Há 30 anos, Marshall McLuhan causou sensação e polêmica nos meios acadêmicos por sua abordagem inovadora de análise dos processos de comunicação que resultou em uma serie de enunciados – há quem os considerem profecias. Entre esses, a de que o avanço das comunicações permitiria ao Homem, de qualquer parte do planeta, compartilhar experiências, valores e necessidades. Os Homens transformados em homens-eletrônicos acabariam se encontrando em uma espécie de tribo planetária, chamada Aldeia Global.
Teoria ou profecia, o fato é que, poucos anos após a sua morte, em 1980, pessoas de todo o planeta já estariam se reunindo, com o auxílio de um computador e uma linha telefônica, em uma promissora comunidade global: a dos internautas, cidadãos do mundo plugados em um habitat chamado Internet.
Há quem ache alguma razão para não se ligar (e não lucrar) com a Internet. No início, foi assim com o telefone celular, com o cartão de crédito e com o próprio computador! Afinal, quem é que precisa dessas coisas?
Quem caiu na rede?
É inegável o sucesso da Internet comercial, que, no Brasil, está apenas começando. Mas, qual a explicação para o sucesso dessa navegação mercantil, já que apenas uma parcela reduzida da população brasileira tem acesso à Internet? É simples. A rede mundial atinge o segmento mais qualificado da população brasileira, de acordo com a segunda Pesquisa Cadê?/Ibope, realizada em agosto de 97, com 25.316 usuários de todo país. A pesquisa constatou que 38% dos internautas brasileiros têm nível de instrução superior e 58% falam inglês.
Nos tópicos voltados ao comércio eletrônico, 19% dos usuários afirmaram ter comprado pela rede e 6200 mostraram-se interessados numa compra futura. A pesquisa verificou que 72% dos internautas possuem cartão de crédito, sendo 52% cartão internacional. Três em cada cinco usuários da Internet (60%) têm renda familiar maior que 20 salários mínimos, 19% têm rendimento acima de 50 salários mínimos. Além disso, setenta por cento (70%) exercem atividade econômica, sendo que um em cada quatro usuários (23%) são empresários ou executivos.
O levantamento aponta ainda uma maior participação das mulheres na Internet. A população feminina, que representava 17% dos usuários em novembro de 96, quando foi realizada a primeira Pesquisa Cadê?/Ibope, agora significa 25% dos internautas.
O perfil mostra também uma pequena diminuição do percentual de usuários que falam inglês: 5800 contra 62% da primeira pesquisa. Esta variação já era aguardada, devido ao aumento do número de sites em língua portuguesa. De novembro de 96 para agosto de 97, o número de páginas em português cadastradas no Cadê? saltou de 9 mil para 36 mil.
Pessoas de todas as idades utilizam a Internet no Brasil, mas 74% dos internautas têm entre 15 e 39 anos.
A Internet está mais concentrada na região Sudeste, revela a pesquisa, que recebeu questionários de todos os Estados. Com 4300 da população brasileira, a região Sudeste abriga mais da metade (57%) dos usuários do país.
Segundo o levantamento Cadê?/Ibope, a maioria dos internautas (79%) utiliza a Internet em casa. A navegação pelos sites é o principal uso da rede para 45% dos internautas: 64% dos pesquisados apontam a Internet como a principal fonte de novos endereços.
O crescimento da rede no Brasil também obedece um ritmo exponencial. Segundo dados do Ibope, o número de usuários saltou de 110 mil em janeiro de 96 para 1 milhão em dezembro do mesmo ano. O aumento também foi expressivo para os provedores de acesso que saltaram de 50 para algumas dezenas.
Segundo o Universo Online, o maior provedor do Brasil, o volume total de páginas vistas por dia cresceu quase 50000 em 97. Em janeiro, 940 mil páginas da Web foram visitadas; em dezembro, 4,4 milhões.
De acordo com a Rede Nacional de Pesquisa, o Brasil já é o 19° país em número hosts, colocando-se à frente de países como Suíça, Áustria, Bélgica e Hungria. Nas Américas, o Brasil só está atrás dos Estados Unidos e do Canadá.
INTERNEI É O NEGÓCIO
Quem ainda não percebeu o poder de venda do comércio eletrônico via Internet pode se convencer com os dados da Active Media: três em cada quatro sites é de vendas de varejo; um em cada seis sites atrai anunciantes. “Segundo previsão do Ibope, na virada do milênio, 40% do comércio mundial será feito na Internet. Se, hoje, você tirar 40% do mercado de qualquer empresa, ela fecha”, alerta o consultor Martino Bagini.
