Não tenha tanta certeza assim

Às vezes, as certezas que temos são tão básicas e fundamentais, que esquecemos de desafiá-las. Às vezes, as certezas que temos são tão básicas e fundamentais, que esquecemos de desafiá-las. É como se estabelecêssemos limites em torno do nosso potencial, e trabalhássemos somente dentro dessa pequena área. Quando você faz isso, suas idéias passam a ser limitadas pela pequena área disponível.

Pensadores criativos têm a maioria das suas idéias originais quando desafiam os dogmas estabelecidos por outras pessoas sobre o que pode ou não ser feito. Considere algumas das afirmações já feitas historicamente por autoridades e ?experts?, compiladas por Michael Michalko, autor de Thinkertoys:

– Philip Reis inventou em 1861 um instrumento que podia transmitir música, e que estava muito próximo de transmitir a fala. Foi convencido pelos amigos que não havia necessidade para um aparelho que transmite a voz, já que o telégrafo e o código Morse eram tão bons. Quinze anos mais tarde, Alexander Graham Bell patenteou o telefone.

– Quando o computador apareceu, a UNIVAC recusou-se a vender o aparelho para empresas, porque achava que empresários e executivos não teriam a mínima idéia do que fazer com aquilo. Aí apareceu a IBM e roubou esse mercado – mas, adivinhe: a IBM disse que não havia um mercado para computadores pessoais (?as pessoas não têm a mínima idéia do que fazer com um computador em casa?); aí apareceu a Apple.

– Sam Walton começou como franqueado das lojas Bem Franklin. Quando a direção da empresa franqueadora recusou-se a aceitar suas sugestões inovadoras, Walton vendeu suas franquias, fundou a Wal-Mart e, no processo, tornou-se o homem mais rico do mundo. Anos depois, em sua biografia, Sam Walton filosofou: ?Olhando para trás, é para mim uma tremenda alegria que eles não aceitaram minhas idéias. Isso me forçou a ter que montar minha própria equipe e programa?.

– Sempre que Thomas Edison ia contratar um novo empregado, ele convidava o candidato a tomar um prato de sopa. Se a pessoa colocava sal na sopa antes de prová-la, era desclassificada. Edison não contratava pessoas que tinham pré-conceitos estabelecidos em sua vida. Ele queria pessoas que constantemente questionassem os conceitos normalmente aceitos.

Se quiser ter perseverança, você tem que parar de imaginar as razões pelas quais alguma coisa não pode ser feita, e começar a pensar sobre maneiras que tem para fazer com que aconteça e dê certo. Aqui vão três coisas que Michalko diz que podemos começar a fazer hoje mesmo:

1. Liste os pré-conceitos que você criou sobre algo que quer fazer e não consegue. Reverta cada um desses conceitos, escrevendo num papel exatamente o oposto de cada um. Pergunte-se o que pode fazer para conseguir isso. Ponha na lista o máximo de pontos de vista que conseguir. Por exemplo, considere o automóvel e Henry Ford. Ao invés de perguntar o comum: ?Como podemos fazer com que as pessoas cheguem ao material e peças a serem trabalhadas??, ele reverteu a pergunta: ?Como podemos fazer com que o material chegue às pessoas??. Aí ele criou a produção em série.

2. Ande com um elástico em volta do pulso. Sempre que você se pegar desistindo de algo, puxe o elástico e solte-o (é para doer, mesmo!). Antes de desistir, pense no mínimo em três maneiras de reverter a situação. Então vá e aplique-as.

3. Aprenda a arriscar. Se você fizer sempre o mesmo, vai conseguir sempre o mesmo. Edison precisou de 50.000 experiências para inventar a bateria. Precisou de quase 10.000 experiências para descobrir a lâmpada. Ele redefiniu o fracasso quando respondeu a um assistente, que havia lhe perguntado ?Porque você continua com esta tolice? Você já falhou 10.000 vezes?. Disse Edison: ?Meu jovem, eu não falhei nem uma vez. Eu aprendi 10.000 coisas que não funcionam?.

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