O ESPÍRITO DE VENDEDOR

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Na verdade, é no Espírito do Vendedor que está todo o segredo dos sucessos e dos fracassos que nós vemos e produzimos ao longo dos anos em que praticamos vendas.

Este sim é o que podemos chamar de “o coração da nossa profissão”, pois quem não tiver espírito de vendedor jamais será um profissional qualificado e diferenciado.

Ao estudante de medicina, ou de advocacia, ou de engenharia, ou de psicologia, ou de qualquer outro ramo do conhecimento humano, de nada adiantará estudar exaustivamente tudo o que a faculdade ensina porque, se ele não tiver “espírito para ser o que está estudando”, jamais será um bom profissional. Isto é uma verdade absoluta em todas as profissões e não é diferente na nossa.

Conclusão? Óbvia! Nos casos em que o indivíduo precisa sobreviver, são poucas as chances de que a nossa profissão seja praticada com competência. Se o praticante não tiver “o espírito de vendedor”, jamais terá sucesso vendendo.

Lamentavelmente não conseguimos definir com total e absoluta clareza o que seja isto que estamos chamando de “espírito de vendedor”, mas podemos registrar alguns aspectos importantes, como por exemplo:

? VONTADE de trabalhar muito e bem o tempo todo.

? VONTADE permanente para enfrentar e superar todo e qualquer desafio que apareça.

? VONTADE de melhorar a si mesmo, aprendendo o tempo todo e buscando sempre superar as suas próprias falhas e limites.

? VONTADE para não jogar sobre os outros as culpas pelos seus erros, mas, ao contrário, tendo a capacidade de transformar erros em aprendizado.

? VONTADE de entender profundamente cada cliente, buscando assim servir bem para poder servir sempre.

? VONTADE de fazer todas as coisas bem feitas, para não ter de fazê-las novamente e acabar pagando para trabalhar.

? VONTADE de fazer o que precisa ser feito imediatamente, ou seja, ser eficaz.

? VONTADE de discutir e debater o que não entende até entender, mas com inteligência e bom senso, sabendo, portanto, que o bom cabrito é o que berra (com inteligência) e não o que abaixa a cabeça e “engole os sapos”.

? VONTADE de conquistar amizades e pessoas e não apenas pedidos. Em outras palavras, gostar mais das pessoas do que do dinheiro delas.

? VONTADE para adaptar-se rapidamente às novas situações, circunstâncias, exigências e regras. Isto é, não resistir “burramente” às mudanças só porque são mudanças.

? VONTADE de assumir responsabilidades, metas, objetivos e desafios seriamente; ou seja, não fugir das suas obrigações pessoais e profissionais. Vender é uma aventura, mas nós não podemos ser aventureiros.

? VONTADE para ser esperto, sem ser malandro, ser curioso sem ser intrometido e estar sempre atento sem ser enxerido. Ou melhor, praticar ética mantendo sempre ligado o “desconfiômetro”.

? VONTADE para tomar iniciativas e providências que resolvam os problemas e as situações do dia-a-dia e nunca ficar imobilizado e “inútil” diante delas.

O que mais sentimos quando fazemos seleções de vendedores, supervisores e até de gerentes e diretores? Sentimos que falta exatamente isso: a VONTADE – o espírito que tem de existir para poder ser um bom profissional. Algumas pessoas até parecem ter experiências interessantes. Outras demonstram até alguma cultura mais avançada, mas o que está difícil de achar é o “ESPÍRITO DE VENDEDOR”, aquela “gana” de fazer o que tiver que ser feito para vencer todo e qualquer obstáculo ou dificuldade que apareça. E na minha opinião, quem não tem vontade está morto, mas – infelizmente – esqueceu de deitar.

Eduardo Botelho – Consultor e diretor do IPEB – Instituto Profissionalizante Eduardo Botelho. Homepage: www.eduardobotelho.com.br

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