O VENDEDOR E O PIJAMA CURTO

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Ouça essa história e se transforme no melhor vendedor de sua empresa Era uma vez um vendedor muito tímido.
Ele vendia sei lá o quê: um seguro de saúde, ou uma coleção sobre guerras, ou cosméticos para homens, ou decoração de mansão, ou farda militar, ou um produto industrial qualquer. Bem, não importa, ele simplesmente vendia alguma coisa (ou fazia uma força danada para vender!).
Mas era tímido de doer.
Tinha medo de gente, de si, dos outros, era inibido, introvertido, inseguro, carente, fraco (e outros adjetivos do mesmo calibre morfológico).
Um dia, ele bateu à ponta de uma enorme mansão.
Qual não foi sua surpresa quando veio atender imagine quem: um Marechal. Isso mesmo, um Marechal com farda, divisas, completinho da silva como manda o figurino do nobre exército ao qual pertencia.
O vendedor ficou pasmo. E cadê a voz que não saía?! Gaguejou, tremeu, se encurvou, se encurtou, enfim, era muito para cabeça dele fazer uma demonstração/exposição logo para quem. Um Marechal!
Acontece que o Marechal estava nos seus melhores dias e, compreendendo a situação de sufoco do nobre profissional da pasta, convidou-o para entrar, ofereceu-lhe um café, descontraiu e acalmou o coitadinho. Ouviu o monólogo sofredor e acabou comprando sei lá o quê do desastrado candidato a Zé Ninguém.
Conversaram mais um pouquinho, assistiram ao Jornal Nacional e, como já era tarde e o vendedor morava lá nos quintos dos infernos, longe e em outra cidade vizinha e precisaria estar cedinho de volta, o Marechal o convidou a pernoitar em sua mansão no seu quarto de hóspede.
Tarde da noite, o vendedor acordou com o telefone que tocava na sala. Observou pela porta, semiaberta, de seu quarto que o Marechal foi atender com um pijama curto que mais parecia uma cueca do tempo do onça.
Pela conversa, o vendedor pode concluir que a voz do outro lado dizia:
– Sim, senhor Marechal, sim, senhor Marechal, sim, senhor Marechal – e da maneira mais respeitosa e solene possível.
E foi aí que o vendedor tímido ficou a pensar: “Se o indivíduo que falava com o Marechal pelo telefone pudesse vê-lo num traje assim, longe dos símbolos de seu poder e autoridade, com esse pijama curto e esta barriga de sapo feio, será que iria tratá-lo dessa maneira tão reverentemente tímida e tão desigual como o tratou?”
E, por fim, concluiu:
Há sempre um pijama curto debaixo de todo Marechal!
Neste ponto, eu e ele somos iguais. Nunca mais terei medo de gente.
Todos nós somos pó e ao pó nós tornaremos. Um pó pode chegar até a Marechal. Outro pó se torna vendedor, mas todos somos pós importantes.
Todos nós nascemos pelados. Alguns pelados chegam a ser Marechal. Outros pelados se tornam vendedores. Mas todos nascemos pelados e temos uma missão importante.
Marechais ficam velhos, vendedores também. Na hora do leito de morte um vendedor clama a Deus. Mas um Marechal também.
Um Marechal tem fardas e divisas, mas eu, vendedor, também tenho. Minha farda é minha empresa e meus produtos. Minhas divisas são minha iniciativa, meu impulso para a vitória e minha fé em Deus. Meu exército é meu mercado. Sucesso é mudar paradigmas e dar um passo além do medo.
No outro dia, o vendedor se levantou para vencer no campo, porque já tinha vencido em sua mente.
Maurício Góis é consultor e palestrante nas áreas de Vendas, Motivação e Desempenho de Alto Impacto. Para contatá-lo, ligue para: (0**19) 3865-1597. Fale conosco: contato@mauriciogois.com.br Visite site: www.mauriciogois.com.br

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