O perfil do novo profissional de vendas

Nenhum de nós sabe o que vem por aí, por conta da globalização, dos avanços tecnológicos e da própria descoberta que não temos a menor idéia do que queremos e do que precisamos, agora e no futuro. Sabemos que alguma coisa está acontecendo, que há uma tendência. Recebi o convite para esse artigo de estréia em Venda Mais e fiquei pensando sobre como explicar para os leitores que o mundo mudou, continua mudando e que as coisas que conhecemos e com as quais estamos familiarizados vão virar de ponta cabeça.

Falar e escrever sobre isso parece um exercício de futurologia aplicada e quem o faz, recém saído de uma tenda, daquelas cheias de panos pendurados, incenso, bolas de cristal, mapas, etc., mas como isso tudo vai interferir de forma definitiva nas nossas vidas, temos que quebrar alguns dos nossos mais arraigados paradigmas e começar a entender que se não começarmos a mudar hoje, acabaremos sendo atropelados pelos acontecimentos.

A verdade é que nenhum de nós sabe o que vem por aí, por conta da globalização, dos avanços tecnológicos e da própria descoberta que não temos a menor idéia do que queremos e do que precisamos, agora e no futuro. Sabemos que alguma coisa está acontecendo, que há uma tendência, mas é difícil começar a mudar sem saber para que e para onde se vai.

Se o ser humano é criativo e evolutivo justamente pela capacidade de mudar os hábitos dia após dia, o que importa é não ficar parado esperando, pois por menor que seja o passo que possamos dar, hoje mesmo, ele significará muito, lá na frente.

Outro dia, fizemos um foundue em casa e convidamos um casal de amigos. Todos à mesa, discutíamos sobre o futuro, meio que desenhando cenários para os próximos anos e tentando imaginar que novos produtos e serviços estariam disponíveis. Essa é uma conversa animada e que não pode ser interrompida, mas acabamos não conseguindo nos convencer sobre o que vai sobreviver e o que vai ser substituído, nos próximos anos.

Para quem está envolvido com vendas, a única certeza é que o nosso público-alvo será formado por pessoas bem mais bem informadas, mais conscientes e mais preparadas que nós. São os nossos filhos e netos, em quem investimos nos últimos anos e que, muitas vezes, não conseguimos entender. Os valores desses novos consumidores são muito diferentes dos nossos. Eles observaram os nossos erros ao longo dos anos e estão preparados para tentar fazer diferente. Isso significa que terão objetivos diferentes, caminhos alternativos para o sucesso e que coisas que não conseguimos definir corretamente serão absolutamente rotineiras.

É certo que os produtos terão que ser mais saudáveis e naturais, ecologicamente corretos e que as empresas deverão se preocupar mais com o seu papel social e com a transparência. Da mesma forma, os vendedores desses produtos deverão estar alinhados, não somente com o discurso, mas devem mostrar que esses requisitos mínimos também fazem parte da sua forma de pensar e agir.

Pronuncia-se, portanto, um novo perfil profissional para os vendedores. Esse perfil será esculpido nas escolas e nas empresas, necessariamente passando por alguns requisitos fundamentais para novos tempos, que podem desde já, serem exercitados. São eles: Planejamento e Organização, Criatividade e Inovação, Comprometimento, Avidez por Desafios e Capacitação Pessoal. Cada um desses itens merece um livro e já há muita coisa escrita sobre esse assunto, mas ainda cabe insistir, porque as pessoas não se conscientizaram que há um abismo entre a retórica e a prática.

Toda essa revolução não tem data marcada para começar. Podemos estar vivendo o período embrionário de um novo tempo sem sequer percebermos. O mais doloroso é que a velocidade de exclusão é bastante superior à nossa capacidade de percepção e, por isso, temos que estar com os olhos bem abertos.

Para começar, que tal ir a um barzinho com os seus filhos ou mesmo convidá-los para conversar. Essa é uma oportunidade interessante para tê-los mais perto e, quem diria, aprender com eles.

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