O vendedor analfabeto profissional

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O pior vendedor é o analfabeto profissional.

Ele não ouve, não aprende e nem participa de atividades profissionalizantes que deveria e das quais precisaria participar seguidamente para tentar sair do seu estágio atual.

Ele não sabe sequer definir claramente qual é a sua profissão. Não sabe distinguir um bom de um mau profissional. Não sabe se auto-desenvolver porque não tem nenhuma autocrítica. Ele não ouve os alertas e orientações dos outros e, o que é muito pior, vive jogando sobre os outros todas as culpas pelos seus erros. Ele acha, portanto, que não erra nunca.

O vendedor analfabeto profissional é tão “pequeno” e obtuso que se orgulha e até estufa o peito para dizer, para quem quiser ouvir, que odeia vender e até vendedores.

Na sua mediocridade, só é capaz de gerar situações confusas e mal resolvidas, onde ninguém entende ninguém, e onde todos perdem porque não é capaz de enxergar a imensa dimensão e grandeza que tem a profissão de vender.

Por ser extraordinariamente desorganizado, vive dizendo que todo bom vendedor é bagunceiro. Ele encontrou esta forma para justificar a sua total incompetência profissional. Ele não sabe que ninguém vence, ou venceu até hoje em qualquer profissão sem um alto espírito de disciplina. Mas ele é tão infeliz que não consegue se autoadministrar nas mínimas coisas da vida.

O vendedor analfabeto profissional fala mal da concorrência, não cumpre as promessas que faz para os clientes, conhece mal o seu próprio produto ou serviço e só pensa nos pedidos nunca nos clientes.

Ele não percebe que, agindo dessa maneira, afugenta os clientes que procuram, de todas as formas possíveis, escapar de sua presença, que é sempre desagradável.

Afinal, ele não busca servir bem, mas sim apenas tirar pedidos. Os bichos que mais se assemelham ao vendedor analfabeto profissional são o papagaio e o micuim (que dá no saco de chato). Isto porque ele vai aos clientes para falar, falar, falar… até não poder mais e pobre de quem tem a infelicidade de ficar na frente dele, porque vai ter que agüentar a mesma cantilena o tempo todo. Igualzinho ao papagaio e ao micuim.

O pior de todos os equívocos que este “pobre coitado” comete é que ele pensa que quem tem que treiná-lo é a empresa, como se isto fosse uma obrigação fatal. Ele não sabe nada de vendas e, por isso, não sabe que administração e treinamento em vendas chamam-se:

“AUTO-ADMINISTRAÇÃO” e “AUTO-TREINAMENTO”.

O vendedor analfabeto profissional só está tentando sobreviver vendendo porque não tem outra alternativa profissional. Portanto, não será nunca um profissional de respeito, porque ele mesmo não tem respeito algum por si mesmo.

Se você se viu ou conhece alguém que se encaixe nesta descrição, saiba ao menos o seguinte:

1) O dia do vendedor é dia primeiro de outubro.

2) Vender é uma arte e, portanto, destinada a apenas uns poucos privilegiados.

3) Vender é solucionar problemas dos clientes. Não é, nem nunca foi, portanto, tirar pedidos apenas.

4) A venda começa depois que o cliente comprou e assinou o pedido. O seu papel não é, portanto, preencher pedidos, mas sim fabricar clientes satisfeitos.

5) O seu papel como vendedor profissional não é só vender para quem já compra.

6) O seu papel como vendedor profissional não é só vender o que o cliente quer comprar.

7) O seu papel como vendedor profissional não é só vender para quem quer comprar.

Para fazer o que está nos itens 5, 6 e 7, a empresa não precisa de você, pois isto tudo o folheto, a mala-direta, o anúncio, o outdoor, a telefonista, etc., já fazem. E muito melhor e mais barato do que você.

Eduardo Botelho é diretor da Selevendas, uma empresa especializada na seleção de profissionais de vendas (diretores, gerentes e vendedores). Além disso, ele presta consultoria e faz treinamento de equipes de venda. Ele pode ser contatado pelo telefone: (011) 262-7581.

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