Um verdadeiro “maestro” AÇÃO!
Segundo Peter F. Drucker, esta é a palavra que vai fazer a diferença entre as empresas que vão sobreviver e as que vão afundar.
No seu livro “Post-Capitalist Society” (Sociedade Pós-Capitalista), ele defende que estamos num período de transição e que somente as empresas mais ágeis sobreviverão. Tamanho não é mais tão importante – o que vale é a velocidade de reação.
Por exemplo, Drucker defende que a produtividade hoje em dia é ridiculamente baixa, por um simples motivo: ninguém está questionando o que um funcionário ou trabalhador está fazendo, mas sim como está fazendo.
Esta é uma visão totalmente antiquada, um resquício da Revolução Industrial, com Heniy Ford e sua linha de montagem com milhares de operários apertando parafusos como robôs.
Mas hoje estamos vivendo uma revolução tecnológica e vencerá quem souber usar esta tecnologia para aumentar a produtividade e otimizar operações. Isto exige reciclagem permanente – acabou a época em que alguém só fazia um curso rápido quando entrava na empresa. O processo agora é constante, gostem disso ou não.
Falando especificamenente de vendas – quanto tempo leva para formar um bom vendedor? Meses, às vezes anos. E o que acaba diferenciando um vendedor do outro? Características pessoais, experiência e conhecimento. Mas, principalmente, a capacidade de transformar esse conhecimento em ação, ou seja, em vendas.
Cada vez mais as equipes de vendas vão utilizar ferramentas modernas, como computadores, para fazer suas apresentações, efetuar pedidos, conferir estoques e promoções, manipular bancos de dados, etc. Isso vai diminuir consideravelmente o nível de degraus hierárquicos na área comercial, porque, com o computador, um vendedor vai ser na verdade um “Exército de 1 Homem Só”. Talvez ele nem precise de um escritório! Mas, como em todo esforço humano, o vendedor vai precisar de um líder – o seu gerente, que vai funcionar como um verdadeiro maestro de orquestra.
Cada integrante da sua equipe será um profissional altamente treinado e, como um time, trabalharão com vistas a um objetivo comum. Como disse Drucker, trabalhadores individuais, assim como um violinista ou um pianista, podem tocar uma música – mas só uma orquestra inteira pode tocar uma sinfonia.
A equipe será harmoniosa porque cada indivíduo coordenará suas ações com as do resto do grupo – capitaneados pelo gerente ou “maestro”.
É claro que tudo isto também serve para as áreas internas de uma empresa – Vendas, Marketing, Finanças, Produção, etc. Neste caso, o maestro será o dono, ou o seu diretor-presidente, coordenando departamentos para levar a empresa a atingir seus objetivos pré-estabelecidos.
O Pós-Capitalismo vai redefinir o papel, o poder e as funções de liderança.
Para competir e vencer, você deve repensar a maneira pela qual sua empresa está organizada e o que cada um está fazendo.
Não se esqueça: o mais importante é o que cada um está fazendo – e não como. Isto vem depois, e é a dificuldade em enxergar isso que está dificultando a vida de tantas empresas.