Os exemplos do Banco Real e do Grupo Pão de Açúcar são uma mostra do volume de negócios realizados pela rede mundial de computadores. No primeiro caso, a instituição financeira computa mais contas abertas em sua agência virtual, isto é, pela Internet do que em qualquer uma das agências de sua rede. Já na rede de supermercados, o faturamento com as compras on-line, feitas pela Internet ou por meio de um kit distribuído em CD-ROM,já chega a 10% do total.
Segundo previsões do consultor Paulo Puterman, especialista em Internet, nos Estados Unidos comprar pela rede está se tomando comum e em breve será tão usual quanto comprar pelo telefone. No primeiro trimestre de 97, 5 mil sites de comércio eletrônico de todo mundo já estavam licenciados, oferecendo 15 mil lojas. Pelo menos 5% das 500 maiores empresas norte-americanas fazem vendas pela Internet. No Brasil, mais de 250 lojas virtuais já estão em funcionamento.
Para Mauro Strengerowski, presidente da Opeco (importação e distribuição de produtos eletrônicos), o comércio eletrônico associa à empresa a imagem de modernidade e lhe garante o diferencial de qualidade do serviço prestado. Também reduz custos nas estruturas de marketing e vendas.
Uma das principais vantagens da Web é o público que se está atingindo. “O perfil do internauta é muito interessante. São pessoas que têm cartão de crédito e renda familiar elevada. É um meio eficiente para se atingir as classes A e garante Bagini. Outra vantagem da rede é o baixo custo de montagem de uma loja eletrônica. “Na Web, os sistemas trabalham por você. Programas especializados fazem desde a efetivação da venda até o débito no cartão de crédito do cliente”.
O diretor de tecnologia da MediaLab no Brasil, Alexandre Ribenboim, garante que, com a Internet, o lojista aproveita um novo tipo de consumidor, que vai preferir fazer compras on-line, sem precisar enfrentar trânsito, calor e filas. “A empresa vai trabalhar com menos custo, e poderá vender para o mundo todo, fidelizando, por meio de programas específicos, os seus clientes. Ninguém está livre de desenvolver o comércio eletrônico pela Internet, mas quem entrar agora na rede estará mais preparado para a concorrência”, avisa Ribenboim.
Para Bagini, “pode se vender de tudo pela Internet”. O consultor cita que a Web ainda abre novos serviços, como confecção de sites e catálogos eletrônicos, por exemplo. “A Internet não deve acabar com os outros canais de venda, mas vai transformá-los. Provavelmente, os serviços de compra anunciados na televisão irão trocar seus números de telefone por endereços eletrônicos. Hoje, você já pode enviar pela Internet mensagens para todas as companhias de pager, bancos, fazer conferências, entre outras coisas. Algumas emissoras de televisão já estão transmitindo suas programações pela Web”.
“Produtos cujo consumo depende de uso intensivo de informações terão na Internet um importante canal de distribuição”, defende o consultor Paulo Puterman.
Confira abaixo algumas vantagens que o comércio eletrônico oferece para o lojista, segundo MediaLab:
? baixo custo de implantação de uma loja virtual, se comparado com o de uma real;
? aumento considerável da base de possíveis consumidores;
? baixo custo de criação e manutenção de catálogos eletrônicos;
? alto controle do catálogo, da posição do estoque, dos preços e promoções;
? facilidade para obter um bom número de informações sobre o pefil de cada consumidor.
Veja agora algumas vantagens do consumidor ao comprar pela Internet:
? baixo custo para a realização das transações comerciais;
? comodidade do sistema;
? eficiência, como canal, no relacionamento com o vendedor, 24 horas por dia, sete dias por semana.
A Internet também está tornando cada vez mais eficientes os Serviços de Atendimento ao Consumidor. “A velocidade de resposta deverá ser maior para atender a um cliente habituado a atendimentos instantâneos. O trabalho dos SACs deverá ser um diferencial efetivo das empresas no futuro”, garante Puterman.
INTRA E EXTRA: AS OUTRAS FACES DA NET
A Internet já está fazendo parte do dia-a-dia de muitas empresas, que criaram seus sites, filiaram-se a um provedor, disponibilizaram informações sobre seus produtos na super-rede e criaram departamentos virtuais de venda. Mas a revolução digital não ficou por aí. Foi parar dentro das empresas e foi além delas, através da Intranet e da Extranet.
