O líder de frente

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Por mais que todos escrevam livros e analisem o processo de liderança, no momento da tomada de decisão, a decisão é solitária ou em grupo. O processo de liderança é muito dinâmico. Durante os anos 80, vimos Lee Iacocca assumir a posição de líder carismático e, logo em seguida, ser desafiado pelo líder da eficiência e da qualidade, personificado por Akio Morita. Nos anos 90, vimos os americanos assumirem uma liderança mais dura, com Jack Welch. E quem será o próximo? Será um líder ou um estilo, quem sabe o estilo Toyota ou Wal-Mart? Por mais que todos escrevam livros e analisem o processo de liderança, no momento da tomada de decisão, a decisão é solitária ou em grupo. Depende do perfil do líder e é sobre isso que vamos falar hoje.

Equipe ?

Alguns líderes trabalham aprimorando o desempenho dos membros do grupo. São obstinados por melhorar o resultado de cada um. Repetem insistentemente a mesma coisa até que seja assimilada pelo grupo. Adoram certificados de qualidade.

O fato de ficarem sempre de frente para sua equipe pode fazer com que percam em velocidade e acabem por não visualizar as nuances do mercado. Suas equipes, geralmente, são de alto desempenho e qualidade total, mas isso não repercute na velocidade de tomada de decisão para a conquista do mercado.

Obstinados ?

Outros são obstinados por crescimento, colocam metas audaciosas para a equipe, adoram a expressão market share (fatia de mercado), e às vezes acham o mercado da empresa ao lado mais interessante, e o incorporam ao grupo. Crescer nem sempre significa lucrar, principalmente a curto prazo, e em um mercado ágil e turbulento, deixar o lucro para depois pode custar muito caro para uma empresa.

Visionários ?

Encontramos também líderes visionários, carismáticos, que ditam o rumo que a empresa deve seguir, adoram estratégias inovadoras, procuram sempre novas oportunidades no mercado e não têm medo de mudar a rota de uma hora para outra.

Empresas de visionários podem ser desorganizadas, suas equipes não conseguem entender seu real foco, o caminho a ser seguido não fica claro e facilmente todos ficam se batendo de um lado para outro.

Agressivos ?

Há líderes que preferem trabalhar sob pressão, algumas vezes no grito. São agressivos na forma de liderar e nas estratégias e adoram táticas. Utilizam a defesa para o ataque, mudam as peças da sua equipe de lugar sempre que necessário. Muitas vezes, deixam a equipe acuada e produzem por medo, respeito, mas a verdade é que todos produzem.

A curto prazo, esses são os melhores, conseguem desempenho máximo do grupo. Todos trabalham rapidamente, com afinco, mas muitas vezes sem a consciência do que estão trabalhando para construir. Ambientes tumultuados, brigas internas e alta rotatividade fazem parte desse cenário.

Exemplo ?

Outros preferem ser exemplo, se precisar, pegam o telefone e ligam para os clientes ou se precisar limpar o chão, pegam a vassoura. Trabalham horas a fio. A equipe vê neles um trabalhador incansável, um exemplo a ser seguido. Trabalhar muito sempre, essa é a sina desses líderes. Decepcionam-se por notar que nem todos aprendem com o exemplo e que pressão e delegação são fundamentais e muitas vezes indispensáveis para gerenciar uma equipe.

Este artigo não serve para definir um perfil ideal de liderança, quem sabe seja porque não existe mesmo. Cada momento exige um líder diferente. Adaptar-se a isso, deixando de lado seu perfil e assumindo a função que realmente se fizer necessário pode ser seu grande desafio. Quem sabe, superar o ego seja o grande desafio do líder eficiente. Afinal, uma empresa não precisa de um perfil nem de um estilo de liderança, precisa de um líder para todos os desafios.

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