O segredo de Gustavo Cerbasi para os casais para enriquecerem juntos

O especialista em finanças Gustavo Cerbasi traz uma importante questão para a vida a dos casais. Como enriquecer juntos? Se dinheiro não traz a real felicidade, não se pode negar os problemas que advem da falta dele. Por isso, pensar em finanças pessoais tendo como foco uma vida mais planejada e com objetivos leva o casal a construir uma história mais feliz.

Por exemplo, segundo ele, existe um caminho que traduz a essência do sentido do casamento (que é unir e compartilhar): :

  • Construir sonhos e planos em comum. :
  • Elaborarem e respeitarem um orçamento familiar. :
  • Forem disciplinados em relação aos investimentos familiares. :
  • Mantiverem as contas em dia. :
  • Celebrarem a conquista de metas financeiras. :

A própria experiência prática em planejamento familiar levou Cerbasi a desenvolver a idéia de que uma família pode viver com os juros de uma poupança que assegure a manutenção ou a melhora do padrão de vida atual. Sua proposta para planejar uma aposentadoria melhor é no sentido de independência e desfrute, não de retiro. Além disso, seus estudos incentivam os casais a tomar decisões inteligentes que antecipem a conquista de muitos sonhos.

Cerbasi conta que, antes de pensar em casamento, não tinha planos de enriquecer. “Nunca fui esbanjador, poupava parte da minha escassa renda como estagiário e como professor de inglês. Mas era uma poupança sem meta e de longo prazo, meu objetivo era apenas guardar.”

Quando ele e Adriana, sua esposa hoje, começaram a falar em casamento, a poupança de Cerbasi não chegava a meio carro popular. E a dela era menor ainda! “Mas passamos a sonhar com nossa festa de casamento, com muitos amigos e parentes, jantar, música, detalhes que fazíamos questão de ter”.

Após montar uma planilha que incluía tudo, inclusive gastos com apartamento – aluguel, reforma, móveis e decoração – e a lua-de-mel, veio o desânimo. “O valor era absurdamente alto! Teríamos que guardar quase todo o dinheiro que ganhávamos no mês durante pelo menos dois anos para financiar o início da nossa vida.”

O plano Eles tomaram uma decisão: construíram um plano para pagar tudo. Precisaram poupar 75% da renda dos dois juntos, durante 24 meses, e ainda contar com mais seis meses de renda para pagar algumas prestações que se acumulariam após a lua-de-mel. “Tivemos que unir paciência e sacrifício – economizar muito”.

“Não fizemos como muita gente. Alguns resolvem casar o quanto antes, pois “se não fizermos agora não faremos nunca”. Começam uma vida a dois cheia de problemas e dívidas. Muitos casamentos acabam assim, pois o sacrifício, se evitado antes, tem de ser feito no melhor momento da vida a dois. Outros resolvem simplesmente adiar, sem estabelecer uma meta: “Não temos dinheiro e não podemos agora”. E não terão nunca se não colocarem algum plano em prática”.

Cerbasi conta ainda que o plano deles deu tão certo que neste período de dois anos, entre a decisão e o casamento, o mundo percebeu a alegria dos dois. “Trabalhamos furiosamente determinados e economizamos com garra, pois o objetivo estava logo ali. Era um sacrifício, mas perfeitamente aceitável, porque tinha data para acabar. Toda essa disposição se refletiu na qualidade do nosso trabalho: crescemos na carreira e nossa renda aumentou. Casamos com as contas quitadas (sem as prestações que planejávamos) apartamento montado e fizemos nossa lua-de-mel na Grécia, bem mais ambiciosa do que sonháramos!”

Para quem quer chegar lá

Se um casal inicia uma vida de um modo organizado, terá um tranqüilo caminho em direção à riqueza, garante o especialista. ?Seguindo uma estratégia e mantendo-se informados, vocês poderão estar aposentados com um salário superior ao que ganham hoje em bem menos tempo do que imaginam?.

Por exemplo: digamos que vocês tenham como objetivo financeiro atingir uma renda de R$ 10.000,00 por mês para manter a família, um salário bem razoável.Vocês podem garantir essa renda mesmo após se aposentar se escolherem, por exemplo, um dos seguintes caminhos:

  • Investir R$ 720,00 por mês a juros líquidos de 0,6% ao mês durante quarenta anos.
  • Investir R$ 3.747,00 por mês a juros líquidos de 0,6% ao mês durante vinte anos.
  • Investir R$ 1.011,00 por mês a juros líquidos de 1% ao mês durante vinte anos.
  • Investir R$ 85,00 por mês a juros líquidos de 1% ao mês durante quarenta anos – sim, R$ 85,00!

