O tempo e o vento

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Você acha realmente que trabalha muito? Você acha que não tem tempo para fazer mais nada do que trabalhar? Acha mesmo? Você é daqueles que vive dizendo para todo mundo que não faz outra coisa a não ser trabalhar?

Pois eu tenho uma baita novidade para você. Tudo isso é uma grande mentira que vivemos contando para nós mesmos, para justificar porque não fazemos absolutamente nada por nós mesmos – nunca.

É isso mesmo. Temos de assumir que todos nós somos uns grandes sem-vergonhas, pois somos todos mentirosos e vivemos dizendo essas coisas para nós mesmos, e não para os outros, que é para ficarmos um pouco (pelo menos) em paz com as nossas consciências.

Responda com toda a franqueza que lhe for possível às seguintes questões:

? Quantas horas por dia você fica acordado?

? Quantas dessas horas você trabalha?

? O que você faz com o resto?

Sabe o que você respondeu na terceira questão? Eu sei – você não sabe o que responder. Sabe por quê? Porque nós não estamos disciplinados para fazer bom uso do tempo que nos sobra. Vou lhe dar alguns dados que tirei do livro O Trabalho do Futuro, de Domenicco de Masi:

Sabe como cheguei aos 12% que você trabalha? Fazendo a seguinte conta: se você trabalhar 12 horas por dia, durante 5 dias por semana, durante 46 semanas por ano, durante 30 anos, terá trabalhado exatamente 82.800 horas (de trabalho). Se você multiplicar 80 anos por 365 e depois por 24, chegará ao total de 700.800 horas de vida. Portanto, você terá trabalhado apenas 12% da sua vida.

Você quer esticar esses 12%? Tudo bem, pode esticar. Faça a conta que você fizer, não chegará nunca a mais do que 15% de horas trabalhadas. E as outras 618.000? Bem, para ser honesto, não se esqueça de que temos de dormir 1/3 dessas horas (33%), o que dá 231.000 horas dormindo. Somando com as 82.800 que você vai passar trabalhando, temos 313.800 horas nas quais você não é dono de si mesmo. Sobram, portanto, 387.000 horas em que você é o dono de você! O que você faz, fez ou vai fazer com elas? As duas conclusões importantes dessa conta são as seguintes:

1) Nunca mais diga que você não tem tempo, porque você tem.

2) O que você faz com você e por você, nas horas em que não está trabalhando, é que decidirão se você será ou não um profissional fora de série e, portanto, vitorioso.

Essas duas conclusões são importantíssimas porque nos fazem mudar alguns conceitos equivocados que carregamos conosco, como por exemplo, “Não tenho tempo para mais nada” e “Trabalhando muito, eu vou evoluir ainda mais”.

Essas máximas não são mais verdade. Mas como acreditamos que sejam, acabamos nos prejudicando como pessoas e como vendedores, pois não aproveitamos corretamente o enorme capital que temos de tempo para nos desenvolver por meio de atividades que acrescentem novos conhecimentos e, portanto, possibilitem a nossa melhoria.

Se você incomodou-se com esses números e raciocínios, então valeu a pena ter chegado até aqui. A partir de agora, você poderá fazer algum controle sério sobre o uso que faz do tempo chamado ocioso, e que, na realidade, poderia ser usado para fazer a sua grande virada pessoal e profissional.

Agora, se você não está nem aí para o que acabo de lhe explicar… Então, meu amigo, não há salvação. Você continuará não fazendo por si mesmo (e nem para si mesmo), absolutamente nada do que deveria – e poderia – estar fazendo.

Apenas para encerrar: o que você faz por você nas horas ociosas é que decidirá o seu futuro profissional e pessoal. Sabe por que chamei este texto de O Tempo e o Vento? Porque você pode estar, sem se dar conta, jogando ao vento o seu precioso tempo.

Eduardo Botelho, colunista de Técnicas de Venda, é também consultor em Administração de Vendas e Marketing. Realiza cursos de venda para iniciantes e demais níveis – vendedores, supervisores, gerentes e diretores comerciais. É autor do livro Como Não Vender e diretor da Resolvendas. Para contatá-lo, ligue para (0**11) 262-2124 ou para (0**11) 262-7581.

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