O perfil da pessoa inteligente

Como é uma pessoa muito inteligente? Como é uma pessoa muito inteligente? É alguém que costuma viver algumas sensações muito agradáveis, como:

1) A percepção de ter controle sobre a própria vida, ao menos em relação ao desenvolvimento do seu potencial, aprendizado, evolução e autorealização. É importante observar que este controle não se relaciona a cada fato que ocorre no cotidiano, nem aos resultados específicos num certo momento, ou aos comportamentos dos outros. Essas são expectativas geradas pela mente insegura que busca um controle que não lhe cabe. O possível é a pessoa saber o que vai colher porque conhece a semente que planta a cada dia.

2) Através desta inteligência, ela faz um bom gerenciamento dos conflitos internos, isto é, ela vive em paz. Pela ausência de tortura psicológica, abre-se um espaço para outra voz, a da imaginação criativa que gera intensa atividade e produtividade. Isto amplia e expande as possibilidades do uso dos recursos, gerando maior contato com o próprio poder, abrindo assim, novas visões e portas para o sucesso nos objetivos pretendidos.

3) Com um alto nível de inteligência, a pessoa não usa jogos de poder para manipular outro indivíduo e seus recursos para atingir os objetivos dela. Esta estratégia de ação é dispendiosa e pouco produtiva, pois segue o caminho mais longo. É um jeito fadado a funcionar cada vez menos, pois a maioria das pessoas está despertando para este truque e cada vez mais aumenta a recusa a se submeter.

4) A alta inteligência é sinal de que o indivíduo já desenvolveu um senso ético, isto é, a capacidade de saber o seu lugar no mundo e o respeito incondicional pelos espaços alheios. Desta forma, ele descobriu que a interdependência é a estratégia mais produtiva, colocada à disposição de todos, ou seja, a percepção de que ele pode gerar prosperidade para todos e estes podem fazer o mesmo entre si e para ele. Isto significa compartilhar suas melhores competências com base na boa vontade. Esta fórmula amplia imensamente os recursos fornecidos a todos para o caminho do sucesso, com a vantagem de ocorrer de forma harmônica.

Mas alguém pode questionar: como conseguir esta boa vontade dos outros? Eis aqui o “pulo do gato”: este prêmio é conquistado, não sorteado ou gratuito. Para alcançá-lo é preciso compreender certas regras básicas dos relacionamentos que criam ou despertam no outro o desejo de se doar. O conselho é antigo, mas muitos ainda não o escutaram ou entenderam em profundidade: “É dando que se recebe.” Pode parecer apenas um clichê, mas é exatamente o comportamento que pode fazer toda a diferença, porque ele dá início ao conceito de troca verdadeira.

E que tipo de doação é esta? Não é necessariamente material. Significa prestar atenção de qualidade no outro; colocar-se no lugar dele (característica também chamada de empatia); aceitá-lo sem dramatizar seus pontos fracos, fazer exigências ou rotulá-lo; admirar seus pontos fortes e buscar inspirá-lo, para que se desenvolva e encontre também o seu caminho de autorealização e plenitude.

Dra. Elizabeth Zamerul Dra. Elizabeth Zamerul é médica psiquiatra que atua na área de Coaching Empresarial, Treinamentos e Relações Interpessoais no Trabalho. Também é autora do livro Corações Poderosos – Uma visão positiva das emoções no trabalho. Visite o site: www.elizabethzamerul.com.br E-mail: [email protected]

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