O primeiro caso, trata-se de uma Internet doméstica, que muitas empresas, especialmente as norte-americanas, vêm utilizando para sistematizar, organizar e facilitar procedimentos internos. Seus usuários são unicamente internos. Por meio de estrutura e linguagem semelhantes às usadas na rede mundial, os usuários podem ter acesso a setores da empresa que foram transformados em sites e se comunicar com eles por correio eletrônico.
Os documentos internos de uma empresa, como manuais de procedimento, se transformam em arquivos digitais e os gastos com gráficas estão sendo cortados. As possibilidades da Intranet não param por aí. O treinamento de funcionários pode ser feito via rede, por meio de arquivos multimídia, e as dúvidas podem ser sanadas via e-mail. Além disso, tediosos relatórios, balancetes e demonstrativos podem ser simplificados em um dos sites corporativos, eliminando mais uma vez os gastos de tempo e dinheiro para publicações e comunicados internos.
De portas abertas
Da mesma forma que o padrão de tecnologia da Internet pode ser usado para gerenciar informações dentro de uma empresa por meio da Intranet, esta pode ser expandida, permitindo que fornecedores, clientes e parceiros de negócios tenham acesso às informações internas. É assim que funciona a Extranet.
A Extranet é uma extensão da Intranet. Ela permite que uma empresa compartilhe informações com sua comunidade externa – fornecedores, clientes e parceiros -, sem colocar em risco dados confidenciais.
Um dos princípios fundamentais das empresas que mantêm uma Extranet é ode procurar entender bem seu cliente para atendê-lo de maneira satisfatória, fornecer informações úteis e precisas e manter contato constante.
Uma montadora de veículos, por exemplo, pode conectar em sua Extranet seus fornecedores de peças, suas revendedoras e oficinas autorizadas. O benefício é a agilidade e a redução de custos. No momento em que um cliente entra na oficina autorizada, a montadora e seu fornecedor são informados sobre as peças utilizadas. A oficina e o cliente, por sua vez, sabem da disponibilidade do produto.
É como convidar nossos clientes e parceiros comerciais para entrar em nossa loja quando bem entenderem, sem, é claro, lhes dar as chaves do escritório.
“Além de receber as mensagens dos consumidores instantaneamente, o SAC pode elaborar melhor as informações, para respondê-las no momento mais adequado. O trabalho em equipe se torna mais eficiente e econômico, pois não há necessidade de – colocar várias pessoas no atendimento ao cliente”, avisa Bagini. “A Internet abre mais um canal de comunicação entre empresas e seu consumidores”.
O diretor de tecnologia da Media Lab, Alexandri Ribenboim, explica que há sistemas que montam o perfil do consumidor quando ele visita uma loja virtual. “Além de ampliar o banco de dados da empresa, ainda é possível oferecer lançamentos ou criar promoções de acordo com as características do cliente”.
Como vender na rede
Mas, o que é preciso para para colocar um catálogo na Internet e vender para todo o mundo? A resposta pode ser dada por empresas como a IBM e Mantel, que possuem divisões especializadas no comércio eletrônico.
Segundo a IBM, seu departamento de business coloca os processos essenciais de um negócio na Internet, com o objetivo de melhorar o atendimento ao cliente, reduzir o ciclo de produção, obter mais resultados com menos recursos e aumentar efetiva-mente as vendas. Para a IBM, a principal vantagem do e-business é proporcionar vendas pela Internet para consumidores finais ou para outras empresas. A divisão oferece serviços de comércio eletrônico para auxiliar na preparação e implementação de negócios pela Internet. Entre eles, estão serviços financeiros eletrônicos (implementados com a tecnologia SET – Secure Electronic Transactions – de segurança), de comércio varejista eletrônico e de transações eletrônicas.
Entre os cases da e-business está o Supervox Groupe. A IBM ajudou o grupo europeu a colocar na Internet seu catálogo de 8 mil artigos, criando uma rede de distribuição automatizada. Resultado: o Supervox prevê um aumento de US$ 8 milhões em seu faturamento anual. Um dos recursos do e-business (negócios) é o e-commerce (comércio): venda de produtos e serviços por meio da Internet.
A Mantel também tem sua divisão de e-commerce, que pretende oferecer recursos para a montagem e manutenção de lojas virtuais, com padrão SET. “Além disso, oferecemos soluções para Intranet e Extranet, além de consultoria de marketing interativo”, explica Alexandre Ribenboim, diretor de tecnologia da Media Lab.
No portfólio da MediaLab estão os sites do Cartão Unibanco, Epson, do Ministério da Educação (MEC) e do Sebrae, entre outros. É da empresa também o desenvolvimento do shopping virtual Visa, que conta com parcerias com a IBM,a Microsoft e a CPM e deve faturar US$ 300 milhões até dezembro. “O shopping Visa possui três alas, lideradas pelo Banco do Brasil, Bradesco e Banco Real. Inicialmente, cada ala terá três lojas em funcionamento”.
