Onde está o tempo na vida executiva?

Em um mundo em que o tempo é escasso, o executivo precisa saber lidar com o que tem para obter uma carreira bem-sucedida. As pessoas sonham com o sucesso profissional e, ainda, conciliar a carreira com o tempo para a família e o lazer, mas essa é uma cena que está longe da vida executiva ultimamente. No mundo corporativo, o ?tempo livre? ainda é mito.

A causa da maioria dos problemas dos executivos é um processo invisível e silencioso que acontece no decorrer da carreira. Pode-se chamar esse fenômeno de ?Síndrome da Fusão?, onde a vida pessoal se une com a vida executiva e, nesse momento, começam a aparecer muitos problemas.

Alguns sintomas são clássicos nessa síndrome:

a) excesso de reuniões;
b) metas para cumprir;
c) acúmulo de tarefas em prol da multifuncionalidade;
d) elevada troca de e-mails e demais vilões do tempo.

Nessa hora é preciso cuidado, pois a ansiedade aumenta, os papéis se misturam, os problemas crescem e a saúde, em alguns casos, fica comprometida com um único diagnóstico: o estresse. É fundamental que os papéis estejam separados e que apareçam dois aspectos essenciais para o negócio: o técnico e o empreendedor.

O papel de técnico é o de executor, que tem o conhecimento acumulado para criar e desenvolver as tarefas. Seu pensamento é o agora e a sua visão está focada no seu ambiente de operação, o trabalho.

Já o papel do empreendedor é o de buscar oportunidades, planejar a carreira a longo prazo, investir no desenvolvimento de estratégias e ter visão e sonhos para a vida executiva sem minar a vida pessoal, que deve fazer parte desse planejamento.

O problema para a maioria dos executivos é que o papel de técnico acaba tomando controle da vida. Como todo executor ele gosta de acumular o máximo possível de responsabilidades, pois tem o conceito de que, devido ao seu conhecimento e experiência, é a pessoa ideal para fazer o trabalho bem-feito.

Ele assume mais papéis na organização do que pode cumprir, e se perde no meio do processo. Essa atitude acaba tomando um tempo precioso do executivo que se vê absorvido pelo dia-a-dia operacional, e não consegue ter tempo para visualizar uma carreira que deslanche nem primar pelos momentos essenciais à vida.

O executivo precisa de sabedoria para lidar com a chave da questão que é o tempo. Caso contrário ele será escravo da própria carreira e da sua vida executiva.

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