Ômar Souki ensina a encarar as mudanças de maneira positiva

Encare as mudanças de forma positiva

Uma pesquisa da Right Management, consultoria organizacional focada em carreira, mostrou que 31% dos empregados não são capazes de se adaptar a mudanças no trabalho, 43% conseguem se adaptar um pouco – fazem o que precisa ser feito, mas o moral da equipe sofre. Conclusão: apenas 26% dos colaboradores conseguem aceitar as mudanças, isto é, menos de um terço da empresa acolhe de bom grado as transformações, hoje tão necessárias à sobrevivência das organizações. Então, surgem dois questionamentos: “Por que geralmente as pessoas veem as mudanças de forma pessimista?” e “Como ser mais otimista em relação às mudanças?”.

 

Por que as pessoas veem as mudanças de forma pessimista?

 

Mudar é sair da zona de conforto. Exige interesse, esforço extra, dedicação, foco e até uma certa dose de sacrifício. Nem todos estão dispostos a isso, pois acreditam que já estão fazendo mais que o necessário. Mas, se as antigas práticas não forem repensadas, a empresa para no tempo, não se renova e diminui sua participação no mercado. Empresários de sucesso são justamente aqueles que criam novas formas de atuação, o que demanda a introdução de frequentes inovações no ambiente de trabalho.

 

Aquele funcionário que trabalha na linha de produção nem sempre percebe o que o mercado exige, pensa mais naquilo que já está acostumado a fazer que em mudar seus hábitos. Como consequência, surge a resistência à introdução de inovações tecnológicas ou mudança de procedimentos administrativos. Portanto, para estimular os colaboradores, é importante que as lideranças expliquem as consequências a longo prazo dessas transformações. Por outro lado, os funcionários devem se interessar por saber qual foi a razão da introdução dessa ou daquela inovação. Ao tomar consciência das implicações das mudanças, aumentam-se as possibilidades de se ter uma visão mais otimista de todo o processo.

 

Como ser mais otimista em relação às mudanças?

 

Certa vez, conversei com um piloto de Boeing que disse que estava se adaptando a uma nova programação na tecnologia usada e, para isso, precisou ficar seis meses em treinamento.

 

O curso era realizado em uma cidade distante do local de sua residência – e isso acarretava viagens extras e ausências do convívio familiar, que já era limitado. A inovação tecnológica iria possibilitar a economia de um tripulante na cabine, que seria substituído pelo computador de bordo. Era necessário aprender a lidar com a nova programação, caso contrário, seu destino seria a rua. Por mais desumano que isso possa parecer, é assim que o mercado opera. Se a companhia aérea não fizesse isso, ficaria desatualizada e impossibilitada de competir com as outras organizações que estavam adotando a inovação. Caso tivesse de fechar as portas, esse piloto ficaria desempregado.

 

Assim, ao se adaptar àquela mudança, ele manteve seu trabalho e, consequentemente, o de várias outras pessoas. Embora ele, pessoalmente, não gostasse do sacrifício que estava fazendo, entendia a razão e procurava se adaptar.

 

As transformações que ocorrem nas empresas podem ser, além de necessárias, benéficas, podendo, até mesmo, garantir sua sobrevivência. Isso ocorre porque o ambiente de negócios se torna cada vez mais competitivo e há uma necessidade crescente tanto de reduzir custos quanto de superar a concorrência no atendimento ao cliente – o mercado exige preços melhores e, ao mesmo tempo, apenas se satisfaz com serviços de qualidade.

 

Para realizar essa façanha de diminuir os gastos e melhorar a qualidade dos serviços, faz-se necessário o auxílio de inovação tecnológica. Quanto mais sofisticados forem os equipamentos, maior a necessidade de treinamento e adaptação da força de trabalho, o que gera estresse. Uma dica importante para diminuir esse estresse causado pelas mudanças é o exercício físico. Para aumentar nossa flexibilidade tanto física quanto mental, John Kersh, fundador da rede de academias Citrus Gym, sugere a prática de exercícios, que pode contribuir significativamente para melhorar nosso desempenho pessoal e profissional. De acordo com Kersh, “eles ainda melhoram a satisfação com a vida e aumentam a felicidade, gerando mais energia pessoal como um todo”.

 

Portanto, para a aceitação de mudanças, é fundamental uma maior flexibilidade dos colaboradores. Para isso, a direção da empresa deve explicar as consequências positivas dessa mudança. É importante também que haja, por parte dos funcionários, um interesse crescente em se adaptar aos desafios do ambiente de trabalho, sendo recomendado para isso até mesmo a prática de exercícios físicos.

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