A cada dia que passa e na medida em que as grandes empresas vão terceirizando uma parcela expressiva de sua produção para concentrarem sua atenção, energia e investimentos na linha de frente ? no mercado e nos clientes ? A cada dia que passa e na medida em que as grandes empresas vão terceirizando uma parcela expressiva de sua produção para concentrarem sua atenção, energia e investimentos na linha de frente ? no mercado e nos clientes ?, o varejo ganha novos contornos e uma definição maior de como deverá se reordenar no futuro.
Aos super e hipermercados, continuará reservado o território dos produtos industrializados de alimentação, limpeza, higiene, beleza e alguns ou muitos complementos, dependendo da política de cada uma das redes. Daí para frente, prevalecerão dois tipos de lojas, por especialização: as lojas que prestarão serviços voltados para uma necessidade específica (elegância e vestuário de homens, mulheres e crianças ou decoração, produtos de beleza, cama/mesa e banho, artigos de festas ou armarinhos ou automóveis) e as lojas exclusivas de uma única marca, para todos os seus leais seguidores.
Ou seja, cada vez mais, o fator especialização é decisivo e essencial para o sucesso. Especialmente para o varejo, em um momento que sofre pesada concorrência genérica da venda porta a porta e pela internet. Mais do que nunca, chegou a hora do ?cada macaco em seu galho? e cuidando muito bem, sem ficar de olho no galho próximo, que embora na mesma árvore, não tem nada a ver com o negócio, com a especialização.
Experiência de compra ? A razão desse reordenamento é uma só: nós, os novos consumidores, queremos mais que comprar, queremos nos relacionar com empresas e prestadores de serviços em quem reconhecemos autoridade e competência e que sejam capazes de nos propiciar uma encantadora e memorável brand experience ? experiência de compra. Estabelecimentos comerciais que se revelem preparados para construir e estabelecer um vínculo emocional com seus clientes.
Por essa razão é que as chamadas lojas conceitos se multiplicam, que diferentes fabricantes voltam a investir em lojas próprias e exclusivas, que muitos outros fabricantes preferem investir em pontos-de-venda que construam locais adequados e climatizados para seus produtos, ainda que em companhia de outras empresas.
O consumidor mudou e, finalmente, o varejo demonstra reconhecer que passa pela renovação mais radical de todos os tempos.


