No mundo dos cosméticos, marcas são mais importantes do que preço

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Profissionais de marketing que trabalham com beleza estão sofrendo pressões cada vez maiores no mundo virtual, segundo Emily Nelson, do The Wall Street Journal. Um novo estudo feito pelo NPD Group e Media Metrix prevê “consolidação e quebras entre sites que vendem produtos cosméticos e de beleza”, dentro dos próximos 18 meses. Confundindo os especialistas, que apostavam cada vez mais em preços baixos nas compras online, o estudo descobriu que na verdade os clientes estão muito mais preocupados com as marcas do que com preços. A pesquisa diz que 75% dos que compram produtos de beleza online escolheram a Internet por causa da conveniência, enquanto que somente 31% citaram preços baixos. Karyn Schoenbart, do NPD Group, diz que “a lealdade às marcas é particularmente importante na Internet, porque as pessoas estão trocando a experiência de ir a uma loja real experimentar um novo batom ou maquiagem”. Isso significa que muitos compradores irão comprar na Internet simplesmente para trocar produtos que acabaram. “Sites sem nomes famosos terão problemas”, prevê Schoenbart. De acordo com o estudo, só nos EUA esse foi um mercado de US$ 250 milhões, com tendência de crescimento. O que está ficando cada vez mais claro é um conflito de canais, já que essas marcas famosas terão de descobrir maneiras de vender online sem ofender o resto de seus parceiros ou vendedores (caso da Natura, por exemplo). Vai ser interessante ver como vai acabar o assunto.

Tecnologia para crianças desafia adultos
Brinquedos são precursores de comunicação sem fio, reporta Michel Marriott, do The New York Times. A primeira onda de utensílios eletrônicos portáteis para crianças com mais de três anos está vindo com tecnologias de baixo custo ainda nem disponíveis para adultos. E não estamos falando do velho walkie-talkie. Por exemplo, um aparelho chamado Liqhtning Mail (US$ 60), da Tiger Eletronics, pode mandar mensagens num raio de 20 metros, coisa que o Palm VII (US$ 450) ainda não consegue fazer. A criança ainda pode conectar o aparelho no telefone para mandar e receber mensagens de e-mail (Joãozinho, não se esqueça de fazer a lição de casa!). Com outro aparelho, na forma de caneta, chamado V Mail (US$ 20) você pode falar com outras pessoas até 30 metros de distância. Além disso, antes que alguém pergunte, a caneta escreve também. Outro brinquedo da Tiger, o Send It, permite enviar mensagens criptografadas em pequenos cartões especiais, que só podem ser lidos em outro aparelho Send It. Ou seja, se o professor interceptar o cartão no meio da aula, não vai conseguir ler o que está escrito, pois é necessário uma senha. Obviamente, a controvérsia está armada. Um executivo da Tiger defende o aparelho, dizendo que eles estão dando às crianças “ferramentas que realmente vão tornar seu mundo mais relevante”. Enquanto isso, Barbara Stein, da Associação Nacional de Educação, é mais prática: “As escolas, em algum ponto, vão ter de criar regras para lidar com esses assuntos. Não adianta fugir: o uso da tecnologia vai ser cada vez mais comum na vida dessas crianças”. Alguém aí está sentindo-se um pouco mais velho?
O design contra-ataca
De acordo com um artigo de Craig Wilson no USA Today, o “design democrático” está caindo no gosto da América (do Norte, pelo menos). É só analisar o sucesso estrondoso de uma lixeira para casas e escritórios, chamada Garbo. Translúcida e curvilínea, a lixeira parece que foi desenhada para fazer jogo com o iMac, da Apple – ou quem sabe com o novo Beetle (Fusca). Essa moda em relação a produtos com belo design, e baratos (a Garbo custa apenas US$ 10), foi iniciada pelas lojas IKEA, que continuam vendendo como nunca (25% a mais em relação ao ano passado). Mas os designers estão sentindo algo bem mais profundo: a oportunidade de dar ao mundo em que vivemos a cara que ele terá nas próximas gerações. E embora o foco seja dar ao consumidor de classe média um design extraordinário, o fenômeno é um pouco mais abrangente: “Ao misturar estas coisas baratas, mas bonitas, com coisas realmente boas, o ambiente inteiro fica lindo”, diz a desenhista e decoradora Barbara Moller. Mas, como sempre, o que interessa é o lucro final. “Temos de saber produzir produtos que sejam esteticamente agradáveis se quisermos competir num mundo globalizado”, diz Moller. E simples de produzir também: “Eu apenas decidi redesenhar um produto que ninguém dava bola”, disse o designer Karim Rashid, quando questionado sobre o sucesso das mais de 2 milhões de lixeiras vendidas. Falando nisso: qual foi a última vez que sua empresa trabalhou com um bom designer?

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