VendaMais
Consultoria Treinamentos Liderança Games BPO comercial SalesTrain Cases Conteúdos Sobre Seja um parceiro · VM Partners Fale com um especialista →

O filho do dono

Quer conversar com um especialista?
Entre em contato!

É considerada normal a presença do filho do dono, na gestão das empresas familiares. Mas a presença do herdeiro na posição de administrador pode ser prejudicial para a organização. É considerada normal a presença do filho do dono, na gestão das empresas familiares. Porém, a presença do herdeiro na posição de administrador pode, algumas vezes, ser prejudicial para a organização. Nessa circunstância, com a intenção de perpetuar seu nome e possibilitar aos filhos uma oportunidade de formação e capacitação, o pai acaba colocando em risco o futuro de seu patrimônio, pois esquece que competência empresarial não é transmitida via DNA. Ser o filho do dono nem sempre significa ter a mesma capacidade do pai – o empreendedor e condutor da empresa.

Para o herdeiro, a situação também é complicada. Ele quer mostrar ao pai que tem capacidade e quer, honestamente, ajudar a gerar os melhores resultados. É comum o sucessor não conhecer todas as características da empresa, nem toda sua história. Muitas vezes, alguns fatos que o pai preferiu nunca comentar ou, involuntariamente, deixou de transmitir podem ter influência nos rumos tomados pelo negócio. Todavia, a maioria dos pais, bem-intencionados, tende a sonegar, da prole, informações, a fim de protegê-la de problemas e preocupações. Além disso, muitos deles optam, ainda, por resolver os distúrbios causados pelos próprios descendentes.

Mais grave é quando o pai acredita que o filho está preparado para assumir certas responsabilidades quando na verdade não está. Pior: o herdeiro pensa que já sabe tudo e pode resolver os problemas a seu próprio juízo. Assim, o ditado ?pai rico, filho nobre, neto pobre? se repete diversas vezes, sobretudo porque o filho recebe do pai um negócio promissor, sem nunca ter vivenciado os momentos difíceis da empresa. Em outros casos, a situação se agrava por falta de comunicação e entrosamento entre pai e filho. Então, inconscientemente, o filho passa a acreditar que os problemas se resolverão por si só e que tudo seguirá os moldes estabelecidos pelo seu progenitor.

Assim, talvez seja o caso de cada pai avaliar bem a conveniência de introduzir o filho na administração de seus negócios. É preciso ter a certeza de que os herdeiros estão preparados, teoricamente e tecnicamente. E, para contribuir para a formação dos filhos, a própria empresa pode não ser a melhor escola. Talvez o herdeiro deva viver alguns anos em outras organizações, sem nenhum privilégio, tendo que ganhar o seu próprio sustento (mesmo que o pai possa lhe dar tudo). Essa alternativa visa prepará-lo para assumir o destino do patrimônio conseguido pelo pai ao longo dos anos. Afinal, há que se destacar: são raras e honrosas as exceções no tocante a sucessão das empresas familiares.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

Conteúdos Relacionados

Quando (e como) um líder comercial deveria pedir ajuda

Quando (e como) um líder comercial deveria pedir ajuda?

O erro não está apenas em pedir tarde, mas em ...
Leia Mais →
Quando demitir

Quando uma empresa deveria demitir um vendedor?

Quando demitir um vendedor? Demitir um vendedor nunca deveria ser ...
Leia Mais →
Negociando com IAs: o que as IAs revelaram sobre empatia e firmeza

Negociando com IAs: o que elas revelaram sobre empatia e firmeza

Negociando com IAs Até a IA já cansou do negociador ...
Leia Mais →