O superprofissional

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Os centros de poder mudaram ao longo da história. No princípio, os detentores de terra eram os senhores do poder, e a mão-de-obra escrava não tinha o direito de questionar. Os centros de poder mudaram ao longo da história. No princípio, os detentores de terra eram os senhores do poder, e a mão-de-obra escrava não tinha o direito de questionar. Na era industrial, houve uma especialização do trabalho e os aspectos burocráticos predominavam. Ainda aqui, os pensadores não eram privilegiados, ao contrário, em muitos casos foram perseguidos e oprimidos.

Hoje, detêm o poder as pessoas que buscam informações e traduzem em conhecimento. Nunca se valorizou tanto aqueles que sabem analisar, planejar, agir e acima de tudo ter criatividade nas respostas às mudanças do dia-a-dia. O novo profissional busca se autogerir. Não espera que as oportunidades apareçam, ele as cria, ou sabe ver quando estão próximas, e igualmente sabe entender o que são as ameaças e busca atuar de forma a amenizar seu impacto.

A verdade é que não existe uma fórmula para o sucesso. Mas felizmente existem caminhos que podem ser trabalhados para produzir bons frutos. Competências e habilidades técnicas são o mínimo exigido e não chegam a diferenciar os profissionais de forma acintosa. Conhecer sua área através da ajuda de colegas, professores, livros, revistas e experiências é o mínimo que cada um pode fazer por si.

A diferença entre profissionais comuns e os que fazem a diferença é a capacidade de ver o que a maioria não enxerga. A capacidade de autoconstruir e não simplesmente reclamar. Assim, constróem seu caminho passo a passo, contornando as dificuldades, mudando sua forma de agir e de pensar, mas sem perder de vista seus objetivos, sonhos e capacidade de lutar pelo que quer e acredita. No entanto, buscar ser a diferença passa por alguns requisitos, como por exemplo:

– Direcionar o esforço para o que realmente importa à empresa ou a causa que nos propomos.

– Trabalhar com as pessoas no intuito de atingir os resultados necessários.

– Comprometer-se com resultados, determinando níveis de prioridade, esforço e prazos para execução.

– Agir com flexibilidade sem ser fraco e com autoridade sem ser autoritário.

– Expressar-se, ter comunicação clara e objetiva, e principalmente saber ouvir as pessoas. – Iniciativa.

– Possuímos limitações que não devem ser ignoradas. Afinal, limitação não significa incompetência, ignorá-las, sim.

– Cumprir promessas.

– Planejar e executar.

O profissional que faz a diferença nunca desiste quando a batalha é maior do que ele. Redireciona suas forças para reverter a situação. Acredita em sua força interior e na capacidade de fazer e ser a diferença. Dono de uma personalidade ímpar, tem opinião própria. Não nasceu para ser comandado, assume riscos e também assume seus erros, sem sentir-se menor ou desmotivado.

Esse profissional agrega valor e aprende continuamente. Busca ser líder sem ser egoísta ou egocêntrico, se faz respeitar sem precisar dominar, partilha seu conhecimento e suas experiências. Tem prazer naquilo que faz. Ousadia é sua marca. Age rapidamente com conhecimento de causa, e se não tem, busca. Não tem medo do conhecido ou de outros profissionais igualmente qualificados. É ético acima de tudo. Tem ambição, presença de espírito e de luta, busca vencer por suas próprias mãos e não por outros meios tão comuns aos medíocres. É humano, sem ser piegas ou demagogo. Não precisa ser rude ou autoritário para obter respeito ou admiração, não precisa dizer a ninguém o quanto é bom, o reconhecimento vem por si só.

O limite não existe e não deve existir no ser humano, cabe a cada um construir seu próprio destino e perseguir seus ideais. Somos o fruto daquilo que plantamos, colhemos a recompensa por nosso esforço. Nunca esqueça do ditado chinês que diz: “O plantio é opcional, mas a colheita é obrigatória”.

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