O Viagra Emocional

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Estamos discutindo há mais de cinco décadas, seriamente, esse negócio chamado motivação, e não há solicitação de palestra ou curso que não venha acompanhada do pedido: “Professor, por favor, dá uma motivada na equipe”, ou “O astral está muito baixo, por favor, dá um jeito”, e outras coisas com o mesmo sentido.

Depois de tanto ler, estudar, discutir, escrever e palestrar sobre esse assunto, acabo de concluir que, em todos os grupos de trabalho há dois tipos de pessoas no que diz respeito à motivação. São os seguintes:

1) Há pessoas que querem ser e estar sempre motivadas.

2) Há outras que não querem.

O mais interessante dessa conclusão é que aquelas que querem ser e estar sempre motivadas trabalham a si mesmas, porque se conhecem em profundidade e sabem onde ir buscar as energias de que precisam, sempre que precisam.

Em outras palavras, elas tomam (sempre que entendem estarem precisando) o que eu chamo de a sua dose de Viagra motivacional, enquanto as outras não fazem absolutamente nada dentro de si mesmas para se motivarem e para superarem a sua apatia para com a vida e o trabalho. Esse último tipo precisa, habitualmente, ser manipulado por outros para se mexer.

As pessoas que sabem se “auto-energizar” são aquelas que estão fazendo o que realmente gostam de fazer. Em outras palavras, são aquelas que têm a felicidade de praticar a sua vocação. Para elas, o próprio trabalho funciona como uma dose diária e permanente de Viagra, pois só o fato de estarem fazendo o que gostam é suficiente para sentirem-se sempre muito dispostas e até mesmo realizadas. Buscam novas energias no fundo de si mesmas.

Aproveito aqui para registrar um pensamento oriental. É o seguinte: “Escolha um trabalho que lhe dá prazer, e você nunca mais terá que trabalhar na vida”.

O que eu chamo de Viagra motivacional? É a capacidade que todos nós temos de nos energizarmos positivamente sempre que quisermos, sem precisar ou depender de absolutamente ninguém para fazer isso.

Sempre que dizemos para nós mesmos, com a maior convicção possível: “EU QUERO…”, tornamo-nos um ser humano diferente, energizado, positivo, lutador, construtivo empolgado e empolgante.

Aliás, o nome do Viagra motivacional é exatamente este: “EU QUERO”, pois todas as vezes que colocamos para nós mesmos, seriamente, um desafio a ser vencido, acabamos de ingerir o nosso Viagra e estamos dispostos à lutar.

Lamentavelmente, entretanto, há uma quantidade enorme de seres humanos que não querem absolutamente nada além do que já têm e, por isso mesmo, não fazem absolutamente nada para si e por si mesmos.

Mas o pior disso é que a grande maioria dessas pessoas, na realidade, não têm absolutamente nada. São autômatos vagando pela vida que, para eles, não têm sentido algum. Resta-lhes sobreviver.

Como motivar os que não querem ser motivados? Os que estão apenas fisicamente no trabalho? Os que só fazem o mínimo necessário para não serem mandados embora? Os que, quando são demitidos, entendem que a culpa é da crise, ou do chefe, do patrão, ou da própria vida?

Essas pessoas não dizem nunca para si mesmas “EU QUERO”, ou seja, elas nunca tomam o seu Viagra motivacional porque, se o tomassem, teriam que começar uma nova luta. O que elas mais querem é não ter que lutar com nada.

Quando tratamos do tema liderança falamos exatamente disto, pois ensina mos que líder é toda pessoa capaz de fazer com que seus liderados assumam algum “EU QUERO”. Ou seja, o líder todo aquele que consegue fazer com que as pessoas tomem doses diárias de Viagra emocional e motivacional.

Um exemplo clássico: quando Kennedy disse ao povo americano que eles colocariam um homem na lua antes do final daquela década, fez com que todos os americanos passassem a querer que isto acontecesse. Dessa maneira, ele fez as pessoas dizerem para si mesmas, em primeiro lugar, e depois publicamente: “Nós queremos colocar um homem na lua”. Ele energizou a todos.

Este é um aspecto importante do Viagra motivacional, porque ele precisa ser, ao mesmo tempo, individual e coletivo, como no exemplo acima. Ou seja, é preciso que todos os envolvidos no desafio aceitem que o “EU QUERO” é um estado de espírito de todos, que energiza e une a todos. Caso contrário, ele não funcionará.

Qual é a melhor hora para tomar c seu Viagra motivacional? É ao despertar, antes de se levantar. Naquele momento, você está pronto para chamai para si o sucesso ou o fracasso do dia que está começando. Portanto, chame o sucesso, dizendo para si mesmo: “Hoje. eu quero…”.

Você terá um dia maravilhoso.

Eduardo Botelho, colunista de Técnicas de Venda, é também consultor em Administração de Vendas e Marketing. Realiza cursos de vendas para iniciantes e demais níveis – vendedores, supervisores, gerentes e diretores comerciais. É autor do livro Como Não Vender e diretor da Resolvendas. Para contatá-lo, ligue para (0**11) 262-2124 ou para (0**11) 262-7581.

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