.

Todos concordam com uma coisa. Para fazer tudo isso, não dá para ter pessoas medíocres na organização, ela precisa ser pensante como um todo. Precisa ser harmoniosa, ter uma direção certa e contar com pessoas ? do diretor à tia do cafezinho ? que tenham um propósito e uma vontade de fazer acontecer.

Enfim, a previsão geral é que de agora em diante tudo vai ficar mais rápido e mais confuso. Quem gasta seu tempo apenas organizando e fazendo pequenas mudanças, e não mudanças realmente fundamentais na sua organização, pode estar apenas gastando tempo. Diversos palestrantes falaram, de uma forma ou de outra, nos intangíveis que farão a diferença no mundo dos negócios. A estes, vários nomes foram dados. Serviços, preocupação com o cliente, brilho nos olhos, paixão, experiência inesquecível de compra, amor. As empresas que encontrarem seu caminho nesse mar de sentimentos e experiências, para os palestrantes, terão sucesso. Quanto ao que é visível, mensurável facilmente, ao que pode ser tocado, parafraseando Milan Kundera, tudo o que é sólido desmancha no ar.

Para encerrar, acho que vale fazer uma visita ao Wal-Mart.

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