Na divisão de e-commerce da Mantel é possível construir uma loja virtual simples com investimento de apenas R$ 10 mil. “Para expor até dez produtos na Web, oferecemos soluções a partir de R$ 7 mil, que poderiam ser utilizada sara uma agência de turismo oferecer seus principais pacotes de viagem, por exemplo”. Ribenboim garante que uma das metas do e-commerce é atender rapidamente e com baixo custo a demanda dos lojistas para vender pela Internet. “Se a empresa já tiver e-mail, montamos uma loja virtual em 25 dias”
Um dos sites de sucesso desenvolvidos pela MediaLab é o do Duty Free. “Você pode fazer a sua compra ainda na Europa, antes de embarcar de volta para o Brasil, por exemplo. Quando chegar ao aeroporto, o pacote já estará pronto. Basta passar o cartão de crédito e levar a encomenda”.
A Media Lab também desenvolveu a loja virtual da Xerox. “No site da Xerox, ao comprar suprimentos para os seus equipamentos, os dados do pedido ficam cadastrados. Assim, na próxima compra, o programa já oferecerá material específico para os seus equipamentos”, explica Ribenboim.
Com que site eu vou?
De acordo com a Ábili Assessoria, empresa especializada no desenvolvimento de sites para pessoas jurídicas, não adianta apenas ter um site na Internet para conquistar as vantagens da rede. Na Web, é preciso ter páginas objetivas, que apresentem de forma clara as empresas e seus produtos. De acordo com Renata Maré, diretora da Ábili, a atualização constante do site é muito importante. Por este motivo, é imperdoável manter na lnternet tabelas de preços e promoções vencidas. Segundo a consultora, a atualização da home page também estimula novas visitas.
Além de buscar informação na Web, o internauta utiliza a rede para se corresponder via e-mail. Assim, é necessário checar periodicamente, pelo menos uma vez ao dia, as mensagens recebidas. Mais importante ainda é respondê-las com agilidade. A Ábili dá outra dica sobre o e-mail este não deve ser usado para divulgação de mala direta, a menos que o usuário tenha solicitado esse serviço. Outra sugestão da consultoria: antes de investir num site, verifique se a empresa já tem estrutura adequada para atender à demanda gera da pela Internet.
A INTERNET E O TRABALHO EM EQUIPE
A internet oferece possibilidade para tornar mais eficiente o trabalho em equipe. Segundo a IBM, suas soluções de e-business facilitam a interação de empreSas com seus vendedores, fornecedores, parceiros de negócios e clientes, onde quer que eles estejam: no território, em trânsito ou em casa.
“Descentralização, especificação e distribuição de tarefas são habilidades que as empresas terão que desenvolver e aperfeiçoar independente de suas instalações físicas ou recursos””””””””””””””””, diz o consultor Paulo Puterman.
“Como e-commerce, qualquer empresa pode disponibilizar sistemas comuns para fornecedores e outros parceiros de negócios, formando um verdadeiro ambiente de colaboração. Quando a empresa faz uma transação de venda pelo e-commerce, já está informando a central de estoque e, automaticamente, o fabricante, que precisará repor os produtos. Sistemas de comércio eletrônico via Internet possibilitam que empresas e pessoas real-mente trabalhem em parceria”, explica Wilson Cruz, segment manager de e-business. “A Web é o espaço ideal para a parceria e a interação entre empresas, fornecedores e clientes”, acrescenta Puterman.
INTERNET GLOSSÁRIO
A rede mundial de computadores e seu jargão podem parecer complexos para algumas pessoas, que se impressionam com a imensa lista de palavras técnicas, estrangeirismos e neologismos usados na internet. Confira abaixo o glossário com os termos mais usados na internet:
Acessar – apesar da verbo não existir oficialmente na Língua Portuguesa, é um dos mais usados na Internet. Significa chegar a um arquivo da rede mundial.
Atachar – o termo veio do inglês attach. Significar anexar um arquivo de texto ou imagem a uma mensagem por correio eletrônico.
Backbone – em português, espinha dorsal. O backbone é o trecho de maior capacidade da rede e tem o objetivo de conectar várias redes locais. No Brasil, foi a RNP (Rede Nacional de Pesquisa) quem criou o primeiro backbone da Internet, a principio para atender entidades acadêmicas que queriam se conectar à rede. Em 1995, a Embratel começou a montar um backbone paralelo ao da RNP para oferecer serviços de conexão a empresas privadas. Os
Fornecedores de acesso costumam estar ligados direta e permanentemente ao backbone.
