Hoje em dia, em qualquer área que você atue, se não souber vender, está morto”. A declaração é de Nelson Mário Maestre Merenguel, que só na área de Vendas trabalha há mais de 25 anos. Ele já perdeu de vista os inúmeros executivos que tiveram de recomeçar a vida profissional como vendedores por causa do desemprego. Com poucas opções, acabam em Vendas. Como se houvesse lugar para qualquer um. Puro engano. Lá, ou você veste a camisa, ou não deslancha. Merenguel fez a sua escolha consciente dos ganhos da profissão e acertou.
Com formação em eletrônica, ele jamais se imaginou vendedor. Mas, quando percebeu que de todos os setores, apenas os vendedores é que ganhavam bem, não teve dúvidas: foi ser um deles. Quando os resultados apareceram, até ele ficou surpreso. Mesmo sem experiência, os seus números ultrapassavam os recordes anteriores. Era arrebatador. Pela desorganização da empresa, que prefere não citar, resolveu sair.
Sua verdadeira “escola” em vendas foi uma multinacional canadense do ramo de formulários. Entre outras coisas, aprendeu principalmente a ser um consultor, apresentando projetos mais elaborados aos seus clientes. O conhecimento técnico, lembra, contribuiu (e muito!) com o fechamento das vendas. Exemplo disso foi quando fechou um pedido para um banco nacional. “A habilidade em repassar as informações técnicas foi o ponto-chave para que ganhássemos a venda”, garante Merenguel. Depois disso, o cliente implantou o produto em todo Brasil, resultando em sua maior venda. Ele não se esquece da comissão que recebeu na época, o equivalente a um carro popular.
O grande motivador desse profissional de vendas sempre foi a possibilidade de ganho financeiro, que parece ser mais fácil nessa profissão do que em qualquer outra. “Ser vendedor é muito compensador, principalmente quando conhecemos muito bem o produto ou o serviço a ser oferecido”, afirma. Na Primi Formulários Ltda., ele já cogitou ser supervisor de vendas, mas não teve o incentivo dos superiores. Disseram que isso afetaria diretamente o faturamento da empresa. Além disso, Merenguel sabe que como vendedor tem a vantagem de uma maior flexibilidade de horário e também de comissão. “Um vendedor não tem limites de ganho”, afirma.
Chegar a tamanho prestígio leva tempo. Merenguel tem dado provas do seu respeito à profissão: tornou-se um expert. Para ele, o trabalho de vendas requer basicamente três esforços: organização, disciplina e muito trabalho. Saber agendar com um cliente, em sua opinião, é essencial para a otimização do processo. “Antes de mais nada, é necessário conhecer a empresa que você vai visitar. Procure agendá-la conforme seus procedimentos internos, pois assim você administrará melhor o seu tempo com cada cliente”, conta.
Seguindo à risca os lemas “Tempo é dinheiro” e “Sem disciplina não se chega a lugar nenhum”, o modesto Merenguel diz que ainda tem muito a aprender e decididamente não pensa em se aposentar. Para quem quer seguir os seus passos de campeão, ele não esconde o jogo: “Conheça muito bem o seu produto e serviço e assegure sempre um pós-venda. Comprometa-se com o seu cliente”. Vale a pena seguir as dicas de quem já chegou lá, não é mesmo?
O bom vendedor precisa ter uma boa apresentação, pontualidade, empatia, clareza nas explanações e transparência nas atitudes, visando sempre o compromisso com os clientes.
Nome: Nelson Mário Maestre Merenguel. Formação: Técnico Eletrônico. Cursos de Especialização: Técnicas de Venda, Supervisão, Atendimento ao Cliente, entre outros. Livro de Cabeceira: O Maior Vendedor do Mundo, de Og Mandino. Segredo de Sucesso: Perseverança. Fonte de Motivação: Sucesso. Maior Estímulo da Equipe de Vendas É: Dinheiro e reconhecimento pessoal. Frase: A persistência com inteligência é uma das melhores qualidades do homem. Sonho de Consumo: Viajar o mundo.


