O sonho de se tornar milionário mais perto do que se imagina!

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O sonho de se tornar milionário mais perto do que se imagina! Muitos pensam que essa é uma tarefa impossível. No entanto, a realidade é bem mais tangível que se pode imaginar. Hoje, não faltam opções de investimento que podem proporcionar um futuro bastante confortável. E para falar sobre isso, a InvestMais conversou com Gustavo Cerbasi, que é autor de diversos livros na área de finanças pessoais e investimentos, possui experiência prática e acadêmica em finanças dos negócios, planejamento familiar e economia doméstica, além de desenvolver treinamentos, palestras e consultorias para diversos públicos por todo o Brasil. Confira!

Indo direto ao assunto, quais são os primeiros passos para ganhar o primeiro milhão?

Os passos são mais simples e curtinhos que parecem. Primeiramente, é preciso estipular uma meta ? saber o que você quer, se é realmente um milhão, meio milhão ou dois milhões. O segundo passo é fazer as contas. Sente com um corretor da previdência e veja o tamanho do esforço que você deve fazer para alcançar essa meta via previdência. Depois, procure uma corretora de valores e peça orientação para conhecer as opções de investimentos em ações. Use os simuladores dos bancos para realizar essas contas e saber o que é preciso fazer hoje, no mês seguinte e a cada mês para alcançar sua meta financeira. Sabendo qual o caminho, o grande desafio e o terceiro passo será conquistar a rentabilidade que a pessoa precisa para alcançar a meta no tempo desejado.

Falando em rentabilidade, que porcentagem é considerável boa para investimentos em ações?

Uma rentabilidade boa para mim pode não ser tão boa para você. Isso é bem relativo, principalmente porque depende não só do mercado como também da meta que a pessoa estipulou, como falamos anteriormente. Dependendo de quanto está guardando por mês e do tempo que tem para atingir sua independência financeira, ela pode ser mais conservadora e procurar uma rentabilidade menor que aquela que quer multiplicar seu montante rapidamente. Muitos investidores, geralmente os mais arrojados, gostam de comparar a rentabilidade da carteira de ações com o Ibovespa ? aí precisam superar o índice, o que não é uma tarefa fácil, já que ele está baseado em boas e sólidas empresas de capital aberto no Brasil. Outros, geralmente com perfil mais conservador, preferem comparar com a rentabilidade da caderneta de poupança, que gira em torno de 0,6% ao mês. Em média, tive de 2% a 2,5% ao mês de rentabilidade nas minhas ações, mas independentemente da referência, é preciso estar bem informado para conseguir boas rentabilidades.

Esse é um assunto bastante discutido, mas pouco explicado. Qual é exatamente a melhor forma de encontrar informações relevantes, que realmente ajudam o investidor a tomar a melhor decisão, em meio a tantas outras que só atrapalham?

O primeiro passo é a pessoa identificar quanto tempo tem para se dedicar a essas informações. Se ela tem meia hora, um jornal econômico é suficiente. Se possui apenas 10 ou 15 minutos, o mais indicado é assinar dois boletins na internet: um educativo e outro com análise da corretora que preferir. O mais importante é ter foco, porque se o indivíduo começa a ler tudo quanto é tipo de informação e a ler a respeito de empresas de vários setores e mercados, chega uma hora que não sabe o que fazer ? fica sem informações consistentes e aprofundadas sobre o que realmente interessa para ele e, muitas vezes, faz escolhas por impulso, em cima de notícias que vão mudar daqui a dois ou três dias. A seletividade nas informações forma uma bagagem importante para que cada um possa ser capaz de tomar as melhores decisões.

Como escolher as empresas nas quais devemos investir?

Primeiramente, é preciso dizer que investir não é especular. É algo muito mais passivo, porque faremos uma compra que deve adquirir valor ao longo do tempo. A Bolsa de Valores é como uma maré ? sobe-e-desce. Por isso, é importante ter bastante consciência ao escolher as empresas em que irá investir, observar se possuem grandes chances de gerar valor e ótimos resultados no futuro, além de gostar e entender do setor delas. Isso é o que importa e também o que irá motivá-lo a se manter bem informado sobre o campo de atuação e, talvez, identificar com mais facilidade um bom momento de entrada ou saída.

