VendaMais
Consultoria Treinamentos Liderança Games BPO comercial SalesTrain Cases Conteúdos Sobre Seja um parceiro · VM Partners Fale com um especialista →

NÃO DEIXE AS VENDAS ESCAPAREM

Quer conversar com um especialista?
Entre em contato!

Caçador no pantanal mato-grossense. Perdigueiro devidamente adestrado e eficiente no ofício pressente a ave e alerta o caçador abanando o rabo, esticando o corpo e sinalizando com precisão a direção da caça. Habilmente se aproxima do ponto e faz com que a perdiz alce vôo e se transforme em presa fácil para seu dono fazer a sua parte. Este atira três vezes seguidas e erra o alvo. Persistente, o animal começa tudo de novo e outra vez a munição é desperdiçada. “Assim não dá, meu amo! Na próxima, você levanta a ave e eu atiro!”, latiu respeitosamente o dedicado cachorro, cansado de perder tempo com a falta de pontaria do chefe.

Colocando a arma no saco e voltando para o âmbito do varejo, o ato de vender e conquistar clientes não é tão diferente das trapalhadas cometidas pelo caçador inexperiente da analogia acima. Em ambos os casos há a vontade explícita de alcançar um resultado, seja ele abater uma ave em tempo de caça ou vender para um consumidor tão pré-disposto a comprar que teve o trabalho de escolher e se dirigir a uma determinada loja. Mas, apesar da vontade do vendedor e do caçador, e da flagrante disponibilidade da ave e do cliente, a ação não se concretiza. Por quê?

Antes de continuar com essa estranha e contundente comparação, convido o leitor a refletir um pouco mais sobre as razões pelas quais os vendedores não vendem e os caçadores não caçam. Por que será que os vendedores lojistas desperdiçam tantos consumidores que visitam suas lojas com a finalidade de comprar? Por que lojas suntuosas montadas para vender agem como se fossem museus de exposição, cujos produtos estão ali apenas para serem admirados e não comprados? Por que o atendimento é cheio de mesuras e gentilezas, mas vazio de informações e de conteúdo? Por que os vendedores atendem visando agradar ao cliente, em vez de trabalhar tendo como principal objetivo a melhoria contínua do índice de fechamento de venda?

Então promova as seguintes mudanças:

1. Não deixe sua loja viver como um caracol, voltada para o seu interior. – Abra-se para o mercado.

2. Não se iluda com margens altas e pare de reclamar que as vendas estão baixas.

3. Abandone a prática do varejo à antiga, passivo e inteiramente receptivo.

4. Abra as janelas e deixe a luz das mudanças iluminar sua cabeça e aquecer seu coração.

5. Pare de vender como se sua loja fosse depósito de mercadorias e uma administradora de problemas.

6. Transforme-se em prestador de serviços, vendedor de conceito e sonhos.

7. Gerencie soluções em vez de problemas.

Por fim, questione-se:

? Por que empresas que trabalham com marcas ou grifes famosas e de luxo, supostamente criativas, são tão previsíveis como a pontualidade do Big Ben de Londres?

? Por que consideram mercadorias e sistemas mais importantes do que as pessoas?

? Por que esquecem dos clientes depois que eles fazem suas compras?

? Por que não planejam melhor o prazo de entrega a fim de surpreender e não decepcionar o cliente?

? Por que não usam a prestação de serviço de pós-venda e a própria entrega como ferramentas de marketing?

? Por que não se comunicam com os clientes depois da efetivação da venda?

Fazer perguntas sobre a atividade dos outros é um esporte fácil e agradável, concordo com você. Mas questionar sobre assuntos de real importância e provocar a busca de soluções são alguns dos principais objetivos de um veículo de comunicação, que tem como lema promover alguma interatividade com o leitor. E o papel do consultor sempre foi o de diagnosticar, analisar as empresas sob a ótica do consumidor, preparar os colaboradores dentro dos novos parâmetros da qualidade e alertar os empresários sobre os desafios das mudanças. Quanto ao prognóstico, este cabe aos agentes envolvidos diretamente na operação. A melhor solução sempre será aquela que for tomada o mais próximo possível do fato gerador. Portanto, a melhor solução está em suas mãos!

Procure no site www.vendamais.com.br mais informações sobre esse tema: PALAVRAS-CHAVE : Varejo, fidelização, inovação, atendimento.

Para saber mais: Marketing no Varejo, de Valter Rodrigues – Editora globo.

Moacir Moura é consultor de varejo e palestrante. Fone: (41) 3023-6811 E-mail: mmoura@b.com.br

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

Conteúdos Relacionados

Quando (e como) um líder comercial deveria pedir ajuda

Quando (e como) um líder comercial deveria pedir ajuda?

O erro não está apenas em pedir tarde, mas em ...
Leia Mais →
Quando demitir

Quando uma empresa deveria demitir um vendedor?

Quando demitir um vendedor? Demitir um vendedor nunca deveria ser ...
Leia Mais →
Negociando com IAs: o que as IAs revelaram sobre empatia e firmeza

Negociando com IAs: o que elas revelaram sobre empatia e firmeza

Negociando com IAs Até a IA já cansou do negociador ...
Leia Mais →