O emprendedorismo e a globalização

A globalização pode interferir diretamente no seu empreendimento. Saiba o que Luiz Fernando Garcia tem a dizer sobre isso.

Tal como nos tempos primitivos, quando o homem das cavernas descobriu como moldar o barro trabalhando a argila e fabricando os primeiros utensílios de cerâmica, a ação empreendedora do ser humano lhe possibilitou intervir, transformar e dominar o meio ambiente, criando, inovando e avançando sempre em busca de novos patamares de produção e melhores níveis de qualidade de vida.

Foi a manifestação e o exercício dessa ação, demonstrada por nossos antepassados, que fez a humanidade se perpetuar e, por isso, renascer continuamente em nosso meio. A sociedade moderna, cada vez mais urbanizada, necessita de pessoas empreendedoras, capazes de criar empresas privadas ou qualquer outro tipo de organização, para gerar bens e serviços destinados a satisfazer as necessidades de uma população mundial crescente.

Quem decide criar uma empresa, especialmente neste início do século 21, tem importância vital para nossa sociedade, pois são grandes os desafios, por exemplo: aumento da produção de alimentos, construção de habitações, fabricação de medicamentos e outras prioridades. Superá-los, portanto, requer a ação decisiva de empreendedores dispostos a comandar empresas industriais, comerciais e de serviços.

Desse modo, o empreendedor estará agindo dentro de um contexto internacional muito diferente daquele vivido pelos empresários pioneiros das primeiras décadas do século passado. As mudanças no ambiente internacional estimulam cada vez mais a integração econômica entre países.

A formação dos blocos econômicos, por exemplo, amplia as fronteiras do comércio e cria zonas ?multipaíses? de livre mercado, além disso há alguns como o Mercosul, Nafta e União Européia que possibilitam o trânsito facilitado de pessoas e produtos, ou seja, uma oportunidade de expansão.

Competir em um mercado supranacional faz com que os empreendedores disputem um contingente de consumidores sem os entraves alfandegários convencionais. Ao mesmo tempo em que criam oportunidades, os megamercados fazem com que a concorrência interna de cada país seja acirrada.

Surge, então, uma tendência mundial para a abertura do comércio. A busca do livre mercado entre os povos vem também se consolidando no cenário mundial.

Nesse contexto de economia globalizada, o desafio dos empreendedores já atuantes e de pessoas que estão pensando em iniciar seu empreendimento agora será desenvolver a capacidade de criar uma empresa verdadeiramente competitiva.

Os produtos ou serviços que a organização vai oferecer à clientela terão de ser produzidos dentro dos padrões de qualidade do mercado mundial e deverão ter preços iguais ou melhores que aqueles oferecidos por empresas similares atuantes em outros países.

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