Pratique a criatividade e faça seu próprio show! Para afinar a criatividade como ferramenta de conhecimento e desenvolvimento pessoal é preciso adotar certas posturas, que se fortalecem naturalmente na medida em que são colocadas em prática. Pode ser que você leia alguma delas e acredite que ?Ah! Eu não sou assim…?. Opa! Cuidado para não recorrer ao principal entrave da capacidade criativa: a auto-imposição de limites, sustentada pelos bloqueios que adotamos como regra na medida em que passamos da infância à vida adolescente e adulta.
Entre as características que marcam a pessoa criativa estão fatores como curiosidade, flexibilidade, motivação, uma certa angústia e inquietação, bom humor, irreverência e a capacidade de assimilar a pressão dos problemas. Para orquestrar fatores assim, é preciso um bom maestro: a disciplina. Um ou outro desses ?músicos? pode até faltar até que se complete a banda, mas a presença combinada de três deles, a partir do momento em que optamos por ser criativos é essencial para fortalecer nossa personalidade: o bom humor, a irreverência e a capacidade de usar a pressão do dia-a-dia a nosso favor.
Pessoas bem-humoradas, mas sem qualquer abertura à irreverência e que não incorporam qualquer tipo de pressão de um problema serão apenas pessoas bem-humoradas. E só. Rirão de tudo o que os outros fizerem. E só. Serão eternamente satisfeitas. E só. É o que podemos definir como ?bobotimista?.
Já aquelas que possuem muita irreverência, porém sem qualquer bom humor ou capacidade de absorver a pressão dos problemas pessoais ou profissionais estão a um passo de se tornarem agressivas, criando problemas sérios para elas mesmas. Sabemos que passar a mão na bunda do guarda é irreverente, mas tem lá suas conseqüências.
Pessoas que incorporam a pressão dos problemas, mas não desenvolvem diante deles bom-humor e irreverência tendem a se esgotar rapidamente no campo mental, físico e espiritual, passando parte do dia e da vida de forma estressada ou deprimida. Para fugir desse desconforto, resolvem tudo apenas com base em soluções prontas, confinando-se na zona de conforto em que tudo funciona na base do mais ou menos.
Agora que você conhece essa orquestra, a decisão é sua: você pode continuar comprando discos ou, então, montar seu próprio show.


