O Ano do Profissional

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Você reparou no que aconteceu em 1997? Pense um pouco. As únicas mudanças dignas de nota foram as causadas pelos El Niños – o do clima e o das bolsas de valores. Ambos com uma característica em comum: são variáveis incontroláveis. Tudo bem, o El Niño do clima já começa a ser compreendido. O Outro… só Deus sabe. Mas, estamos nos referindo aos aspectos internos de nossa economia e da nossa política. O Brasil, e os brasileiros, está se acostumando com a estabilidade, a previsibilidade. Mesmo essa tempestade que foi o crash das bolsas mundiais permite que visualizemos o futuro próximo: juros altos, recessão e queda na produção. Amargo, mas… previsível e, certamente, sobreviveremos.

Foi um ano em que todos, empresários, políticos, vendedores, médicos, todos, enfim, aprenderam a trabalhar sob absoluta normalidade.

Regras claras (e continuarão sendo). Sem sustos. Sobreviveu quem melhor se preparou. O mais competente.

A sua guerra diária pelo cliente não dependeu mais (ou muito pouco) de fatores externos. Mesmo depois das bolsas, tudo vai continuar como foi em 1997, é você e ele, cara-a-cara. Você conta com seu arsenal de conhecimentos e técnicas. O cliente com meia dúzia de possíveis fornecedores que oferecem-lhe um produto similar ao seu.

Quer uma má notícia? 1998 também vai ser assim.

Quer uma boa notícia? 1998 também vai ser assim.

Encontramos a seguinte história em um livro:

Um homem lia o horóscopo enquanto tomava café. “As influências astrais são negativas”, dizia seu signo. “Tendência a irritação. Cuidado com acidentes no trânsito. Possíveis problemas digestivos”, comentou apreensivo com a esposa. Ela, por sua vez, disse que ele não deveria acreditar naquelas bobagens. Discutiu com a esposa, ela estava sempre contra ele. Saiu apressado sem se despedir, não reparando em ligeiro desvio da direção, raspando o pára-lama. Culpa a esposa. Não almoça bem, de preocupação. Sente uma ligeira azia. Para completar, à tarde briga com um funcionário. Foi um dia péssimo.

Na manhã seguinte, lendo novamente o jornal: “Dia favorável. Muita alegria no lar, alta produtividade no serviço, saúde perfeita”. Contente com aquilo, conversou durante alguns minutos com a esposa, sem mencionar o fato, evitando discussões. Fez uma ótima viagem rumo ao escritório. Almoçou tranqüilo. Pediu desculpas ao funcionário que agredira. Ao sair do serviço, pensou em ir à redação do jornal. Queria conhecer o astrólogo e parabenizá-lo pela exatidão de suas previsões. Naquele horário, a redação estava quase deserta, encontrou apenas um rapazinho que digitava algo. Perguntou pelo astrólogo.

– Não temos.

– Não? E quem faz as previsões?

– Sou eu. Agora mesmo estou preparando o horóscopo de amanhã.

– É aprendiz de astrologia?

– Não entendo nada do assunto, mas não é difícil. Há centenas de previsões redigidas, é só copiar. Todo dia escolho doze ao acaso”.

1998 vai ser um ano que você – e apenas você – vai construir. Nas suas mãos está o sucesso do próximo ano, e não na bolsa de valores. Não há mais desculpas políticas ou econômicas. Ele será o que você quiser. É hora, portanto, do empenho máximo. Se todo ano deve ter um nome, 1998 será o Ano do Profissional. É a sua hora de se destacar.

Toda a equipe de Técnicas de Venda está se preparando para ajudá-lo durante o ano todo. Mas, por favor, não se esqueça da sua vida pessoal.

Em 1998 teremos Carnaval, Copa do Mundo e Eleições. Vai ser um ano curto. Curta o ano!

Feliz 1998

São os votos da equipe de Técnicas de Venda

Raúl Candeloro
Editor

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