O que eu descobri em onze anos

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Hoje não vou escrever sobre estratégia empresarial, assunto que apaixonadamente tenho estudado nos últimos meses. Hoje não vou escrever sobre estratégia empresarial, assunto que apaixonadamente tenho estudado nos últimos meses. Vou aproveitar que é abril, mês de aniversário da VendaMais (e meu também) para fazer uma rápida reflexão, se você me permitir.

Anos atrás tomei uma decisão que influencia minha vida até hoje: para não morrer sem fazer uma série de coisas que queria fazer, decidi que todos os anos faria alguma coisa diferente, algo que não tinha feito até ali. Assim, pulei de pára-quedas, mergulhei, fiz Ironman no Havaí, corri maratonas, joguei Padel, conheci lugares, abri empresas, escrevi livros, lancei revistas, fiz palestras.

A grande pergunta sempre foi: qual o meu maior medo? Esse medo escolhido é aquele que vou enfrentar este ano através da escolha do novo desafio. Com o passar do tempo, passei a ser mais seletivo nas escolhas dos desafios, porque o acúmulo de experiências faz com que você comece a distinguir o que realmente vale a pena e o que realmente lhe dá prazer.

Descobri, na verdade, que para crescer na vida você precisa procurar o que eu chamo de ?se meter em novas encrencas?. Não me entenda mal, não quero ninguém na cadeia, mas quem quiser descobrir novas coisas tem de necessariamente sair da sua zona de conforto. E isso, muitas vezes, significa se meter em novas encrencas ? não em velhas, porque essas você já conhece e sabe resolver. O desafio está nas novas encrencas.

Descobri que não ter nada para fazer é uma delícia quando você tem um milhão de coisas para fazer, ou está descansando para fazer um milhão de coisas (ou uma só, bem importante), mas que pode ser um inferno se não existir a perspectiva de fazer alguma coisa depois disso. Descobri que quem não tem disciplina nem persistência leva uma vida miserável, medíocre e sofrível, mesmo tendo muito talento e inteligência. Quem não tem disciplina acaba levando a vida que os outros lhe impõem. Descobri que metas são importantes porque nos fazem descobrir novas ferramentas, novas pessoas, novos conhecimentos e nos dão autoconfiança. Quem não tem metas vaga pela vida inutilmente. Descobri que ler um bom livro é uma das maiores delícias que pode existir. Tem um ditado que diz: “Diga-me com quem andas e te direi quem és”. Acho que podemos ampliar esse ditado para “Diga-me com quem andas e o que andas lendo e te direi quem és”. Tanta gente me faz perguntas cuja resposta simples está em algum livro! Uma vez ampliado por novas idéias e conhecimentos, seu cérebro nunca mais volta ao tamanho antigo.

Descobri que o sucesso de ontem facilita seu sucesso hoje, mas pode atrapalhar muito seu sucesso amanhã se você não entender que tem de se adaptar. Descobri que na dúvida é melhor ir mais rápido do que mais devagar, mas velocidade não adianta nada se você está indo para o lugar errado. E se você ficar parado será atropelado. Descobri que quem faz as coisas acontecerem são pessoas realmente motivadas e apaixonadas, mas que amadores incompetentes motivados continuam sendo amadores e incompetentes. Treinamento e conhecimento são tão importantes quanto a motivação. O potencial de todo ser humano é multiplicado por dez pela motivação, habilidade, conhecimento, criatividade e persistência em suas vidas. Faça você mesmo as contas.

Descobri que criatividade é na verdade errar muito, aprender com os erros e não se deixar vencer por eles (ou pelos comentários). A maior parte dos conselhos e palpites na nossa vida é muito bem intencionada, mas você precisa usar seu próprio filtro e bom senso. No final das contas, a vida é sua. Da mesma forma, aprendi que assumir a responsabilidade por erros e pedir desculpas é uma das maiores manifestações de inteligência, caráter e maturidade que pode existir.

Descobri que todo mundo é esquisito quando você chega mais perto, então seja paciente e entenda que as pessoas se comunicam e pensam de maneiras diferentes. Descobri que as pessoas que você ama passam tão rapidamente pela sua vida que até assusta e que talvez amanhã elas não estejam ali, e que a gente fala e fala sobre isso mas na verdade não faz nada. Não seja bobo ? aproveite! Um abraço não custa nada e é uma delícia.

Descobri que existem dois tipos de chatos: os que os que só falam de si e os que não dão risada. E como eu já estou entrando no primeiro grupo, vou parando por aqui.

Abraço e obrigado pelo seu apoio nestes onze anos.

Raúl Candeloro

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