O sucesso e a competitividade devem ser o resultado natural de um trabalho qualificado, não podendo custar o aviltamento do próprio caráter. Os avanços da tecnologia, principalmente nos últimos 50 anos, foram notadamente reconhecidos. A globalização acelerou tais conquistas e estabeleceu um mercado profissionalmente competitivo. Para se preparar para esse novo momento as pessoas foram em busca de maiores qualificações. O crescimento vertiginoso de cursos de especialização, MBAs e escolas de línguas, que se proliferam pelos quarteirões de nossos bairros, comprovam isso.
Verificamos hoje que os conhecimentos desse novo profissional tornaram-se nivelados. Ou seja, atualmente podemos encontrar centenas de pessoas com fluência em mais de um idioma, com certificados de pós-graduações e atualizadas em relação às ferramentas de gestão e tecnologias mais modernas que existem por aí.
O que faz então a diferença? O que pode nos dias de hoje dar destaque a um profissional? Certamente suas atitudes! Como ponto de partida para essa discussão, colocaria que a principal delas está entre seus valores, na ética desse profissional, nas relações que este estabelece e no serviço que presta.
Ser ético é, acima de tudo, ser honesto, verdadeiro e leal. Esses conceitos, no entanto, não aceitam nenhum meio termo, pois devem ser exercidos em sua totalidade. Praticá-los dentro de uma organização implica principalmente estar alinhado com seus princípios e totalmente sintonizado com sua missão. Esse é o primeiro diferencial de alguém que se qualificou, o que irá torná-lo distinto de tantos outros igualmente preparados tecnicamente.
O profissional de hoje tem de buscar incansavelmente atingir resultados, mas sem esmagar suas convicções morais, baseando suas ações no respeito ao próximo e lutando permanentemente para impedir que haja uma erosão de sua dignidade em favor de ganhos pessoais ou profissionais.
O sucesso e a competitividade devem ser o resultado natural de um trabalho qualificado, não podendo, em hipótese alguma, custar o aviltamento do próprio caráter. Além desse princípio fundamental, que precisa estar absolutamente estabelecido na sua conduta, o profissional diferenciado vai depender, cada dia mais, de seu carisma, sua intuição e de criatividade para encantar seus empregadores, clientes e fornecedores.