E o risco envolvido na escolha dessas empresas?

Com investimentos em ações, você não corre riscos, você os administra. Além disso, o mais importante é cada um entender qual a sua tolerância ao risco. Algumas pessoas se sentem confortáveis com riscos maiores e, por isso, podem ser mais arrojadas nas escolhas. Outras não agüentam ver seu montante ir para trás ? nesse caso, é preciso mais cautela.

Como administrar o sentimento que inevitavelmente aparece sobre estarmos ou não fazendo boas escolhas de investimento?

O que posso dizer é: jamais confie cegamente em uma única oferta nem concentre, em hipótese alguma, seus investimentos em algo que não conhece. Enquanto não tiver certeza, invista pouco dinheiro. Provavelmente, quanto mais dinheiro tiver, mais concentrará em coisas que você conhece bem, mas sempre poderá degustar novas oportunidades de investimento com uma pequena parte de sua riqueza. É assim que o investidor cresce.

Muitas pessoas que estão começando agora ficam com uma leve sensação de que perderam o tempo certo de entrar na Bolsa, já que tivemos meses de grandes altas nos últimos anos. O mercado já atingiu seu limite ou ainda tem espaço para crescer mais?

O mercado está aquecido e até com uma cara de modinha. Mas ele ainda não cresceu o suficiente, um indício disso é que ainda temos mais investidores estrangeiros que brasileiros. Tem mais gente de fora acreditando no Brasil que nós mesmos, e isso não é um sinal de maturidade. Acho que ainda falta realizar um trabalho de base, motivar os jovens para o investimento de risco, que é de longo prazo. E quanto mais longo prazo, mais intensos serão os resultados colhidos. A Bovespa já começou a fazer um ótimo trabalho nesse sentido nos últimos anos, mas ela ainda precisa ser mais difundida nas escolas e associações de jovens, por exemplo: criar mais clubes de investimentos. Acredito que ainda estamos para ver um grande crescimento na Bolsa de Valores brasileira. Ainda faltam pessoas que queiram investir em ações e não apenas se aproveitar de uma rentabilidade maior em pouco espaço de tempo. E isso está acontecendo bem aos pouquinhos.

Quando falamos de ter bons investimentos, estamos tratando de conseguir mais dinheiro ou realizar nossos sonhos?

O foco do investidor tem de ser muito mais na concretização dos sonhos que efetivamente buscar mais dinheiro. Quando a pessoa fica muito dependente do dinheiro, na primeira crise ou chacoalhão do mercado, ela desanima e acaba colocando tudo a perder ? vendendo suas ações e realizando prejuízo. Acho que cada um tem de confiar primeiro nos seus sonhos para que o dinheiro seja conseqüência. É uma questão psicológica, mas que faz bastante diferença na hora de investir. Sempre gosto de dizer que o dinheiro não faz nenhum sentido se sua vida não faz sentido. Primeiro vêm os sonhos e depois a busca do dinheiro como forma de realizá-los.

Qual as últimas dicas para o investidor que quer atingir melhores resultados e alcançar a independência financeira?

Primeiramente, você precisa de tempo para se manter informado. Como já disse, poucos minutos por dia são suficientes. Em seguida, deve entender os juros compostos ? os famosos ganhos sobre ganhos. Não dá para desaplicar a rentabilidade que você obteve senão o valor não cresce muito. É importante que, pelo menos até alcançar o ?primeiro milhão? ? ou a meta que estipulou ?, você mantenha a rentabilidade que ganhou aplicada para efetivamente ter ganho sobre ganho. Depois, tome decisões inteligentes sobre quais empresas investir. Finalmente, faça sobrar o máximo de dinheiro possível, todos os meses, para você investir. As pessoas que querem atingir um bom valor com sua carteira de investimento precisam entender que isso não é algo que toma muito tempo, mas exige disciplina e informação. Também tem de ser algo paralelo a sua vida, e não tomar conta dela.

Colaboração: Marília Zanim Candeloro

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