Por mais incrível que pareça, o vendedor-taleban existe… e você o conhece! Ele é o terrorista da nossa profissão. Sabe o que ele faz?
De manhã, ao acordar, já levanta de mau humor e pensando assim: “Puxa! Vou ter que sair de novo pra vender! Os clientes vão dizer não! O meu chefe vai me encher o saco com a tal da cota! E ainda tenho aquela conta pra pagar e não tenho o dinheiro! Por que é que eu não estudei?!”
Aí – depois dessa “brilhante energização matinal” – ele sai. Vai até a empresa (ou não) e depois segue para visitar os clientes. No caminho, ele pensa o seguinte: “O meu preço é caro, o mercado está em crise, o meu concorrente esta fazendo uma promoção fantástica, o meu chefe não me entende, etc”.
Depois de mais este “atentado contra si mesmo”, ele chega no cliente e – é claro – não vende. Também, com tanta carga negativa que colocou sobre si mesmo, não podia dar outra coisa a não ser isso mesmo.
Aí, ele sai do primeiro cliente pensando o seguinte: “Não falei? Eu sabia! E o pior é que, quando eu disser tudo isso pro meu chefe, ele ainda vai me dizer que o errado sou eu. Mas eu queria ver ele tendo que fazer o que eu faço, porque, ficar lá – no bem bom, no ar condicionado – até eu”.
Na hora do almoço ele encontra um colega, vendedor do concorrente que, todo sorridente e feliz, diz que tudo está às mil maravilhas, que está vendendo como nunca vendeu antes, que o mercado está sensacional, que a empresa dele é extraordinária e que faz ofertas e promoções fantásticas, etc. Aí? Aí… ele quer morrer!
Agora me responda com sinceridade: este infeliz não é um Vendedor-Taleban? Agindo dessa maneira, ele destrói tudo à sua volta – ele “explode tudo” – porque ninguém agüenta ficar perto dele. Os clientes se escondem, o chefe tem que se encher de muita paciência para tratar com ele, os colegas fogem, enfim, ele vive sozinho. Ele é um “terrorista juramentado”, como diria o Odorico Paraguaçu.
Este cidadão tem salvação? É claro que tem. Todos tem até ele.
Se você tem esse tipo de comportamento, preste bem atenção ao seguinte: “Você atrai para si mesmo tudo aquilo que pensa”. Portanto, aprenda que, enquanto continuar destruindo a si mesmo, não terá nenhuma chance de ser feliz, nem na vida, nem nas vendas.
Acorde pela manhã sorrindo. Não importa se existe, ou não, alguma razão para isso. Ao visitar o cliente, pense na maravilhosa oportunidade que você terá de contribuir para que ele – cliente – melhore de vida, pois você fará com que ele ganhe muitos benefícios. Acredite que você tem “ótimos produtos; ótimas propostas; trabalha numa ótima empresa; você é um ótimo profissional e tem ótimos clientes”. Quanto lhe custa acreditar nessas 5 verdades?
O fato é que há muitos anos estamos nos enganando, pensando que temos de vender para os nossos clientes. E mentira! Temos que vender para nós mesmos – apenas. Não temos que vender para mais ninguém. Para os nossos clientes nós passamos nossos sentimentos. Se vendemos negativismos, vamos passar negativismos. Um verdadeiro terrorismo. Mas, se vendemos positivismo, vamos…
Eduardo Botelha – Autor, consultor e diretor do IPEB Instituto Profissionalizante Eduardo Botelho. Telefone: (O**1 1) 3057-0787 Home page: www.eduardobotelho.com.br.