Banner – anúncio colocado em páginas de Web.
BBS – computador/servidor que oferece serviços como troca de arquivos, correio eletrônico, chat, jogos e informações. Alguns BBSs fazem conexões regulares entre si. formando redes de trocas de mensagens. Outros expandiram seus serviços oferecendo também conexão à Internet. O acesso á Internet costuma ser limitado ao uso do correio eletrônico.
Browser – programa necessário para explorar imagens e arquivos gráficos na Internet.
Ciberespaço – termo criado pelo escritor William Gibson e inspirado no estado de transe em que ficam os aficcionados de videogame durante uma partida. A palavra foi utilizada pela primeira vez no livro Neuromancer, de 1984, e adotada desde então pelos usuários da Internet como sinônimo de rede.
Chat – a palavra, em inglês significa conversar. É utilizada para indicar os programas ou “saías” que reúnem, em tempo real, pessoas em uma conversa.
Download – não existe tradução razoável para o termo, mas no jargão da computação costuma-se falar em “baixar” um arquivo. Quando o usuário copia um arquivo da rede para o seu computador, ele está fazendo um download.
E-mail – termo técnico utilizado para designar os endereços eletrônicos na Internet.
Fórum – termo genérico para grupo de discussão.
Hipertexto – documento capaz de incluir em seu conteúdo ligações com outras partes do mesmo documento ou documentos diferentes. As ligações formalmente são indicadas através de uma imagem ou texto em uma cor diferente ou sublinhado. Ao clicar na ligação, o usuário é levado até o texto ligado.
Home paqe ou site – conjunto de páginas (com textos, imagens e sons) sobre uma empresa, entidade, Governo, produto ou pessoa.
Host – computador ligado 24 horas à Internei que, entre outras coisas, armazena arquivos e permite o acesso de usuários. Também chamado de nó.
Internauta – termo que indica o indivíduo que utiliza a Internet.
Internet2 – uma rede idêntica à Internet, com a diferença de que sua velocidade de transmissão de dados é até 1000 vezes maior. Essa rede só está disponível, por enquanto, para a comunidade acadêmica e científica. A Internet 2 começou a ser construída em 1996 e foi inaugurada no final de abril deste ano. No Brasil, a Internet2 também já começou a ser desenvolvida.
Link – palavras ou imagens que permitem ligação com outras páginas ou com outras partes da mesma página.
Modem – equipamento que liga o computador à linha telefônica. É fundamental para “plugar” um computador à Internet.
Multimídia – o termo multimídia é utilizado para definir um documento de computador composto de elementos de várias mídias, como áudio, vídeo, ilustrações e texto. Também é importante que esses documentos sejam interativos, ou seja, que permitam a participação do usuário. Para ser mais preciso, utiliza-se também o termo multimídia interativa.
Navegador – programa utilizado para navegar na Web. Permite usar praticamente todos os recursos da rede, como correio eletrônico, transferência de arquivos e acesso a grupos de discussão.
Navegar – o verbo se transformou no jargão oficial que designa o ato de percorrer sites.
Net – em inglês, rede. O termo é utilizado como sinônimo de Internet.
Plugar – mais um dos verbos eleitos pelos internautas. Significa ligar o computador á Internet.
Provedor (de acesso) – varejistas da conecção à Internet. Estão ligados a um backbone, revendem conexão à Internet aos usuários finais. Para se ligar à
Internet é preciso se associar a um provedor, por exemplo, o Universo Online, que está ligado a um backbone, a Embratel ou outro.
WWW ou Web – World Wide Web. Área da Internet que contém documentos em formato, que combinam hipertexto com multimídia. Os documentos da WWW são chamados de páginas de Web e podem conter texto, imagens e arquivos de áudio e vídeo, além de ligações com outros documentos na rede. A característica multimídia da Web tornou-a a porção mais importante da Internet.
Web site – um servidor de WWW. Contém páginas da Web. Os Web sites são usados para oferecer aos usuários informações institucionais sobre uma empresa, noticias, lojas virtuais, logos, entre outras.
Se você se deparar com palavras ainda mais estranhas do que estas, não é preciso se preocupar. A própria rede já tratou de facilitar nossa vida com inúmeras páginas-dicionário, que trazem explicações para jargão internauta. Basta digitar endereços eletrônicos como: www.netlingo.com, www.uol.com.br/internet/beaba ou www.matisse.net/files/glossary.html, entre outros.