A renda de R$ 10.000,00 por mês (atualizada pela inflação) será proporcionada pelo rendimento da poupança formada após o prazo exposto acima. Percebam que os juros obtidos fazem muita diferença. Hoje, investimentos tradicionais (fundos, CDBs, títulos do governo) rendem cerca de 0,6% ao mês líquido. Para conseguir rendimentos melhores, o investidor tem que recorrer a ativos de risco, como ações. Em alguns meses vocês perceberão que obter algo em torno de 1% ao mês no mercado de ações requer estratégias simples: basta adquirir certa experiência, acompanhar as notícias e acreditar nas empresas sólidas, observa Cerbasi.

Ele afirma que ao começar investir em ações, estudando um pouco do assunto, pode gerar um crescimento rápido da poupança. “Costumo afirmar que só entende de ações quem já perdeu muito dinheiro com elas. Para não ter que aprender dar pior forma comecem utilizando simuladores com dinheiro virtual na Internet. O site da Folha em Ação, do jornal Folha de S. Paulo, é um dos mais populares e oferece prêmios aos participantes (http://emacao.folha.uol.com.br).”

Metas intermediárias:

Há outros sonhos além da independência financeira. São as metas intermediárias que, independentemente de ser estipuladas a dois ou não, custarão muito mais caras se forem financiadas por bancos ou financeiras, e não com recursos próprios.

Veja o que diz Cerbasi, se o sonho do casal for comprar um carro, por exemplo:

  • Se, para a compra do carro, vocês resolvessem poupar R$ 300,00 por mês em uma aplicação que rende 0,6% líquido mensal, acumulariam em cinco anos R$ 21.589,42. A soma dos depósitos nesses sessenta meses seria de R$ 18.000,00, mas os juros do banco teriam trabalhado para vocês e viabilizariam a compra de um automóvel melhor.
  • Se vocês, porém, optassem por comprar hoje um automóvel de R$ 21.589,42, financiado em sessenta meses a juros de 0,6% ao mês, pagariam sessenta prestações de R$ 429,54! Em vez de os juros trabalharem para vocês, a situação se inverteria: vocês estariam trabalhando – e muito – para pagar os juros compostos. Os desembolsos totais no período seriam de R$ 25.772,40, cerca de 43% a mais do que os R$ 18.000,00 da opção anterior.

“Portanto, se nossos sonhos de consumo podem nos custar muito menos, temos de estabelecer com antecedência nossas metas para poder concretizá-las. Isso vale para aquisições de carros e propriedades, cursos, educação dos filhos, viagens, celebrações em família, nova decoração da casa, presentes e outros tantos sonhos cujos custos não cabem no orçamento do mês. A situação presente da economia brasileira, mais estável, já nos permite planejar o futuro, por isso temos de aproveitar essa conquista.”

Para ajudá-los a estimar o valor mensal a poupar para cada uma de suas metas, o especialista desenvolveu uma tabela que mostra quanto poupar por mês, a diferentes taxas de juros, para formar uma massa de recursos de R$ 1.000,00.

“Suponhamos que vocês queiram economizar durante quatro anos para fazer uma viagem que custe R$ 10.000,00. Com juros líquidos de 0,65% ao mês, pela tabela, teriam de acrescentar R$ 17,82 ao mês em sua aplicação para formar R$ 1.000,00 daqui a quatro anos. Como sua meta é de dez vezes esse valor, terão de poupar dez vezes mais, ou seja, R$ 178,20 ao mês. Caso queiram antecipar a viagem em um ano, a poupança mensal sobe para R$ 247,40, conforme se observa pelo valor situado em destaque na tabela.”

“Percebam que não é difícil. Conversem sobre suas metas a dois e também sobre as metas individuais, analisem seu orçamento para adequá-lo à necessidade de fazer reservas para essas metas. Escrevam suas metas, assinem e datem”.

Cerbasi ainda acrescenta que é aconselhável colocar essas a notações em local que possam vê-las diariamente, como motivação adicional para continuar com o objetivo mesmo quando surgirem as tentações inevitáveis de desistência.

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